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Top Model Guarujá fotos de Marinho Guzman

domingo, 1 de março de 2020

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Chorão.

A gente nasce, cresce, alguns se desenvolvem, todos ficamos velhos e muitos nunca vivem plenamente a vida.
Todos morreremos.
Assunto tão grande dá até medo de abordar, porque a gente certamente vai se perder nas muitíssimas discussões do que realmente é importante na vida.
Não consegui deixar passar a morte do Chorão como eu gostaria,vendo seus milhares, talvez milhões de fãs chorando sua perda e eu quieto no meu canto ouvindo a Amy Winehouse.
Mais do que o valor das suas letras e certamente das músicas, o que devem estar chorando é a perda de um ser humano com carisma incrível.
Incrível para mim, na acepção da palavra, acostumado a ouvir Frank Sinatra, Nat King Cole, Chico Buarque de Holanda e outros cantores, cantoras e intérpretes da boa música, das melodias que encantaram e ainda encantam milhares de milhões de pessoas.
Confesso nunca ter dado uma chance de que o Chorão cantasse e eu ouvisse, nem um pedacinho das suas letras, nas músicas que segundo os críticos são só batuques, acompanhados de outros sons estridentes, de instrumentos elétrico, eletrônicos, que atrapalham qualquer som que não seja uma gritaria insana.
Chorão nasceu, cresceu em ambiente desfavorável para uma vida saudável, não foi feliz, não aproveitou o que a vida tem de bom e finalmente deixou todo mundo triste com a sua morte.
Foi uma droga!

Marinho Guzman
   
A gente ganha pouco e nem se diverte mais.

Foi-se o tempo de que o ditado era que a gente ganhava pouco mas pelo menos se divertia.
Aposentadoria, pelo menos a minha, é uma desencadeadora da má educação que está dentro de mim.
Cada vez que eu vejo quanto recebo pelos trinta e quatro anos, de recolhimento do INSS eu me lembro da mãe de todos os políticos que nos trouxeram onde estamos e com a grana que tomaram da gente todo esse tempo.
Um pibizinho de merda, um sistema de saúde mais doente que os próprios doentes, estradas que matam, ruas que matam, policiais mal preparados que matam pouco.
Pois é, daqui a pouco para nos dar segurança vão nos trancar nos presídios e soltar os poucos bandidos que ainda estão presos.
Tá certo que vai ser uma chiadeira geral se eles além de soltarem os bandidos, tirarem seus benefícios e regalias, como as bolsa presidiário, bolsa companheira do presidiário e bolsa do filho do presidiário.
E visita íntima pode? Os caras estão presos porque foderam os outros e têm direito de continuar fodendo lá dentro com a desculpa que são uns fodidos.
É por isso que eu digo, sempre que você chamar um político de filho da puta tem pouquíssima chance de errar. 
A culpa de tudo isso é deles...e nossa.

Marinho Guzman

Se fosse fácil qualquer um faria.

Tudo que era fácil já foi feito.
Quem anda buscando por aí coisas fáceis para ganhar dinheiro, pode ir tirando o cavalinho da chuva.
Restou para quem quer vencer honestamente na vida, trabalho árduo e sério.
Se você está procurando uma franquia ou alguém que lhe diga a fórmula certa para ganhar dinheiro, certamente vai encontrar um patrão, um sócio, alguém que vai ficar com a parte do leão do negócio, que finalmente vai depender muito mais de você do que lhe oferece o esperto.
O que é realmente bom fica para o franqueador.Quem parte ou reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não tem arte, diz o vetusto e correto ditado.

Marinho Guzman

Viver não é um privilegio que se possa ter escolhido nem um castigo de que se possa escapar.

