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domingo, 1 de março de 2020

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DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.

ARTIGO 1.º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
ARTIGO 2.º
• Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
ARTIGO 3.º
• Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
ARTIGO 4.º
• Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
ARTIGO 5.º
• Ninguém será submetido à tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
ARTIGO 6.º
• Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento em todos os lugares da sua personalidade jurídica.
ARTIGO 7.º
• Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
ARTIGO 8.º
• Toda a pessoa tem direito a recurso efetivo para as jurisdições nacionais competentes contra os atos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
ARTIGO 9.º
• Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.
ARTIGO 10.º
• Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.
ARTIGO 11.º
• Toda a pessoa acusada de um ato delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
• Ninguém será condenado por ações ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato delituoso foi cometido.
ARTIGO 12.º
• Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.
ARTIGO 13.º
• Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
• Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.
ARTIGO 14.º
• Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
• Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
ARTIGO 15.º
• Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
• Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
ARTIGO 16.º
• A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
• O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
• A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.
ARTIGO 17.º
• Toda a pessoa, individual ou coletivamente, tem direito à propriedade.
• Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.
ARTIGO 18.º
• Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
ARTIGO 19.º
• Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
ARTIGO 20.º
• Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
• Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
ARTIGO 21.º
• Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direção dos negócios públicos do seu país, quer diretamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
• Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
• A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos; e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.
ARTIGO 22.º
• Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
ARTIGO 23.º
• Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego.
• Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
• Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de proteção social.
• Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses.
ARTIGO 24.º
• Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas.
ARTIGO 25.º
• Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar,
principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
• A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimonio, gozam da mesma proteção social.
ARTIGO 26.º
• Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
• A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
• Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o gênero de educação a dar aos filhos.
ARTIGO 27.º
• Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
• Todos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.
ARTIGO 28.º
• Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efetivo os direitos e as liberdades enunciados na presente Declaração.
ARTIGO 29.º
• O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
• No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
• Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios
das Nações Unidas.
ARTIGO 30.º
• Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.

Assembleia Geral das Nações Unidas
   Sabe quando você começa a assistir um filme na TV e acha que o filme vai ser ruim?

Dez a um como ele vai ser ruim.

Mas você espera até o fim para finalmente chegar à conclusão de que deveria ter trocado ou desligado à primeira impressão.
Quase tudo na vida é assim. Você conhece uma pessoa, tem um relacionamento com ela. Lá no fundo você acha que não vai dar certo. Mas algo te impele a continuar e a ir em frente. Muitos vão longe demais para poder voltar e aí a constatação. Não deu certo!
De onde vem essa impressão e porque quase sempre vence essa indecisão?
Acho que gente inconscientemente vai somando os prós e os contras e aplica o tal do otimismo. Pode ver... todo mundo vive falando:- Tenta! Vai em frente! No fim da tudo certo! Mas não dá...
Quem está de fora e é nosso amigo,ainda pode ter uma visão privilegiada da situação, porque está menos afeito à ilusão que nos impede de julgar absolutamente certo.
Aliás, absolutamente é demais. Ninguém consegue julgar nada nem ninguém com absoluta certeza, absoluta clareza, absoluta coisa nenhuma.
O que fazer ? Como fazer? Qual a atitude certa a tomar? Ir ou não ir? Ser ou não ser?
Éssa é e sempre foi a questão!
Uma coisa é certa e esse foi o começo dessa história. Se você está assistindo um filme e parece que ele não é bom, pode parar por aí. Você se conhece melhor do que ninguém. Seu cérebro já julgou as premissas dos dez primeiros minutos e lhe avisou que não é disso que você gosta.
Assim, desligue, mude de canal, faça outra coisa. Não perca mais noventa minutos para descobrir que o filme é um lixo e você não gostou mesmo.
E na vida a história se repete.
Se você tem a impressão de que algo ou alguém não foi feito para você, não espere dez ou vinte anos para tomar a decisão certa.
A vida da gente é um filme só! Não tem reprise e não dá para assistir muitos outros.
Escute o que sua razão manda, pelas corretas impressões que ela tem do que você gosta ou não gosta, do que é ou não bom para você.
Sua vida é importante demais para que as emoções tomem conta das suas atitudes.
Guarde a emoção para um próximo e bom filme.
Não perca tempo.

Marinho Guzman

 A gente tira o sujeito da favela mas não tira a favela de alguns sujeitos.

