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sábado, 28 de fevereiro de 2015

"Junte-se aos bons e será um deles. Junte-se aos maus e será pior do que eles."

Finalmente!

Encarapitado na esteira ergométrica, como se fosse o mais alto degrau de um pódio, observo a bela academia.
Foram semanas de espera e hoje ao fim do exercício, sob o som estridente da música eletrônica com quase oitenta decibéis,(se é que se pode chamar isso de música), dou valor de pódio à minha vitória.
Antes isso do que funk, forró universitário e outras coisas que dizem ser música. Antes isso do que a decrépita academia do quase finado Clube Vila Sousa. Se o som fosse simplesmente o da Rádio Saudade FM, aí sim teríamos música boa de verdade.
Do alto do “meu pódio” pude ver nos últimos dias muita gente legal. Minha amiga Rosângela Artilheiro, figura querida, gata e gateira, sempre presente na melhor academia que tenha na cidade, Amanda Palma, Beatriz Palma, a amiga Thalita Garcia e mais alguns rostos conhecidos.
Moços, moças, algumas pessoas nem tão moças como eu, todos se exercitando, cada um com seu propósito, que varia da fuga da vida sedentária, caminho sem volta para aumento de peso, do colesterol, do triglicérides, do ácido úrico e outros inimigos da vida saudável, os costumeiros marombeiros e marombeiras, algumas delas com a voz mais grossa do que a do que a do Barry White.
Mas o que mais tem são garotos e garotas desfilando umas camisetas bem bacanas, mocinhas com roupas coloridas e umas “aparecidas”, fantasiadas de periguete e mais enfeitadas que árvore de Natal de shorts, saias e uma roupinha nova que é as duas coisas, shorts e saia e que mostram mais as curvas, as saliências e reentrâncias, com suas cores e contrastes do que se estivessem nuas(isso não é uma reclamação, só constatação).
Mereço esse lugar “no pódio” pela paciência que tive no último mês para chegar ao fim de quarenta e cinco minutos ininterruptos na esteira, com a marca de trezentas calorias em quatro quilômetros.
É pouco, eu sei, mas foi só o primeiro dia e quase ele não chega….
Foram mais de trinta dias esperando que a Smart Fit do Guarujá estivesse pronta para abrir as portas, foram dias de dificuldades para ter acesso pela catraca moderna que teimava não aceitar as ordens da funcionária solícita ou a leitura biométrica dos meus dedos tortos e pouco acostumados com a modernidade.
O maior vilão e que deve estar a assombrando muitos abnegados é o tal do atestado médico de aptidão para os exercícios físicos.
Documento obrigatório por uma daquelas regulamentações governamentais impostas de uma penada, o tal atestado médico é mais uma burocracia do que uma proteção ao indivíduo.
Não tenho notícias de que qualquer pessoa tivesse morrido numa academia como a Smart Fit que tem, um ou mais professores. E eu os vejo lá diariamente, sempre atenciosos, mas duvido que lá exista um desfibrilador e isso sim faria a diferença porque até atletas profissionais cheios de saúde podem ter um problema e o desfibrilador, esse sim salva vidas.
Mas como brasileiro sempre dá um jeito, a academia disponibilizou um médico que deve ser um dos melhores do mundo porque simplesmente tirando a temperatura e a pressão com um mixuruca aparelho de dedo, ele avalia a saúde do candidato e dá o precioso atestado, tudo pela módica quantia de trinta reais. Chato é a fila de uma hora de espera que meu amigo Caio Borges teve que enfrentar.
Para tentar conseguir o atestado sem pegar fila e sem gastar os trinta reais fui ao pronto atendimento da UNIMED cujo plano pago eu e a Amanda hum mil e quinhentos reais por mês e o médico muito solícito e simpático pediu desculpas, disse que não podia dar o atestado e que eu deveria marcar uma consulta com um clínico que faria uma avaliação completa e só então me daria o atestado. Note que só marcar a consulta na UNIMED pode demorar mais de um mês, ainda que contrarie norma da ANS.
Como recentemente fiz uma bateria mais que completa de exames cardiológicos com o excelente Dr. Ricardo Vasconcellos, foi a ele que recorri.
Portanto agora no pódio,  dedico ao Dr. Ricardo, a meus falecidos pais e à minha querida mulher Amanda Palma, esse Oscar, digo esse pódio, ou o que o valha.
Amanhã estarei aqui, caminhando pelo tapete vermelho,digo na esteira,para tentar melhorar a minha marca, sempre com o patrocínio de Biquínis Chiquita Bacana a quem sou muito grato, que me apoia e sempre me apoiou.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Nada...