Ter sido o Papa João Paulo II ou Adolf Hitler, ser o Pelé, Barack Obama ou A Rainha Victoria, viver a vida de Madona ou ter tido os altos e baixos que fizeram de Michael Jackson o maior ídolo pop de que se tem notícia, sem esquecer, é claro, os Beatles, que encantaram as ultimas gerações, os grandes homens e mulheres que marcaram a humanidade não escolheram ter nascido para viverem, ter tido glorias ou serem lembrados como assassinos genocidas.
Você nasceu e está vivo lendo essas linhas para cumprir um desígnio. Nascer, viver e morrer, deixando ou não suas marcas, herdeiros e sucessores, ou simplesmente ser mais um dos bilhões ou trilhões de pessoas que já povoaram o mundo que conhecemos, dos quais sabemos um pouco pelo legado cultural, pelas construções faraônicas, pelas guerras e barbáries a que levaram a humanidade, cada um no seu tempo.
Repasso na memória o pouco da história que conheço do Guarujá e nem mesmo o nome de algumas ruas me levam a pessoas que construíram algo e que mereçam essa lembrança. Menos ainda placas, estátuas e menção elogiosa na história.
O Cônego Dom Domênico Rangoni pode ter sido único, pelas obras que construiu. Ele é lembrado pelo maior hospital da cidade, um colégio que ainda hoje ensina aos mais jovens e várias outras obras benemerentes.
E se me lembro de poucos que merecem, sei de cor os nomes dos de todos os prefeitos e de muitos vereadores, desde 1.989, ano em que me mudei para o Guarujá, que administraram a cidade e a transformaram no que ela é hoje.
Um amontoado de favelas, milhares de pessoas que não obtém escola para seus filhos nem amparo na doença e na velhice para seus entes queridos, bairros inteiros que alagam.
Guarujá só é lembrado positivamente pelas belezas naturais, que temo, não resistirão ao descaso à maldade dos que a administram.
Viver não é um privilegio que se possa ter escolhido nem um castigo de que se possa escapar.
Pense nos políticos que o Guarujá teve e repasse mentalmente o que eles fizera de bom, o que deixaram de fazer e verá que ser chamado de mau administrador, venal e canalha, não é um castigo de que se possa escapar.
É difícil, quase impossível, ter orgulho, de ter sido político de Guarujá.

Marinho Guzman

  
Todo mundo falando da Yoani Sánchez, todo mundo preocupado com a democracia. E o Guarujá, que se foda!

Marinho Guzman

A gente não precisa saber muito, mas não pode saber pouco.

Marinho Guzman

Antes da hora é hora, na hora ainda é hora, depois da hora, não é mais hora.
Meu pai repetia sempre a frase, ouvida, de um certo oficial, quando serviu o exército.
Eu vivo repetindo e cada vez que escrevo aqui no Face, um ou outro dos amigos mais antigos, lembra que eu sempre falei.
Sou pontual e quem não é, dificilmente pode conviver comigo.
Aquele... “ passo aí mais tarde...” , comigo não tem vez.
O dia tem vinte e quatro horas, cada hora tem sessenta minutos. Então, se você quiser encontrar comigo, diga logo: -Passo por aí às nove e meia. Pode até dizer... posso atrasar uns cinco ou dez minutos, por causa do trânsito. O combinado não é caro, nem falta de educação.
Mas hoje será um dia atípico. Daqui a pouco será meia noite e um minuto depois já serão onze horas. Afe!!! Quem não mora em um país ou região que tenha horário de verão nunca vai entender isso...

Marinho Guzman

    Podem ter existido pequenos problemas no projeto do ser humano.
Todo mundo quer ter nariz pequeno, orelhas pequenas, pés pequenos, bunda, peitos e paus grandes...

Marinho Guzman

   Desculpa, começou mas já vai terminar.

Tem gente que precisa sempre de uma desculpa para ser ela mesma, ser original, ser diferente ou sobressair no meio da multidão.
Alguns usam alguma droga ou só o álcool, que aparentemente e em pequenas quantidades dá coragem e potencializa as ações e emoções.
Estar em grupo dá a falsa impressão de força e poder para uns tímidos e para todos os covardes. Um ajuntamento de pessoas pode ser muito bom quando se propõe a orar ou de alguma forma ajudar a quem precisa. Já um monte de bostas só significa muitos merdas.
Os shows de música, os jogos de futebol e os comícios juntam muitas pessoas que aparentemente têm o mesmo gosto, os mesmos ideais ou só torcem pelo mesmo time.
Vejo aqui dá minha janela a passagem de um bloco carnavalesco onde tem de tudo, inclusive muita gente alegre e animada querendo se divertir.
Mas, como desculpa e para encobrir a própria insignificância seguem juntos os mal educados, os baderneiros, os briguentos. Todos covardes, encobertos por um pequeno grupo da mesma laia, protegidos pelo anonimato da multidão ensandecida pela música muito alta e as danças que lembram rituais mais ou menos cabalísticos.
Eu ia usar a palavra luxuria, mas é tão pobre a proposta desse amontoado de gente, que não passa de pura imitação de “maria vai com as outras” onde o canto é substituído pelos gritos e a dança pelo empurra-empurra.
Percebo que o verdadeiro divertimento começa quando a música para e a multidão se dispersa. Aí um conta para o outro como é difícil pular o carnaval disponível na nossa cidade, quem teve coragem de trazer o celular liga para meia dúzia de amigos e diz que estava “da hora”.
Bom mesmo é poder olhar a festa aqui de cima e dar graças a Deus que terminou.
KKKKKKKKKKKKK