As pessoas costumam tirar conclusões apressadas a respeito de algumas frases. Isso se dá por vários motivos, onde a análise mais apurada a respeito de um assunto é menos importante que dar a sua própria opinião.
Opinião que certamente não retratará a verdade expressa na frase e que demonstra quão pouco ela é importante para os “sabichões”.
Recomendo a leitura desse texto para quem resolva se indignar com meu título, antes de saber um pouco a respeito do assunto.
Favela, espaço e sujeito: uma relação conflituosa de Ana Beatriz Rodrigues Gonçalves e Denise Aparecida do Nascimento.
( http://www.textosemarketing.com/2013/01/favela-espaco-e-sujeito-uma-relacao.html )
Joãozinho Trinta já dizia que pobre gosta de luxo, não de lixo.
Largados á própria sorte, grupos de pessoas em todo o mundo agrupam-se em áreas próximas dos grandes centros urbanos que não dispõe de infraestrutura como água, luz, gás, esgoto, postos de saúde, policiamento e condução. Com algumas variações, esses grupos são denominados favelados.
Muitas desses grupos e dessas regiões se encontram às margens dos rios e essa teria sido inicialmente a origem da denominação de moradores marginais. Marginavam os rios e passaram a viver às margens da lei pela criação de regras próprias e pela inobservância das regras sociais impostas aos cidadãos.
Desnecessário descrever mais do que isso, para quem vive em qualquer cidade grande do nosso país.
Ao andar ontem pelo Guarujá, pude notar claramente que nós, os moradores das habitações regulares, somos as verdadeiras vítimas das administrações corruptas.
Os chamados favelados, os desocupados, os marginais e os “trabalhadores informais” circulam livremente pela cidade e nós precisamos nos resguardar dentro dos carros com os vidros fechados, circular só nas ruas policiadas, não podemos usar relógios nem máquinas fotográficas.
Nossas famílias, nossas filhas e mulheres têm que se submeter à falta de educação dos bêbados nas ruas e praias porque essa é a cultura ou a falta de cultura da favela e a que impera na cidade.
Nós, donos de estabelecimentos comerciais, temos que cobrar os mesmos preços cobrados pelos “ambulantes” que não pagam impostos e não respeitam as leis, sejam elas trabalhistas ou dos consumidores.
A prefeita e o vice-prefeito andam pelas ruas com guarda-costas.
Salve Jorge!
Isso é fantástico!

Marinho Guzman

Walmor Chagas

Leio que Walmor Chagas suicidou-se com um tiro na cabeça e imagino quantas vezes ele não repetiu o gesto de apontar a arma para a própria cabeça e raciocinar, ou mesmo acovardar-se, do ridículo da situação.
Até que isso não lhe parecesse mais ridículo do que manter a própria vida.

Marinho Guzman

    O melhor do pior.

Guarujá seria, para um amigo, a melhor cidade ruim para se morar.
Concordo. Não há melhor lugar onde eu pudesse morar que não Guarujá que me adotou há 22 anos.
Em que pese todo lixo urbano e humano da cidade, olhar esse marzão lindo faz esquecer desse marasmo que os incompetentes administradores, eleitos pelos eleitores idiotas lançaram a cidade desde que cheguei.
Amiga minha montou esse ano uma loja no Guarujá e já aprendeu a reclamar da fraca temporada. É verdade, não será mais possível ganhar na temporada o dinheiro necessário para manter aberta uma loja o ano todo.
Expliquei para a minha amiga que só tem uma coisa pior do que ter uma loja no Guarujá.
Não ter nenhuma loja.
E assim vamos, os prefeitos mentindo que trabalham, nós mentindo que acreditamos, até que a cidade se torne realmente a pior cidade do estado para se morar e ser comerciante seja pior do que morrer de fome.
Isso é fantasticamente ridículo. Mas é!

Marinho Guzman

Premio ou castigo

Visto aqui do presente, as decisões que tomamos no passado parecem premio ou castigo.
A gente consegue ver quem seria nossa mulher, elas conseguem ver se o ex-namorado fez sucesso na vida profissional ou se tornou um pinguço barrigudo.
A gente vê o estrago que os anos fizeram naqueles corpos firmes, ombros largos, barriga de tanquinho, bundas lindas e peitos fenomenais.
A gente vê se aquela falta de conversa era timidez ou ignorância e comer a vovó não será tarefa fácil para ninguém.

Marinho Guzman

Carnaval no Guarujá.