Há dias, em que as noites passam num piscar de olhos.
E há noites, que os olhos fecham e abrem, abrem e fecham e as horas parecem não passar.
Diferente, mas quase igual à vida, que apesar do dia a dia, do ano a ano, passa como num piscar de olhos e quando a gente vê, faltam menos dias para viver do que a gente já viveu.
Não há insônia que resista ao cansaço, o sono vai chegar e não tenho medo que demore.
Sem fórmulas, sem conselhos, sem alternativas. 
Como toca a música, nada do que foi será, de novo como já foi um dia.




https://www.youtube.com/watch?v=92XMGTkpu2E

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Felicidade

Se você conseguir identificar os fatores que o tornam infeliz estará a caminho de encontrar a felicidade.
A felicidade não anda por aí em qualquer canto onde você esbarre nela.
A felicidade é primeiro um desejo, depois uma realidade.
Primeiro é preciso querer ser feliz e isso começa com o bem-estar e a serenidade.
Sem esse desejo e sem disposição não adianta ter coisas ou amigos.
Os poderosos tornam-se infelizes ao descobrirem que o poder não é felicidade, os pobres quando ficam ricos não raro descobrem que a riqueza não trás a felicidade.
Alguém já disse que a felicidade é o que todos desejam... É o que poucos têm... É o que ninguém tem sempre e que todos pensam que só os outros é que têm.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Não peça e não aceite opinião ou conselhos de quem entende menos que você.

A melhor maneira de errar feio é pedir ou aceitar conselhos de quem entende menos do que você do assunto.
Pedir o conselho é ruim e aceitar é pior.
Se você tem dúvidas imagine quem não entende, ou entende menos do assunto?
Mas não duvide, sempre tem alguém querendo opinar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Qual a coisa mais importante da vida? O que realmente importa na vida?



É bem provável que a maioria das pessoas não tenha se perguntado o que é mais importante na própria vida.
Eu já me perguntei, mas nunca parei tempo suficiente para ter resposta. Parece uma questão difícil, complicada, mutável no tempo e no espaço, sempre incompleta quando se fala “no mais importante”.
Afinal, são tantas coisas importantes.
Essa também não é uma pergunta que os jovens devam fazer a si próprios. Na juventude e até na meia idade, confunde-se importância com prioridade e certamente é preciso fazer primeiro o essencial, pouco importando o que seja mais importante.
Se você está bem, se as coisas correm nos conformes, é bem provável que a resposta seja diferente de outra, num dia em que elas não estejam tão bem.
Todo mundo sabe que importante na vida é amar, ser amado, ter saúde, família e amigos que completem a nossa vida, dando alegria e multiplicidade de vozes a um suposto diálogo.
Não é provável que quem viva só, recluso, companheiro de si mesmo, pense da mesma maneira que quem socializa.
Mas também não acredito nas milhares de opiniões que dão a amizade como a coisa mais importante na vida.
Vivo bem com as lembranças das boas amizades, mesmo sem conviver ou ter muitas notícias desses amigos e confesso, não consegui fazer nos últimos vinte anos novas e sólidas amizades, nem sinto falta disso.
Acredito que a maioria das pessoas como eu vai deixando passar, vai pegando leve com as próprias dúvidas, no máximo comparando a própria vida com a dos outros.
É vendo como a dos outros parecem complicadas, cheias de problemas que a gente pode, se quiser, mensurar o próprio grau de felicidade.
E agora depois de ter lido e relido esse texto, na esperança de encontrar pistas do que seja o mais importante na vida sinto-me meio decepcionado. Será que não há algo que se possa dizer que é o que mais importa? Ou que seria a coisa mais importante da vida? Algo por que se viva e se morra, se necessário?
Os grandes sonhos já se realizaram ou se transformaram e grandes decepções e seria cômico, se não fosse trágico, mas a coisa mais importante da vida deve ser, na hora certa, encontrar uma doce morte.

Umas escaparam de mim, de outras eu escapei.