Marinho Guzman

Bilhete que eu achei na mesa da sala.

Patrão.
Não me leve a mau.Fartei hoje porque percisei sair no broco daqui da vila com minha nêga sinão ela meaçou de ir sozinha ou pior, ir com a vizinha do barraco, uma muié bem cem vergonha que ia legar a nêga pro mau caminho.
Anote aí a fauta e podi deconta do meu salário.
O sirviço fai ficar prontu de cuauquer jeito, tudinho eça semana como foi combinado.
Honteim coloquei todos os vridos nas portas e também as fexaduras e drobadiças.
Percisa comprá as parteleiras do armário do cuarto dos ospidi e eu coloco na ora.
Pesso para o sinhor deichá sem reais emssima da mesa da cala pra mim comprar mistura que não tem um pão para comê lá em casa.Dispois desconta tá.

Assinado: Zé Calos

Marinho Guzman

Mais uma das minhas incríveis histórias dos anos 80.


Uma das grandes sacadas da comunicação de massas foram os jornais semanais de bairro.
O jornal de bairro, ou jornalismo local, é aquele que contempla uma pequena região, abordando comércios, serviços e moradores de um ou alguns bairros, assuntos que não seriam abordados pela grande mídia por falta de interesse geral.
Ronaldo Cortes não inventou o jornal de bairro mas teve a sensacional ideia de fazer vários jornais de bairro com uma base comum. Dessa maneira ele tinha algumas páginas abordando assuntos de interesse de muitos bairros, assuntos de interesse geral e de interesse estritamente local, de uma maneira suficientemente econômica que viabilizasse vários jornais de bairro com uma estrutura pequena, econômica, atraente e rentável.
Falando assim parece que o meu falecido amigo Ronaldo Cortes foi inteligente. Não, ele foi muito mais que isso. Ele foi genial!
Eram quase duas dezenas de jornais de bairro e locais.
Uma época ele distribuiu um jornal de nome Jornal da Baixada e eu tive o prazer de colaborar com ele na redação e na distribuição do Jornal no Guarujá.
Apaixonante, trabalhosa e muito difícil a tarefa foi inviabilizada no Guarujá pela política tacanha, de um prefeito medíocre, como tantos outros que o sucederam por aqui.
Mas a incrível história que aconteceu comigo e com o Ronaldo Côrtes foi em São Vicente.
Uma das festas mais badaladas da baixada santista era a festa do Havaí no Ilha Porchat Clube de São Vicente.
Odárcio Ducci, um Paranaense de família muito rica, havia cursado faculdade de direito comigo em São Paulo, mais precisamente no Mackenzie e depois de terminar o curso originalmente de cinco anos, em oito ou nove, não desejando retornar à cidade natal, foi ficando no luxuoso apartamento da família em São Vicente.
Empreendedor, inteligente, ótimo orador, muito dinheiro no bolso e nada para fazer, ele foi eleito presidente do clube e elevou o nome do Ilha Porchat a um dos mais conhecidos, transformando os títulos de sócio em objeto do desejo de todo mundo.
Trinta anos depois, o Odárcio ainda é presidente do Ilha Porchat Clube.
Numa das edições da badalada festa, Ronaldo me convidou para ir com ele. Morávamos em São Paulo e a sua inseparável companheira, a esposa Helena Côrtes não poderia ir por algum motivo relevante. Eu como colunista do jornal, fotógrafo de tantos outros e amigão de todas as horas e de muitas viagens, fui escalado e aceitei como um presente.
Na hora marcada embarquei na impecável Mercedes Bens do Ronaldo. Munido das minhas inseparáveis Nikon F2AS e de uma garrafa de Ballantines 12 anos, de um pequeno isopor com gelo e da ressaca da noite anterior. Estava pronto para o que desse e viesse.