O carnaval é uma festa pública originária da Grécia de meados de 600 a 520 a.C.
Por incrível que pareça, passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 520 d.C. como “adeus à carne” daí o nome “carne vale”.
O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.
A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas.
De um tempo para cá, principalmente no Brasil, o carnaval é muito mais lembrado como Sodoma e Gomorra, pelos excessos sexuais e etílicos. E nem se fale de adeus à carne porque o que mais se vê são churrascos antes, durante e depois da festa, o que custa aos cofres públicos um dinheiro que não existe para contratar médicos, aparelhar hospitais e minorar o sofrimento da maioria daqueles foliões que gastam grande parte dos salários de muitos meses para aparecerem como pequenos pontos coloridos nos desfiles das escolas de samba.
O carnaval está mais para circo do que para festa, pelo tamanho da palhaçada que os administradores do dinheiro público fazem.
Há verbas de todos os tipos, com todos os nomes e sempre para os mesmos bolsos. Não se vê gente séria envolvida com essa palhaçada porque se era ou foi sério algum dia deixa de sê-lo quando alguém é homenageado, agraciado, paparicado ou qualquer outro nome que se dê a tamanha insuflação do ego.
Nos próximos dias vamos ler no Diário Oficial do Município o tamanho das verbas destinadas ao carnaval e os gastos com a montagem dos palanques. Os mesmos palanques usados para as campanhas eleitorais, os mesmos cabos eleitorais, os mesmos foliões com o dinheiro público.
E os hospitais? Bem isso é para nós, os palhaços de sempre!
Isso é fantástico!

Marinho Guzman

Quem semeia ventos colhe tempestades.

Guarujá vai colher esse ano o que vem semeando há muitos.
Chove e chove muito na cidade.
As ruas estão alagadas por causa do lixo que entope os bueiros, causando congestionamento nas ruas que só comportam engarrafamento de um carro. A infeliz permissão de estacionar dos dois lados da rua permite a ocupação dois terços da via transitável.
Alguns perguntarão onde estacionar tantos veículos? E eu respondo, nos estacionamentos que estão vazios porque o turista ou veranista prefere deixar na rua, onde não paga, do que deixar nos estacionamentos regularmente estabelecidos que geram empregos e impostos.
Os comerciantes já perceberam que essa temporada será a pior dos últimos anos. Os sobreviventes estão contabilizando vendas mais de cinquenta por cento inferiores ao ano passado, que já foi muito ruim.
Já falei do shopping de verão do Hotel Casa Grande. Fiasco seria uma palavra muito boa para adjetivar o desastre completo daquele que já foi um templo de consumo e do bom gosto.
A denominada Feirinha Hippie da Praia de Pitangueiras tem muita gente, mas não vende nada. Resistiu à onda de se transformar em um monte de lojinhas de roupas de mau gosto, péssima qualidade e procedência duvidosa, como a das Astúrias, que já mudou de nome e nem usa mais a palavra artesanato.
Lá, os boxes que também são cedidos a permissionários pela prefeitura (sabe-se lá com que critério), foram alugados ou vendidos a pequenos comerciantes que vendem de tudo um pouco. Isso mesmo, um pouco. Tão pouco que a lei da oferta e da procura vai se encarregando de fazer a justiça que a fiscalização faz vistas grossas. Vão vender tão pouco e com pequena lucratividade e tanta concorrência, que mal vai dar para pagar o aluguel para os donos espertalhões e as funcionárias.
Os restaurantes do Guarujá têm melhor sorte. Estão sempre cheios e vão faturar o suficiente para arcar com os custos depois da temporada. Lucro de verdade que é bom, como havia antigamente, onde se ganhava dinheiro para trocar de carro e até mesmo comprar uma propriedade nunca mais. Um deles ficou famosíssimo na mídia nacional esse ano porque seu proprietário matou o cliente pela grande diferença de R$7,00 na conta.
O s postos de saúde e hospitais também não vão se queixar da falta de pacientes. Dengue, diarreia, intoxicação alimentar, lesões corporais e tiros vão deixar esses locais sempre lotados.
Com muitas reclamações e com contas milionárias a serem pagas pelos proprietários de imóveis, que não têm nada com isso, e que serão chamados a cobrir os grandes rombos com o dinheiro do IPTU.
E os fogos, as bandas e o carnaval? Deveriam ser terminantemente proibidos com dinheiro publico.
A prefeitura que quisesse fazer festa deveria buscar apoio das empresas que faturam barbaridade e levam o dinheiro embora, a saber, as cervejeiras, os vendedores de água, sucos, coco etc.
E os quiosques? Esse é um assunto que eu gosto sempre de abordar porque parece milagre. Multiplicam-se a cada ano, produzem lixo e nem sequer se dão ao luxo de embalar corretamente. De um tempo para cá fizeram banheiros e duchas para vender banho e sabe-se lá onde despejam essa água e esses dejetos. Alguns falam do número de empregos que geram, mas eu gostaria de ver o livro de registro de empregados e as carteiras de trabalho. Uma mentirada descarada que só não termina no Ministério do Trabalho porque essas pessoas, muitas delas menores, têm medo e pouco conhecimento dos seus direitos.
Assunto vasto, a temporada de 2.013 vai ser rápida e dolorida. Muitos já avaliam seus prejuízos e contam que a temporada de verdade só vai do dia 28 de dezembro a 6 de janeiro.
A chuva que caiu nesses dias não deu para lavar a égua, como se diz mas vai servir para levar muita gente para o buraco.
Já ia me esquecendo da falta dos banheiros públicos. Nem mesmo os químicos foram colocados. Sem banheiros, todos os frequentadores do Guarujá vão ter de ver de perto a merda que está a cidade e optar por fazer as suas merdas nas próprias casas ou no mar.
Isso é fantástico!