Antes das redes sociais, raramente a gente ficava sabendo como foi e como está a vida das antigas namoradas. Com quem casaram? Tiveram filhos? Continuam casadas ou se divorciaram? Engordaram desbragadamente ou mantiveram a linha?
Agora na modernidade do Facebook a gente pode acompanhar a vida das ex e a recíproca é verdadeira.
É bem provável que elas de vez em quando ou pelo menos uma vez na vida deem uma bisbilhotada nos ex-namorados.
Devem como eu comentar, para si próprias e com amigas reminiscentes da juventude: Nossa! Como ele está velho! Barrigudo! Os olhos continuam os mesmos mas o resto... Pelo menos parou de beber porque se continuasse já estaria morto.
E foi assim mesmo, passei os primeiros quarenta anos da vida bebendo e trocando de namorada e só parei com as duas coisas depois de um grande susto que me salvou.
Escrevendo essas linhas parece um filme. Lembro da primeira namorada
com quem fui ao cinema. Nós teríamos uns 14 ou quinze anos. Ela está aqui no Face e eu adoro ver que continuamos a ter grande sintonia com as músicas do passado. Ela ama todo tipo de arte, conhece o assunto compartilha telas lindas de pintores famosos e outras coisas de bom gosto. Fico feliz de tê-la conhecido apesar de nossos caminhos terem sido diametralmente opostos depois de algumas sessões de cinema.
Minha segunda namorada teria uns dezesseis anos que eu me lembre.
Não está no Facebook mas lembro de ter ido várias vezes ao cinema à tarde, pois era o programa dos namorados na época e com aquela idade. Interessante é que com dezesseis ou dezessete anos já dirigia o carro do meu pai que o liberava nas tardes de sábado e domingo, mas a mãe dela nunca deixou que fossemos de carro, era a pé ou de Táxi.
Tenho visto aqui uma outra ex namorada, irmã de um grande amigo. Ela prestigia curtindo minhas fotos e textos, já é avó mas quando vejo fotos atuais seu rosto parece o mesmo de quando namorávamos.
Nem tudo são flores e tenho encontrado umas poucas ex  namoradas verdadeiras ruínas.


Bem, foram muitas até perto dos quarenta anos quando desacelerei, mas pelo que tenho visto, umas escaparam de mim, mas de outras eu escapei.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

50 risos para Grey


17/02/2015  02h00




Saio de casa para assistir a "Cinquenta Tons de Cinza", fenômeno na Inglaterra e, claro, no globo inteiro. E então imagino: uma sala lotada com centenas de senhoras de meia-idade, dispostas a conhecer o amado Grey que despertou nelas todos os sonhos esquecidos, reprimidos, adormecidos.
Primeiro choque: sábado à tarde e a sala está quase vazia. Segundo choque: o público presente é composto de adolescentes que vieram em grupo para provar a natureza transgressiva da história. Terceiro choque: eu sou provavelmente o espectador mais velho da sala.
A situação exige medidas drásticas. Sento-me junto a duas amigas, tiro o bloco de notas do bolso e depois, sorrindo, ofereço uma desculpa: "Trabalho". Elas sorriem de volta -e murmuram: "Pois, pois". Afundo na cadeira.
O filme vale a pena. Mas somente se você, leitor, for a uma sala com adolescentes. Eles são o coro perfeito para o que sucede na tela: por cada cena de sexo, por cada gemido, por cada açoite- e a gargalhada é geral.
Entendo. Essa é a geração que, na internet, encontra pornografia "hardcore" instantânea e grátis. As cenas "transgressivas" de "Cinquenta Tons de Cinza" são, para eles, brincadeira de crianças. Literalmente.
Uma das amigas, aliás, comentou com a outra: "Parece que estão brincando aos médicos e pacientes." Anotei o comentário. O sadomasoquismo do filme é tão perverso que também eu descobri ter começado a praticá-lo ainda na infância. Quando a professora da escola primária usava a régua para corrigir os meus erros de matemática.
Mas de que trata "Cinquenta Tons de Cinza"? Não li o livro. Comprei-o. Dez páginas depois, reparei que passara as últimas cinco com pensamentos intrusivos ("cortar as unhas", "comprar leite", "marcar almoço com"). Desisti.
De modos que: avancei para o filme no mesmo estado da protagonista Anastasia. Em estado virgem.
Esse é o primeiro momento surreal do filme: quando sabemos que Anastasia permanece ignorante em matéria de flores e abelhas. (O segundo momento é quando ela confessa uma paixão literária por Thomas Hardy.)
A inocência dura pouco: depois de conhecer Grey, o milionário propõe-lhe um contrato para que ela seja o seu brinquedo sexual. Não li o contrato, mas passei alguns minutos a fantasiar o que aconteceria se o dito cujo fosse parar a tribunal por incumprimento de uma das partes.
Imaginei discussões legais ("segundo o artigo 2º da cláusula 5ª a sra. Anastasia comprometia-se a receber seis chibatadas, e não apenas quatro"), tudo sob o olhar reprovador do juiz. Mas divago.
No fim, Anastasia está cansada das tareias porque ama Grey. E Grey, incapaz de amar, prefere continuar com as tareias. Um clássico: expectativas divergentes sempre foram um veneno nas relações.
De regresso a casa, consulto bibliografia secundária para compreender o apelo que "Cinquenta Tons de Cinza" teve na imaginação feminina. E descubro, em artigos que parecem cópias uns dos outros, que a história virou fenômeno porque incontáveis mulheres suspiravam por homens como Grey: alguém capaz de usar o cinto para muito mais do que simplesmente segurar as calças.
No fundo, a história seria uma denúncia dos machos "flácidos" (digamos assim) que a cultura feminista promoveu. "Dureza" e "firmeza", eis os quesitos básicos para as mulheres do século 21.
Nada a dizer, tudo a respeitar. Mas, se um pouco de violência é aquilo que falta em muitos lares, a única coisa que se lamenta é a falta de comunicação entre os casais. Se o livro contribuir para mais abertura e mais equimoses, substituindo pontos de ruptura por pontos de sutura, a autora E.L. James já terá dado seu contributo para o amor pós-moderno.
Infelizmente, o filme talvez não esteja à altura do livro. Porque olhando para a figura de Grey -para o seu patético embotamento afetivo- é duvidoso acreditar que aquilo é príncipe que se apresente para qualquer donzela arfante.
Pelo contrário: as suas fragilidades são tão absolutamente efeminadas que nunca sabemos se ele vai entrar em cena de chicote -ou de fraldas.