Eu pretendia curar a ressaca com as primeiras três ou quatro doses de uísque, antes de chegar à festa. Acontece que num determinado ponto da curta viagem, havia uma grande pedra no meio da estrada e com a neblina, o Ronaldo atropelou a tal pedra, arrancando parte do escapamento da Mercedes.
Entre conseguirmos arrancar a parte que impedia o carro de andar e prosseguirmos, passou-se uma hora de estresse, preocupação, raiva e uísque.
O Ronaldo tomou uma ou duas doses, mas eu precisei de três para acabar com a ressaca, mais duas para criar coragem de entrar debaixo do carro e umas cinco para esquentar depois do frio que passei.
Ao chegarmos ao clube tive que tomar banho e trocar de camisa, para substituir a minha bem estropiada. Eu já começava uma nova ressaca!
Ronaldo foi fazer o que tinha que ser feito, sorrindo e cumprimentando todo mundo. Liberou-me das fotos dizendo que já tinha combinado e o fotógrafo do clube iria fornecer tantas fotos quantas ele precisasse para a cobertura do jornal.
Fui dar uma volta, babei um pouco olhando as lindas mulheres com suas sensuais fantasias de havaianas, mas estava cansado e meio bêbado e fui deitar numa das confortáveis cadeiras em volta da piscina.
Preocupado em não ter roubada a máquina fotográfica, praticamente deitei em cima dela, não sem antes tirar os sapatos (novinhos em folha, ainda meio apertados, comprados no Spinelli da Rua Augusta).
Acordei às sete horas da manhã com o sol nascendo e o pessoal da limpeza arrastando cadeiras e recolhendo o lixo.
Procurei meus sapatos e não estavam ali. Haviam sido roubados. Fui procurar o Ronaldo mas não havia mais ninguém na festa.
Triste constatação. Fui largado no Ilha Porchat sem sapatos. Duro foi explicar para o cara do taxi porque eu estava só de meias, com a cara e a roupas amassadas. Tive que pagar a corrida para São Paulo antecipadamente e em dinheiro.
Quando cheguei em casa o alvoroço já estava formado. Todo mundo me procurando. Fiquei sabendo que o Ronaldo havia me procurado muito antes de sair da festa, mas que algum engraçadinho havia lhe dito que eu teria saído com o Chiquinho Ceni e quatro havaianas lindas.
Com cara de safado, ele me disse que tinha ficado puto de ter sido largado para voltar só para São Paulo, mas teria ficado feliz que eu tivesse me dado bem com a mulherada.
Ainda bem que a minha Nikon F2AS nesse dia escapou de ser roubada. Ela não teria sempre essa mesma sorte.
Saudades, muitas saudades do Ronaldo Côrtes!

A vida, o dia a dia, a convivência,os pequenos gestos dão algumas pistas do futuro que se avizinha para as pessoas.

Crianças mal educadas dificilmente crescem adultos sérios, gentis,cumpridores das suas obrigações e principalmente bons pais e mães.
Somos produtos do meio em que fomos criados e só se ensina o que se sabe.
É por isso que eu escrevo sempre, que ao nivelar a educação por baixo estamos criando uma geração de indivíduos medíocres (na média ou abaixo dela).
É por isso que a capacidade de indignar-se com as coisas erradas diminui a tal ponto, que os mais novos dificilmente reclamam do lixo nas ruas,da falta de respeito com o direito alheio e aceitam passivamente o esbulho dos seus direitos.
O passado já deu as pistas do que a gente pode observar hoje.
Ao olhar cuidadosamente o presente podemos imaginar o futuro mesmo que já não façamos parte dele.
É bom ver crianças bem educadas, a gente sabe que haverá luz no futuro.