Marinho Guzman

Chovendo no molhado.

Basta chover para que muitas ruas do Guarujá fiquem alagadas impedindo a passagem de veículos.
Isso paralisa o trânsito e os motoristas temerosos dos estragos que a água pode causar nos veículos, com o perigo dos assaltos que aumentam nessas condições, buzinam freneticamente, tirando o sossego de milhares de pessoas que teoricamente estão nos seus apartamentos para descansar.
Os espertos da prefeitura apressam-se a divulgar que já reclamaram com a Sabesp, com o Governador e com o Bispo e que isso é culpa das administrações passadas.
Não dá para aceitar desculpas, mas perguntar por que a atual administração não faz a lição de casa, fiscalizando a colocação do lixo por parte dos comerciantes e moradores na hora certa, em containers adequados e obriga a empresa contratada a cumprir o horário de coleta.
Grande parte dos alagamentos poderiam ser evitados se o lixo não fosse espalhado pela chuva entupindo as bocas de lobo e os canais de drenagem dessa água.
A legislação prevê coleta especial, bem como a manutenção desse lixo em câmaras frigoríficas especiais para estabelecimentos como restaurantes e shoppings. Tudo isso é simplesmente ignorado.
Outro problema grave com a coleta de lixo é a falta de locais apropriados para que os caminhões estacionem na hora de retirar o lixo.
A inexistência de baias e da regulamentação de horário de estacionamento, obriga os caminhões a pararem no meio das ruas enquanto o lixo é recolhido. Isso gera engarrafamentos, buzinaço e desinteligência entre os lixeiros, motoristas e transeuntes, que se veem colocados numa verdadeira praça de guerra.
Para essas providencias não seria necessário senão vontade, competência e fiscalização, coisas que não existem nessa administração, o que demonstra que a incapacidade e a falta de vontade são fatores tão importantes como a falta das obras que poderiam minorar esses alagamentos.
Falta das obras que não foram feitas pela falta do dinheiro que foi mal utilizado pelas ultimas administrações, que preferem culpar o Papa, reclamar para o Bispo e colocar a culpa na SABESP, fazendor com que todos os frequentadores do Guarujá tenham mais uma oportunidade para falar mal da cidade.

Isso é fantástico!

Marinho Guzman


O Hotel Casa Grande, o Shopping de Verão e o final melancólico das coisa que não são tratadas com a devida seriedade.

Quem passar pelo Shopping do Hotel Casa Grande poderá ver os estragos que a má fama do Guarujá fez e a cara de derrotados dos que arriscaram a apostar que um belo passado resistisse às más administrações que transformaram a cidade em cemitério de empreendimentos.
O fracasso do Shopping do Casa Grande será um dos muitos da temporada.
Aberto por volta de 1.999 sob o comando de João Dória Jr. o Shopping de verão levou milhares de pessoas para visitar e comprar artigos de qualidade a preços considerados accessíveis, por quem está acostumado a comprar artigos de qualidade e de grifes famosas.
João Dória abandonou o empreendimento dois ou três anos depois e dedicou-se a coisas sérias, de qualidade, com gente que está acostumada a apostar e fazer sucesso sendo sério, condição fundamental para o futuro de qualquer empreendimento.
Ano após ano o número de visitantes diminuiu drasticamente e eu duvidava que eles conseguissem alugar todos os espaços esse ano.
Acertei, há várias lojas fechadas emprestando uma aparência ainda mais lúgubre ao local.
Nos últimos três dias tive o cuidado de ir até lá para constatar que a chuva que inunda as ruas da cidade já afogou os lojistas incautos que se arriscaram a montar lojas e esperar polpudo faturamento, para poder pagar um aluguel que deve estar próximo dos quarenta mil reais pela temporada de quarenta e poucos dias que pretende ficar aberto.
O Shopping do Hotel Casa Grande foi criado para ser assunto que justificasse a mídia em torno de marcas famosas. João fez uma mídia monumental em torno do fato, levou nomes conhecidíssimos dos famosos de todas as áreas e todo mundo ganhou muito com isso, especialmente o Guarujá.
Hoje não há mais marcas famosas no Shopping do Casa Grande e seu movimento está muito aquém do esperado, certamente muito menor do que o famigerado Russi, o Village, a Rua Argentina que vendem artigos de qualidade menor e procedências duvidáveis.
Isso não quer dizer que esses shoppings consigam atingir seus objetivos e falarei disso antes do término da temporada.
Já faz alguns anos que a “inteligência” do Guarujá deixou de alardear o sucesso das temporadas. Agora se preocupa em não deixar que as notícias muito ruins apareçam na imprensa local.