Fosse eu o autor da história e teria salvado a relação entre Anastasia e Grey. Bastaria que a primeira conquistasse o coração do segundo oferecendo-lhe o conforto de uma chupeta. 



joão pereira coutinho
João Pereira Coutinho, escritor português, é doutor em ciência política. É colunista do 'Correio da Manhã', o maior diário português. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro 'Avenida Paulista' (Record) e é autor do ensaio 'As Ideias Conservadoras Explicadas a Revolucionários e Reacionários' (Três Estrelas). Escreve às terças na versão impressa e a cada 2 semanas, às segundas, no site.

O que os homens precisam saber sobre '50 Tons de Cinza'



s opçs
Não vou escrever sobre o filme. Isso já foi feito ontem, perfeitamente, pela colega Barbara Gancia, em sua crítica na Ilustrada. Não fui e não pretendo ir ao cinema. Ler o livro já foi tortura suficiente. Na metade dele, eu queria ser amarrada, amordaçada e levar uns petelecos. Quem sabe assim, perderia a vontade de dormir. Que tédio.
O livro é de uma chatice sem fim –além de ser repetitivo e mal escrito. Mas ele revela coisas sobre as mulheres que não têm nada a ver com sexo, nem com quartos escuros, algemas e chicotes. É a mensagem por trás da sacanagem soft porn que explica os 100 milhões de exemplares vendidos e o frenesi em torno de sua estreia nas telonas.
Vivemos num tempo em que vale tudo no sexo. Tem maluco que gosta de comer coco, outros de levar uma golden shower. Festinha sadomaso tem página no Facebook. O que "50 Tons de Cinza" mostra não é novidade pra ninguém, ao menos na teoria.
As mulheres à beira de um ataque por causa de um livro e agora por um filme não se descobriram adeptas de "um tapinha não dói" de ontem pra hoje. Muitas nunca tiveram um orgasmo com sexo limpinho, imagine o que seria dar um passo em direção às trevas da sacanagem.
O que, então, o senhor Grey tem, além de ser gato, ter dinheiro e levar a mocinha para passear de jatinho –pilotando seu próprio jatinho? Tem para dar o que milhões e milhões de mulheres querem: romance.
Na vida real, não conheço nenhuma garota desesperada para se envolver com alguém que seduz por meio de força, agressão física e moral, ainda que muitas estejam dispostas a vender um rim para casar.
As maiores armas de conquista de Grey não estão dentro do quartinho de tortura. Ele é rico, bonito, tem um abdômen trincado, pau duríssimo, mora numa apartamento de revista, é presidente de uma empresa e tem a cabeça cheia de problemas. E o mais importante de tudo: ele cria situações românticas, elogia, faz a mocinha se sentir a mulher mais linda e desejada do quarteirão, compra roupas, carro novo, paga as contas, protege a fofa das maldades da vida, menos dele mesmo.
Bingo. Todas suspirando. De quatro.