Marinho Guzman

A difícil arte de escolher como preencher seu tempo.


Lembrei-me agora mesmo, com muitas saudades do meu avô.
Espanhol, desembarcou no porto de Santos por volta de 1929, época que como todo mundo sabe houve a “Grande Depressão” que atingiu o mundo inteiro.
Seu primeiro emprego foi trabalhar nos fornos de carvão, segundo ele, a coisa mais próxima do inferno que conheceu.
Sua meta era vencer e a fórmula era trabalhar arduamente. Depois da jornada de um emprego ele sempre procurava algo melhor remunerado e conseguiu assim galgar postos inimagináveis para alguém analfabeto.
Além de trabalhar conseguiu aprender a ler um pouco e escrever mal, segundo ele.
Posso estar enganado mas depois de carvoeiro ele foi carregador de sacos de um batateiro na feira, onde soube como legumes, verduras e cereais chegavam aos consumidores vindas dos atacadistas da Rua Santa Rosa em São Paulo.
Curioso, foi para São Paulo e começou a comprar pequenas quantidades de feijão que vendia por quilo nas feiras.
Procurando aproveitar bem o tempo que separava uma feira da outra, foi conhecer de onde vinha o feijão que ia para a Rua Santa Rosa, tendo conhecido as máquinas de beneficiar feijão, café e arroz.
Em pouco tempo, tornou-se comprador de cereais no interior, mercadoria que enviava para os distribuidores da Rua Santa Rosa. Tudo isso sem dinheiro, munido apenas do crédito que lhe era fornecido mercê dos contratos de “fio de bigode” granjeados pelas recomendações obtidas por todos os lugares onde passou.
Sempre aproveitando bem o seu tempo e o seu crédito, ele comprou primeiro uma máquina de beneficiar café, depois uma pequena fazenda que produzia o café a ser beneficiado.
Ele me contou muitas vezes que todos os sitiantes da região colhiam o café e levavam imediatamente para a sua máquina, mesmo que ele não tivesse dinheiro para pagá-los. Assim, ele beneficiava o café, vendia e depois pagava os fornecedores.
Cheguei a conhecer cada uma das muitas máquinas de café que ele comprou ou montou e as dezenas de fazendas que ele comprou, reformou e tornou-as grandes propriedades produtoras.
Alguns anos depois meu avô deu ao único enteado e aos seus sobrinhos que trabalhavam com ele, todas essas máquinas e fazendas e ficou exclusivamente no ramo da pecuária com o que se chama cria, recria e engorda, chegando a ter muitas outras fazendas, uma das quais me lembro de nome Fazenda Santana ou Santa Ana, que tinha cerca de 7.000 alqueires cujas terras atingiam três municípios, se não me engano, Pacaembu, Junqueirópolis e Nova Independência.
Infelizmente um acidente deixou meu avô impossibilitado de trabalhar e de ter mais um tempo. Depois de longa enfermidade ele morreu deixando muitos bens e muitas, muitas saudades, em muita gente.
Foram muitas as lições que Antonio Perez deu a todos os que o cercavam. Eu ainda era jovem demais para entender, aplicar e tirar benefícios delas. Mas nunca as esqueci, e de vez em quando me pego lembrando desse grande homem e como eu gostaria de ter seguido muito mais os seus exemplos.
Pense um pouco como você está usando o seu tempo.
Sugiro que você perca uns poucos minutos e reserve um tempo para fazer algo de bom e ainda mais proveitoso do que você anda fazendo.
Pode ter certeza de que no futuro irreversível, você vai reconhecer que ter empregado bem o seu tempo foi o que de melhor você fez na sua vida.
Cada segundo é único e nunca mais se repetirá.

Marinho Guzman


Meu pai.