Isso é Fantástico!

Marinho Guzman

O prestígio de um lugar é como a lua. Quando não cresce, necessariamente diminui.

Só posso falar do Guarujá a partir de 1.970, ano em que comecei a frequentar a cidade como turista de um dia, já que o apartamento da família era em Santos.
Tenho amigos que conheceram a cidade bem antes disso e a alegria daquelas lembranças contrasta com a tristeza de ver a cidade no estado em que se encontra. Alegrias e tristezas maiores que as minhas.
A única ligação da Ilha de Santo Amaro era a balsa e fazendo aquele trajeto sacolejante, de ida e volta, em cima de uma Honda 750 cc. eu me sentia um desbravador.
Andávamos sempre em pequenos grupos de quatro ou cinco, acompanhados de garotas que pretendiam demonstrar sua parte de rebeldia acompanhando os raros e tresloucados motociclistas.
Os motoqueiros eram tão poucos e quase sempres as mais bonitas já tinham namorado com quase todos.
Com exíguos biquínis de cortininha, aqueles que podiam ficar maiores ou menores, de acordo com a ocasião, elas quase sempre prometiam mais do que acabavam dando.
Em ambos os lados a Avenida Adhemar de Barros existiam grandes terrenos vazios e ao chegar à Praia de Pitangueiras a gente tinha a impressão de que se ali não fosse o paraíso era o mais próximo que se poderia chegar.
Mas não parávamos em Pitangueiras porque ali era grande a vigilância dos pais sobre as garotas que pegavam praia em frente aos seus prédios.Seus biquínis eram pequenos mas a vigilância dos pais era feroz.
Nosso destino era a Praia de Pernambuco.
Lá, as garotas santistas mais ousadas fugiam das areias escuras da praia de Itararé, José Menino e Gonzaga e depois de duas ou três caipirinhas especiais do Hotel Jequiti elas estavam sempre dispostas a montar nas motos sem discutir qual seria o destino.Ninguém falava em poluição, praia imprópria ou camisinha.
Nessa época pré-aids o que contava eram as pílulas anticoncepcionais e o risco de uma visita a uma das clínicas clandestinas de aborto que todo mundo conhecia, sendo a mais famosa delas na Rua João Moura em São Paulo, propriedade de um médico perito criminal da polícia. Guarujá era um sonho para nós.
Ninguém tinha apartamento por aqui, nós nos contentávamos em passar o dia e voltar a Santos para as noitadas no Clube da Orla, no Ilha Porchat, no Juá ou simplesmente trocando de garotas sempre que possível.
Nessa época o Hotel Casa Grande era o lugar mais badalado para se hospedar. Quando eu desejava impressionar alguma garota mais difícil, convidá-la para o fim de semana no Casa Grande era a última tentativa, a palavra-chave, a certeza de não errar.
Quarenta anos se passaram e o glamour que todos nós conhecemos transformou-se num amontoado de lixo em cada porta, um bando de moleques pedindo esmolas em cada esquina, praias impróprias e favelas.
Muitas favelas e muita bandidagem.
Tomaram conta de tal maneira da cidade que fizeram dos prédios verdadeiras gaiolas com grades.
As grandes casas da Enseada e do jardim Virgínia colocaram muros altos nas suas portas o que não impediu que perdessem muito do seu valor, porque para entrar ou sair desses muros, não há sistema de segurança que impeça roubos e mortes.
Em um ou outro condomínio fechado há a aparência de segurança.
A peso de ouro empresas privadas prometem o que nem sempre conseguem garantir.
Ainda é possível ver de vez em quando, carros lindos e caros, motos potentes, e gente bonita.
Alguns ainda mantém a esperança de que a cidade possa se recuperar de quarenta anos de maus tratos e voltar a ter glamour.
Eu não.

Marinho Guzman

A democracia é falha porque a maioria quase sempre é burra.