Se você é homem, mas não é rico, não tem jatinho nem quarto de sacanagem, pode respirar aliviado. Um jantar romântico, flores sem motivo, mensagens carinhosas, presentinhos inesperados e atenção, atenção de sobra, podem ter o mesmo efeito. Se for um pouco complicado também ajuda. Mulher tem essa mania de querer consertar homem. Aquela coisa de que "comigo será diferente". É batata na ficção e na vida real. Com jatinho ou no ponto de ônibus, desde que seja com muito romantismo. É careta, mas é isso. 
mariliz pereira jorge
Mariliz Pereira Jorge é jornalista e roteirista. Já trabalhou na Folha e na TV Globo e escreveu para as revistas "Veja", "Men's Health", "VIP", entre outras. Escreve às quintas e aos sábados. Acompanhe: facebook.com/mpjota

Dos males o pior.

Nada me surpreende mais do que ver o brasileiro ser advertido diariamente pela mídia e pelo bom senso dos críticos de verdade, que vai eleger novamente políticos corruptos para sucederem os ladrões do dinheiro público no fim de mais um mandato.Não adianta!
Paulo Salim Maluf pode ser o melhor exemplo do que estou falando. Apesar da simpatia que uma parte da população nutre ou nutriu pelo “rouba mas faz”, em seu enésimo mandato e tendo ocupado por mais de quarenta anos quase todos os cargos que lhe permitiram acesso às maracutaias e à impunidade até hoje, é tão popular, que além de se eleger, elege mais dois e até três asseclas em cada pleito.
A família Sarney só aparentemente abandonou as tetas do governo, depois de mais de cincoenta anos espoliando o Estado mais pobre da nação. Devem, pagar parte dos pecados ainda em vida.
O primeiro Presidente da República do Brasil a ser derrubado do cargo por improbidade foi o Senador Fernando Collor. Não houve castigo e a mídia mostra que ele hoje é mais rico e poderoso do que já foi, mercê de alianças que o mantém perto do poder e longe de processos como o causou a derrocada. Parece que aprendeu a lição e sabe que pode mais, quem se junta para o crime e divide o butim.
Há alguns anos muita gente no Guarujá comentava que o então Prefeito Maurici Mariano permitiu e patrocinou a proliferação das favelas, entre outros desmandos, distribuindo os terrenos dos bairros do Morrinhos para apaniguados em vez de alojar neles os favelados.
É do conhecimento geral o gigantesco patrimônio que Maurici adquiriu, ainda que parte houvesse sido surrupiado com a sua morte, por dois sócios ocultos. Um morreu e não devolveu nada e o outro, se transformou num dos ignorantes mais ricos da cidade.
Quando o então moço Farid Madi foi eleito Prefeito, derrotando o seu mestre Maurici Mariano, poderia parecer para os menos avisados que o túnel da Vila Zilda veria, finalmente, uma luz no seu fim.
Não foi o que ocorreu e a luz para esse túnel que foi licitada várias vezes, com outras reformas, ficou famoso na mídia pelos assaltos cinematográficos no seu entorno e pelo amor que o engenheiro Duíno Verri, que tem sobrevivido miraculosa e espetacularmente em todas as administrações, tem por solucionar como que por mágica seus problemas, com reformas caseiras de “meia boca” que o mantém fechado tempo demais, para infelicidade geral da bandidagem.
Farid Madi fez só uma administração, péssima claro e foi traído por motivo semelhante ao que derrubou o Presidente Collor. Pensou que poderia ganhar tudo sozinho e foi derrubado pelos próprios correligionários, que bandearam para o lado da “inocente professorinha” Maria Antonieta que prometia o saque socializado ao orçamento em prol de toda a turma.
Nome de rainha, modos de camponesa ela já sabia o bê-á-bá pois tinha cursado o primeiro grau na política como vereadora.
Apesar dos pesares, era na época, dos males o menor.
Pós-graduou-se e terminou rapidamente o doutorado na malandragem política, amparada segundo alguns, por um ex-policial que conhecia quase tudo sobre o crime.
Quero dizer, sabia como os bandidos grandes escapavam das punições pelos seus crimes, esqueceu-se da lição de que bandido traidor é bandido morto.
Assim que a pupila aprendeu (rapidamente) tudo o que o mestre sabia descartou-o, partindo para um voo muito mais alto.
Hoje seu mestre, que nunca ensinou a ninguém o pulo do gato é nada mais nada menos do que vice-presidente da maracutaia geral.
Depois do primeiro e desastroso mandato Maria Antonieta não poderia permanecer. Qualquer nome, menos o de Farid Madi, seria melhor que o dela. Todos sabiam o apetite com que ela viria para um segundo quadriênio. Seu blá-blá-blá de que as contas haviam sido pagas e agora era só crescer foi só blá-lá-lá. Cresceram as denúncias, os processos e os escândalos amplamente denunciados pela mídia de verdade e enaltecido pelos jornalecos da cidade, comprados a preço de banana, já que só servem mesmo para embrulhar banana, e nunca foi punida pelo Judiciário.
Maria Antonieta foi dos males o pior.
Minto! Quem viver verá que o pior está por vir.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

De onde menos se espera é de lá mesmo que não vem nada.