Ele tentou me afastar das más companhias com tanta veemência, quanto eu insistia em colecioná-las.
E por toda a vida eu fui colecionando bons e maus amigos.
A vida se encarregou de mais uma vez mostrar quanto meu pai estava certo.
Apesar dos pesares, tivesse eu seguido ou não os seus bons conselhos, estaria terminando como ele. Quase só, porém bem acompanhado!
O assunto é tão bom que não sei se continuo falando do meu pai ou da falta que os amigos não fazem.
Não fosse o Facebook e seria impossível a gente ter contato direto com as poucas virtudes e as grandes mazelas de tantos de nós. Nossas vidas estão escancaradas pelas redes sociais, e assim a gente conhece muito mais como pensam muitas pessoas.
E não me digam que esse não é um bom parâmetro.
As estatísticas não erram jamais. Pela quantidade da amostra, a gente pode ter quase certeza de como é o todo.
Tive grandes e bons amigos.
O álcool e as futilidades regaram essas amizades de tal forma, que enquanto foram convenientemente adubadas elas floresceram generosamente.
Depois veio a entressafra. O álcool foi terminantemente proibido e as futilidades perderam força pelo livre-arbítrio e pela razão.
Hoje os poucos e bons amigos são como os bons livros. Cada vez mais raros e não é sempre que tenho vontade de ler.
Eu teria trocado todos os amigos por mais um tempo com o meu pai.

Marinho Guzman

Desembargadores parecem mais justiceiros do que juízes.

Antes, caindo de bêbado o motorista se negava a fazer o teste do bafômetro e tripudiava os agentes da lei.
Pelos atuais níveis de tolerância (não confundir com puteiro), agora se comer um bombom com licor ou der um beijo em quem tomou uma cerveja pode ir em cana.
Vocês acham que isso tem chance de dar certo?
E.T: Eu não bebo!

Marinho Guzman

Crime de Santa Maria.

Querem nos fazer acreditar que o Brasil de ontem não é o de hoje, nem será o mesmo amanhã.
Parece ter havido um mínimo de sentimento na apresentação do Jornal Nacional ao vivo em Santa Maria.
Nem poderia ser diferente,William Bonner, jornalista experiente, editor chefe do mais prestigiado jornal da televisão brasileira, esforçou-se para cumprir a ingrata obrigação de conseguir audiência, informar e não acusar nem condenar ninguém sem julgamento.
Ele apresentou uma vez mais o que todos nós já sabíamos desde as primeiras horas após a catástrofe.
A informação mais importante foi de que qualquer estabelecimento no mundo que atenda às normas da física, precisam ter no mínimo três ou quatro portas do tamanho da existente no local, isso sem ter os impedimentos que lá se viu, como seguranças impedindo a passagem e grades para organização das filas que se transformaram em verdadeiras barreiras.
Todos os que concorreram para que a casa funcionasse sem esse requisito primordial já deveriam estar preventivamente presos.
A todos os demais, que de qualquer forma concorreram para o desastre, aplique-se uma das mais importante premissas do Direito, de que a ninguém é permitido alegar a ignorância da lei.
Querem nos fazer acreditar que amanhã será diferente de ontem?
Prendam! Julguem! Condenem! Façam com que cumpram integralmente as penas.
Isso será fantástico!

Marinho Guzman

245 ? Quantos mesmo?

A presumível acusação mútua de culpabilidade pela tragédia de Santa Maria chegou na costumeira indignação de primeira hora do brasileiro.
Se não é comigo ou com gente muito próxima, a indignação perde forças rapidamente, dando lugar aos afazeres diários onde a perda da vida dos outros é fato menor do que a nossa próxima ida ao teatro.
The show must go on....A vida continua....
Um palmo longe do meu cu, qualquer cu é bom.
Nem bem apagaram o incêndio da boate e já encenam assar a pizza.