Podem dizer que é a melhor forma de governo e eu não vou dizer o contrário.
Mas o governo do povo, pelo povo, falha gravemente quando permite que a maioria burra eleja péssimos administradores para governar mal.
Em qualquer empresa, sociedade ou agremiação a votação é feita por pessoas do mesmo nível ou que tenham um mínimo de conhecimento para escolher entre seus pares os melhores.
Ontem questionei a secretária da academia a respeito da altura do som emitido por um dos aparelhos de TV que apresentava um clipe da Madona, o outro onde passava o jornal, a aula de spining ministrada dentro de um cubículo que não se pode chamar de sala, feito de divisórias comuns de escritório e vidro fino. Isso sem contar o barulho dos doze ventiladores gigantescos.
Notem que eu não reclamei por reclamar. Municiei-me do genial aplicativo “dB Decibel 10th” disponível na App Store (recomendo) e mostrei a ela que o nível de ruídos da sala ultrapassava de longe a marca aceitável.
Cheia de razão ela sapecou a sua verdade, de que a maioria gostava, a maioria queria e é assim que deveria ser.
Ora, que maioria é essa se eu não fui ouvido nem tenho notícia de que tenha havido qualquer consulta?
Na cabeça dessa medíocre atendente, a maioria seria a dos participantes da aula? Bem, para mim é como consultar vinte bandidos e viciados, a respeito do rigor da cadeia.
Certamente a maioria faria escolha diferente, da maioria de nós que precisamos nos proteger contra eles.
Ao permitir que analfabetos e despreparados sejam obrigados a votar nossos governantes sinalizam com clareza de que não querem prestar contas a quem sabe pedi-las.
Voltando ao som alto da academia, ninguém quer saber de colocar paredes que vedem corretamente o som. A maioria ignara não se preocupa com a certeza de que o som acima dos níveis normais prejudica a saúde, a audição e o raciocínio.
Mas quem quer raciocinar?
Isso é fantástico!
Marinho Guzman

Feliz Ano Novo!

Nos últimos dias de 2.011, escrevi um texto quase amargo de desabafo, pelo pior ano que me lembro em toda a minha vida (http://www.marinhoguzman.com/2011/12/tudo-pronto-tudo-velho-para-o-ano-novo.html)
Parece que funcionou. Minhas pragas pegaram todas. Vejo meus desafetos continuarem iguais ou piores do que sempre foram. Uns merdas!
Em compensação, fui recompensado com muito mais do que mereci, e a repetição, como um mantra, de que Deus não demora, ele tem seu tempo e quando o tempo chega ele capricha, aliada às minhas costumeiras boas ações no dia a dia, fizeram com que 2012 fique marcado como o melhor ano da minha vida.
A melhor notícia foi a cura total da minha querida Amanda Palma do problema que colocou à prova a sua fibra.
Ela tem todos os predicados e precisou deles e de uma dose extra de fé em Deus para aos trinta anos enfrentar com coragem o que derruba muitos, quase todos.
Depois, desde que me mudei para o Guarujá há mais de vinte anos, lutei muito e ferozmente, para que a cidade mudasse para melhor.
A insistência em não reconhecer a minha falha estava, sem que eu percebesse, minando minhas forças, abalando minhas crenças e me deixando fragilizado perante uma corja de bandidos travestidos de políticos que ano a ano transformaram a cidade no que ela é definida por um querido amigo. “A melhor cidade ruim que se tem para viver.”
No exato momento em que reconheci ter perdido a batalha e desisti de gastar energia boa com gente ruim, as coisas começaram a mudar e posso dizer que depois de entregar às pessoas ruins o que elas queriam tirar de mim, foi se o peso. Acabaram-se os problemas e Deus agiu porque chegou a hora, me dando muito mais do que eu esperava e o tanto que ele achou que eu merecia.
O próximo ano promete ser ainda melhor do que esse que finda.
Com tudo que preciso e a querida Amanda Palma ao meu lado, os que me conhecem bem sabem do que eu estou falando e espero que os que não conhecem tão bem acreditem.
Vale a pena agradecer a Deus todos os dias. Um desses dias ele também vai achar que chegou a sua hora e você vai ver do que eu estou falando.
Feliz Ano Novo para todos! Graças a Deus!

Marinho Guzman

Me engana que eu gosto.


Há muitas maneiras de enganar a fome e algumas de tornar palatável o dia a dia das pessoas.
Nem todas as verdades podem ser ditas, algumas devem ser esquecidas num canto da memória bem difícil de ser acessado.
Os defeitos das pessoas que para uns são insuportáveis, para outros passam despercebidos e a convivência harmônica e pacífica exige que nós nos enganemos um pouco.
O que importa se o vizinho não é um bom pai ou se a mulher dele tem pouca cultura e nenhuma educação?
Nada... nada...
A regra me afasta das pessoas que não comungam com meus ideais, ideias, e que aceitam um pouco de desonestidade nas suas relações de convivência.
Isso é tudo.
Essa história de que as pessoas gostam de ser enganadas é um engano.

Marinho Guzman

Cuidado com o álcool !