Toda vez que lembro da frase atribuída ao Barão de Itararé, penso no colega na faculdade de Direito do Mackenzie o Ugo Miano. 
Foi dele que a ouvi pela primeira vez.
Também não esqueço o barril de vinho transformado em bar que ele me deu, que ficou na minha sala na Rua José Maria Lisboa 586 em São Paulo.

O Ugo não frequentou muito a minha casa, casou logo nos primeiros anos da faculdade e passou para o rol dos homens sérios.
Mas a casa da Rua José Maria Lisboa ainda permaneceu por mais de uma década, reduto dos solteiros e descasados jovens, uma mistura de gente com muita vontade de tirar da vida tudo o que de bom ela poderia oferecer.
Originalmente casa dos meus avós paternos, o imóvel sofreu dezenas de reformas e ampliações, inclusive incorporando o terreno vizinho. Tinha uns oitocentos metros quadrados de terreno e uns mil e duzentos de construção. Fora os puxadinhos.
O endereço era famoso. Tinha O Paparazzi, restaurante bar cujo lema era “Gente bonita se encontra no Paparazzi”. Criação dos amigos Vitinho Arouca, Costa, Chiquinho Ceni,Tico, Mendel, o primo dele e claro eu mesmo, o movimento de carros na porta parava o trânsito nas noites de sexta-feira e sábado.
A presença gente bonita e badalada era incrementada pelos sócios todos muito populares, das garotas bonitas que os acompanhavam e de um "extra-plus" que eram as moradoras do pensionato para modelos iniciantes que eu mantinha nuns cinco ou seis quartos do casarão. Às vezes chegavam a ser vinte!
Uma coisa puxava outra e o Paparazzi beneficiado pela presença das modeletes atraia outras garotas que tinham no mesmo endereço o Estúdio Marinho Guzman, sem falsa modéstia especializadíssimo na descoberta de garotas bonitas com sonhos de estrelato, isso muito antes dos models of the year que fizeram tanto sucesso anos depois.
Eu diria que para mim o casarão da Rua José Maria Lisboa foi o mais próximo do paraíso que eu com trinta anos poderia imaginar.
Tudo passa e tudo passou, apesar de trágicas e prematuras baixas, como o Alemão e do Paulinho Baixaria, dois entre tantos amigos que marcaram época.
Hoje dá para ver no Facebook dezenas de amigos da época e como cada um deles seguiu a sua vida, tendo constituído ou não família, muitos, bem-sucedidos ou pelo menos fazendo o que sempre gostaram.

Essa mistura de “atividades” não se enquadra no título, mas foi uma bela lembrança.
Na José Maria Lisboa por menos que qualquer um esperasse, quase tudo acontecia.











sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Postagem no Facebook da minha amiga(foto)Cris a respeito de compras no exterior.