Marinho Guzman

Tragédia em Santa Maria

245 ou mais.
Em poucos dias a tragédia de Santa Maria sairá da mídia, em poucas semanas da nossa memória e em alguns anos até da ficha criminal dos culpados.
Como sempre, os mortos vão acabar sendo inculpados pela própria má sorte e a punição vai ficar só para seus pais, irmãos e amigos.
Está bem claro para mim que a culpa é do delegado que andou dando as entrevistas, da presidenta que voltou do Chile porque não tinha nada mais interessante por lá, dos fiscais que deveriam ter lacrado a boate e de todo o nosso sistema político corrupto, que permitiu que o local funcionasse sem condições, com ou sem alvará, porque não é porque venceu que foi bom. Nunca foi bom porque não contempla as reais necessidades de segurança de um local desse tipo e para esse uso.
Houve um e só ganhador. A mídia indecente que se aproveitou descaradamente da tragédia para ganhar uns pontos no IBOPE.
Programas foram interrompidos, alguns, como o Globo Esporte da Globo, sumariamente cancelados, em nome de uma repetição ridícula, de suposições infames, perguntas cretinas, repórteres despreparados, entrevistados ávidos por aparecer diante das câmeras e uma clara vontade de sensacionalismo barato, travestido de jornalismo.
Não poderia poupar os gananciosos donos dessa e da maioria das boates do país.
Donos de baladas, trios elétricos, casas de show e congêneres, travestidos de empresários são na verdade bandidos, do tipo mafioso, que vendem bebidas baratas a peso de ouro, algumas até mesmo falsificadas.
Esses “empresários”, vivem de lucros rápidos e exorbitantes, por conta da sabida ganância das autoridades, que em cascata foram as principais causadoras das duzentas e quarenta e cinco, ou mais mortes.
Isso é tristemente fantástico.

Marinho Guzman

Quem avisa amigo é.

Os criticados ficam invariavelmente com um gosto amargo de raiva e uma vontade louca de revidar esse mal estar.
Não deveria ser assim e esquecendo um pouco Santa Maria, voltemos para o Guarujá onde os muitos sem teto, sem emprego e com muita cachaça na cabeça, invadiram a nossa cidade e fazem das nossas calçadas banheiros públicos a céu aberto.
É preciso que a prefeitura tome providencias enérgicas, para resolver o problema ou pelo menos minorá-lo e se não for para calar quem reclama pelo menos para diminuir as chances, de que esse grande número, certamente o maior na nossa história, não cause, pela proporção, mais um desastre que vai levar o nome da cidade ao noticiário.
Se nós tínhamos uma dezena de desabrigados andando pelas ruas e agora temos uma centena, serão dez vezes maiores as chances de arruaças que levam a desentendimentos, dez vezes mais chances de esfaqueamentos e outras agressões.
Isso sem contar os milhares de munícipes insatisfeito multiplicando as suas reclamações de boca em boca e agora pelas redes sociais, aos olhos e ouvidos de muitos.
Eu mesmo tenho aqui mais de quatro mil amigos virtuais.
A propagação dessas críticas deve ser entendida como “quem avisa amigo é!”.

Fantástico!

Marinho Guzman

   Colocaram Guarujá nos trilhos e passaram com o trem em cima das esperanças da cidade.

A Alardeada recuperação econômico financeira de Guarujá foi festejada com milhões de reais em fogos de artifício, milionários shows de gosto duvidável, e dinheiro distribuído a rodo para escolas de samba, que logo mais tocarão o samba do crioulo doido em algumas ruas, nos caminhões de som que minarão a paciência do restinho de proprietários de imóveis da orla da praia que ainda não se escafederam, com o cheiro de gordura oriundo dos imundos restaurantes denominados ambulantes, barracas de praia que fritam carne, peixe frutos do mar e o que mais se lhes for pedido.
Esse cheiro nauseante fica retido entre as barracas e os prédios e faz com que nós nos lembremos das constantes promessas de fiscalização para cumprimento da Lei que proíbe frituras nas praias e dos constantes adiamentos mercê do apetite político pelo voto dos infratores.
Os dois monumentais restaurantes (em tamanho) na areia da Praia de Pitangueiras, que foram um dia pequenos quiosques, o Thaiti e o Avelino’s, estão em espaços públicos federais, e são admitidos pelas ultimas administrações porque pagam importâncias (para mim irrisórias), ao Fundo Social de Solidariedade do Município. Se levado em conta o dano visual, ambiental e a concorrência que fazem aos demais restaurantes do Guarujá que pagam aluguel, condomínio e IPTU deveriam ser sumariamente despejados, não ter seus contratos sem licitação revalidados e sumariamente demolidos.
As muitas lâmpadas queimadas da avenida de praia foram uma benesse para os trombadinhas e para que não se visse o lixo,os pedintes e os flanelinhas.
Colocaram Guarujá nos trilhos, o trem passou por cima da nossa reputação e nossos veranistas e turistas estão baldeando para outras estações.
Isso era previsto e não tem nada de fantástico.

Marinho Guzman

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