Todo mundo está cansado de saber que se trata de uma droga. Da categoria das permitidas e aceitas mas ainda uma droga. As coisas andam bem longe do brinde, do acompanhamento de uma refeição, daquela primeira dose que acelera os batimentos cardíacos e desinibe as primeiras palavras. O que se vê é o exagero da bebida alcoólica com mil desculpas e subterfúgios para tornar aceitável essa perigosa droga que mata mais do que qualquer outra. Mata quem bebe e quem tem o infortúnio de cruzar o caminho dessas pessoas que não perceberam que essa comédia é uma tragicomédia.

Marinho Guzman

Bom dia!

Inevitáveis os pensamentos reflexivos nessa época de festas e fim de ano.
Deve ser a análise involuntária do ocorrido no ano, nos últimos anos, em todos os nossos anos, levando de quebra as nossas relações com os outros indivíduos.
Aparentemente existem pessoas mais ou menos alegres, mais ou menos preocupadas e mais ou menos felizes.
Eu digo aparentemente, porque o homem apesar de dar sinais dos seus sentimentos, às vezes é uma caixinha de surpresas, como esses caras que entram atirando em escolas, que pulam do alto dos prédios, ou caras comuns, que são capazes de atos magnânimos para salvar a vida de alguém em perigo num incêndio, numa enchente ou outras situações inesperadas.
Você, eu e a maioria das pessoas que nós conhecemos, certamente não chega nem chegará a extremos. Vivemos uma vida rotineira, onde não há muito lugar para a morte prematura ou inesperada, nem para pensamentos recorrentes do inexorável fim.
Mas, a partir de certo dia e em alguns dias, especialmente, todos nós começamos a pensar, mais ou menos, na nossa vida e no final dos nossos dias.
As empresas, depois de certo período fazem um balanço das suas operações apurando o lucro ou o prejuízo. Nós fazemos o mesmo, em algumas datas. A gente lembra das coisas boas que aconteceram, dos percalços a que todos estamos sujeitos e de um ou outro fato que aparentemente poderia ter sido evitado, minorado ou de preferência não ter existido.
Isso não é possível.
Deixo aqui algumas linhas que pretendem explicar muita coisa:
As quatro Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia:

- A primeira lei diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“. Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

- A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“. Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa” ou “aconteceu que um outro”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

- A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“. Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

- E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“. Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência.
Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

Bom dia!

Marinho Guzman

A gente conhece as pessoas mas nem sempre sabe da sua origem.


Outro dia escrevi do meu avô, imigrante espanhol e cujo primeiro emprego foi ser carvoeiro, chegando exclusivamente pelo árduo trabalho, a ser um dos maiores latifundiários do Brasil.
Nos dias seguintes tive uma torrente de lembranças dele, do meu pai, da minha mãe e especialmente da minha avó materna Rosa de Andrade Pacheco.
Dona Rosinha como era chamada, teve quinze filhos, dos quais doze sobreviveram. Acho que foi um recorde para a época onde a mortalidade infantil era enorme. Minha mãe filha mais velha, tem hoje 92 anos de idade e vários tios e tias estão vivos.
Dona Rosinha era quase venerada por todos que a conheciam. Depois do segundo ou terceiro incêndio que destruiu a marcenaria do meu avô, deixando-o depressivo e praticamente inabilitado para o trabalho, arregaçou as mangas e com forças tiradas de não sei onde, transformou a casa onde morava e outra que herdara da mãe, em casas de cômodos, as quais alguns mal educados e deselegantes chamavam na época de cortiços.
Com a renda dos aluguéis sustentou e formou todos os filhos, tendo como peculiaridade a formação musical da maioria no Conservatório Musical e Dramático de São Paulo, coisa que não era para muitos na época.
Não eram tempos fáceis como me contou minha mãe, mas a vó Rosinha conseguiu agregar toda a família e a sua casa era o porto seguro, o lugar onde mesmo depois de casados, filhos, filhas e netos se reuniam em almoços, festas de aniversario e especialmente no Natal, na Rua Sergipe 248, endereço nobre em Higienópolis, casa que ela comprou depois que as coisas melhoraram e ela ficou até bem de vida, tendo reformado e transformado o casarão imenso num belo palacete.
Cheguei a morar com a vó Rosinha por uns seis meses porque minha mãe, acometida por uma nefrite, ficou imóvel na cama, e essa lhes pareceu a melhor solução, uma vez que eu estudava no Colégio Rio Branco, apenas três ou quatro quadras da casa da vó.
Depois que meu avô morreu e ele morreu cedo, acho que com uns cinquenta anos, minha vó e as filhas mantiveram um longo luto, vestindo-se de preto por pelo menos um ano, como era costume na época. Eu tinha quatorze anos.
Terminado o luto, e é dessa época que eu me lembro. A casa estava sempre em festa, abastecida de comida e cheia de visitas. Familiares e amigos e amigas dos filhos vinham visitar a Dona Rosinha com um carinho memorável, uma vez que ela participou ativamente na formação de todos e a todos dava conselhos, atenção e carinho.
Dona Rosinha morreu cercada da família que criou e manteve agregada. A família amparou-a na velhice e até que o casarão da Rua Sergipe desse lugar a um luxuoso prédio, a família ainda se reuniu lá por um tempo.
Tenho saudades da lembrança do que é uma família grande e unida, coisa que hoje em dia pouco se vê.