Regras da Receita Federal para compras no exterior

Durante os últimos seis anos, tenho viajado aos Estados Unidos pelo menos duas vezes por ano, ora a passeio com meu marido e meus filhos, ora acompanhando o meu pai, que realizou alguns tratamentos médicos em Miami. E é lógico que em todas as oportunidades eu aproveitei para fazer as minhas comprinhas. Roupinhas para a família toda, brinquedos de monte, entre outros. Algumas vezes eu até abusava no quesito “tamanho”, já que não ultrapassava a cota familiar de valor. Cheguei a trazer uma cadeira para a escrivaninha da minha filha e um lustre enorme para a minha sala de jantar. Para se ter idéia, a caixa do lustre tinha o tamanho de uma caixa de maquina de lavar roupa. E, por incrível que pareça, independente do tamanho dos meus volumes, até este ano eu jamais tinha sido parada na alfândega em Guarulhos. Também não tinha me interessado em conhecer as regras da Receita Federal já que as minhas compras não ultrapassavam a cota de US$ 500,00 por pessoa. Mas o fato é que eu estava certa de que os agentes da Receita Federal não implicassem com famílias acompanhadas com crianças. Mas estava absolutamente enganada.
Em fevereiro deste ano (2013) viajei para Orlando com os meus filhos e a família do meu irmão. Foram muitos dias, então obviamente voltei carregada de malas. Eu não havia comprado muita coisa, mas estava sozinha carregando a bagagem de três pessoas. Nada exagerado. Eram quatro malas de tamanho normal e um carrinho de bebê (velho, bastante usado), empilhados naquele carrinho de aeroporto. Quando passei pelo agente da Receita Federal, meus filhos estavam brigando, em pé de guerra, cansadíssimos da viagem e eu estava desesperada tentando apartá-los e equilibrando as malas em cima do carrinho ao mesmo tempo. Numa situação como aquela, eu tinha certeza absoluta de que não seria parada para fiscalização. A tão temida alfândega não fazia parte das minhas preocupações. Mesmo porque não fiz compras naquela viagem. Apenas alguns brinquedos para as crianças.  Mas para minha surpresa fui encaminhada direto ao raio x. E, de lá, para a mesinha, onde fui atendida por um agente  que não estava nem um pouco feliz trabalhando as seis horas da manhã.
Moral da história? Eu descobri, da pior maneira possível, que hoje em dia se o turista estiver voltando dos Estados Unidos correrá um risco enorme de ser encaminhado ao raio x e à fiscalização das malas, pouco importando se você está com crianças (um dos meus filhos até vomitou enquanto o agente da Receita Federal examinava a minha bagagem!) ou que suas malas não sejam aqueles sacos enormes geralmente usados por quem revende produtos aqui no Brasil. Aliás, acho que hoje em dia, este papo de “perfil” de sacoleiro não existe mais.  Descobri também que as regras da Receita Federal muitas vezes não são aplicadas pelos próprios agentes, que atuam de forma absolutamente discricionária, o que é um absurdo!
Como eu não conhecia as regras da alfândega, acabei sendo bastante prejudicada. Para se ter uma ideia, até o meu computador antigo, que tinha sido trazido dos Estados Unidos há mais de dois anos e foi presente do meu pai, foi tributado. A justificativa da Receita Federal foi que, se um dia o computador entrou ilegalmente no país, mesmo que trazido por terceiros, eu não poderia levá-lo nas minhas viagens seguintes. Neste momento me deu um saudade louca do tempo em que preenchíamos aquele formulário de saída da mercadoria importada do Brasil… Mas o que eu percebi, é que os agentes da Receita Federal estão atrás apenas de computadores, IPad´s e bolsas importadas. Infelizmente, poucas pessoas conhecem estas regras, que são divulgadas pela própria Receita Federal em seu site. Então, para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação que eu passei, aí vão algumas explicações sobre o que podemos e o que não podemos trazer nas nossas malas e algumas dicas para tentar evitar um retorno desagradável das férias.
Em primeiro lugar, para fins de tributação aduaneira, entende-se como bens de viajante os bens, novos ou usados, que um viajante porta consigo, no mesmo meio de transporte em que viaje, não acobertado por conhecimento de transporte, ou ainda aquele que, em função de sua viagem, chegue ao País ou dele saia, por meio de uma empresa transportadora, como remessa postal, encomenda expressa, encomenda aérea ou qualquer outro meio de transporte, amparado por conhecimento de carga ou documento equivalente. Os bens de viajante, para que se enquadrem no conceito de bagagem devem ser, necessariamente, destinados a uso ou consumo pessoal do viajante, em compatibilidade com as circunstâncias de sua viagem, inclusive aqueles para presentear, ou destinados a sua atividade profissional, e não podem permitir a presunção de importação ou exportação para fins comerciais ou industriais, devido a sua quantidade, natureza ou variedade.
São considerados como bagagem, por exemplo: roupas e outros artigos de vestuário; artigos de higiene, beleza ou maquiagem; calçados; livros, folhetos e periódicos; ferramentas, máquinas, aparelhos e instrumentos necessários ao exercício de sua profissão, arte ou ofício, individualmente.