Marinho Guzman

   Noves fora zero.

Dois mais um três, mais um quatro, mais dois seis, mais um sete, mais dois nove. Noves fora zero.
Essa é a prova dos nove, da data mais comentada dos últimos tempos, 12/12/12.
O mundo não acabou, pelo menos para nós. Você, eu e mais um monte de gente por aí, continuamos na lide diária para fazer com que a nossa vida não seja um zero.
Voltamos, à estaca zero. Acordar, novos acont
ecimentos, esperanças renovadas e bola para frente.
Noves fora zero.
Na prova dos nove da vida, a lição de ontem, para mim, foi receber os parabéns de alguns amigos pela conquista do glorioso São Paulo Futebol Clube por mais um título.
Não estou falando dos parabéns de quaisquer amigos, estou falando de alguns amigos e amigas corintianos, que apesar da paixão pelo seu próprio time, magnanimamente sabem respeitar o time dos outros, as crenças dos outros e até mesmo os defeitos dos outros.
Isso renova a minha crença no ser humano, pelo menos em meia dúzia deles.
Noves fora zero para alguns, zero à esquerda para o valor desses rapazes sem caráter do Tigre Futebol Clube, que reforçaram uma antiga crença, sem fundamento, de que a Argentina só manda para o Brasil frente fria e filho da puta. De que os argentinos são todos uns merdas, que acham que nós brasileiros somos todos macacos etc.
Isso não é verdade, tem muito argentino bom e eu mesmo conheço dois.
Certo é que a atitude desses rapazes precisa ser exemplarmente punida.
Não é de hoje que transformam uma partidas de futebol em agressões gratuitas.
Nas últimas duas partidas, mostraram total falta de respeito pelas regras que fazem do esporte um congraçamento.
Eu espero sinceramente, que todo mundo, não importando para que time torça, nem das brincadeiras que todos fazemos com os amigos dos times adversários, repudiem e façam como eu, protestos veementes, que levem esse tipo de atitude a uma punição muito, mais muito severa, para que atitudes como essas de falta de caráter, não manchem o esporte, as amizades e até mesmo os países.
Não confundamos bandidos, brasileiros ou argentinos com os brasileiros e os argentinos de valor.
Noves fora, fui !
Marinho Guzman
   Minha mãe.
Um texto não precisa exaurir uma ideia, assim como uma iguaria não precisa matar a fome.
A morte é o fim e pode ser também o começo, a religião não foi feita para ser entendida, devemos aprender a ler os sinais do Criador para acreditar que não estamos aqui por acaso.
Depois disso, dá para escrever essas linhas sem a preocupação de que mais de noventa anos de vida possam ser resumidos em algumas palavras.
Minha mãe partiu!
Apesar do o triste e doloroso último ano ela não tinha nenhuma doença e não queria morrer. O brilho nos olhos durou até o último suspiro e espero que ela já tenha encontrado aqueles a quem amou e de quem teve as melhores lembranças.
Muitos vivem, alguns deixam um legado e a saudade é personalíssima, podendo ser dolorosa para uns e gostosa para outros.
O legado deixado pela minha mãe vive dentro de mim como sempre viveu. Sou capaz de lembrar-me dela desde os meus cinco anos de idade, me acompanhando nas lições do colégio, com muito rigor e com doçura.
Lembro-me dela por toda a vida deixando de lado a sua para acompanhar a minha. Lembro-me do seu desespero quando na rebeldia dos meus vinte anos, ameacei deixar a escola e ela me convenceu a continuar.
Lembro-me da mãe guerreira que cuidou da casa sozinha e ainda trabalhou, dando aulas particulares de piano na casa dos alunos, poupando-os do trajeto que ela fazia sem reclamar.
Lembro-me da sua alegria de encontrar um novo companheiro, com quem viajou todo o mundo por várias vezes e de quem falava sempre com muito carinho em vida e depois que ele partiu.
Lembro agora e sempre lembrarei, que a parte boa de quem sou veio dela.
Não estou triste. Com a convicção que ela tinha que ao partir reencontraria seus queridos, breve estaremos juntos novamente.

Marinho Guzman

   Um texto não precisa exaurir uma ideia, assim como uma iguaria não precisa matar a fome.

Marinho Guzman

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