Ou seja, se você trouxer dezenas de kits de maquiagem ou mesmo roupinhas de bebê (sem que o bebê esteja viajando junto), não importa que estes itens sem enquadrem no conceito de bagagem. O que o agente da Receita Federal considerará que os mesmos não serão destinados ao consumo pessoal do viajante e, por esta razão, serão taxados. O mesmo acontece com as nossas roupas. A quantidade de peças de roupas deve ser compatível com os dias de viagem. Além disso, elas devem ter sido necessariamente usadas. Ou seja, se no seu retorno as roupas e os sapatos (inclusive os tênis) não estiverem usados, com o solado pelo menos um pouco gasto, serão taxados. Da mesma forma, se você viajar para os Estados Unidos no verão e trouxer casacos de inverno, não há como justificar que os mesmos se enquadram no conceito de bagagem.
Ou seja, o viajante que ingressa no Brasil tem direito à isenção de tributos sobre os bens que ele trouxer do exterior desde que estes estejam incluídos no conceito de bagagem e nos limites e condições a seguir.
a) US$ 500,00 (quinhentos dólares dos Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, quando o viajante ingressar no País por via aérea ou marítima; e
b) US$ 300,00 (trezentos dólares dos Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, quando o viajante ingressar no País por via terrestre, fluvial ou lacustre.
Além deste limite de US$ 500,00 para quem chega ao Brasil por via aérea, existe um limite quantitativo de alguns itens:
a) bebidas alcoólicas: 12 litros, no total;
b) cigarros: 10 maços, no total, contendo, cada um, 20 unidades;
c) charutos ou cigarrilhas: 25 unidades, no total;
d) fumo: 250 gramas, no total;
e) bens não relacionados nos itens “a” a “d” (souvenirs e pequenos presentes), de valor unitário inferior a US$ 10,00: 20 unidades, no total, desde que não haja mais do que 10 unidades idênticas ; e
f) bens não relacionados nos itens “a” a “e”: 20 unidades, no total, desde que não haja mais do que 3 unidades idênticas.
É importante que se saiba que o limite de US$ 500,00 (quinhentos dólares dos Estados Unidos) é individual, e que não pode ser cumulado com os demais familiares. Ou seja, se você trouxer um computador de US$ 1.000,00, não importa que esteja viajando com os filhos ou marido. O imposto será cobrado sobre o que exceder o limite. No entanto, embora esta seja a regra, na nossa última viagem o agente da Receita Federal foi bastante camarada e simplesmente somou todas as notas fiscais, sem se preocupar com o valor individual de cada produto e a quem ele pertencia. Talvez porque não estivéssemos trazendo eletrônicos. Além disso, as nossas compras ultrapassaram um pouco o limite permitido  – cerca de US$ 150,00 – e o agente nos dispensou em a taxação do valor excedente, sem maiores problemas.
Há alguns meses, todo viajante que ingressasse no Brasil, qualquer que seja a sua via de transporte, e que tivesse bens a declarar conforme previsto no art. 6º da IN RFB nº 1059, de 2010 , obrigatoriamente deveria preencher a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) , que era fornecida pelas empresas de transporte, agências de viagens ou obtido nas repartições aduaneiras. Atualmente, tal declaração não existe mais. O viajante que foi declarar os seus bens, deverá preencher de forma eletrônica a Declaração Eletrônica de Bens do Viajante – e-DBV, disponível no site da Receita Federal.
O viajante que traz outros bens, incluídos no conceito de bagagem , cujo valor global exceda a cota de isenção , mas que não excedam os limites quantitativos de bens para a via de transporte utilizada deve pagar o imposto de importação (II), calculado à base de 50% do que exceder a cota de isenção (valor total dos bens – cota de isenção), por meio de documento próprio (Documento de Arrecadação de Receitas Federais – Darf), na rede bancária brasileira.
Como os eletrônicos como IPad e Notebooks e computadores são facilmente visualizados no raio x, vale a pena declará-los. Desta forma, você pagará apenas o imposto, de 50% sobre o valor que exceder a cota de isenção, que é de US$ 500,00 (quinhentos dólares).
É lógico que existem algumas maneiras de diminuir (ou tentar) a base de cálculo deste imposto. Mesmo porque, muitas vezes, alguns itens que na teoria estariam isentos do pagamento do imposto acabam sendo indevidamente taxados.  Ou seja, não precisamos deixar todas as nossas compras visíveis nas malas. Então, quando for arrumar as suas malas, tire todas as etiquetas das roupas compradas durante a viagem. Se for possível usá-las durante sua estadia, melhor ainda. Roupas com cara de usadas, um pouco mais amassadas, não chamam muita atenção. Além disso, guarde todas as notas fiscais e nunca tente enganar os agentes. Muitas vezes, os preços efetivamente cobrados pelas lojas, principalmente nos outlets, são menores do que os preços das etiquetas. Assim, com as notas fiscais em mãos, é possível comprovar para a Receita Federal o valor efetivamente pago nos produtos.
Se você estiver viajando com toda a família, não faça a besteira que eu fiz na última viagem. Eu usei uma das minhas malas para colocar toda a roupa suja, e nas outras malas arrumei todas as compras. Parecia prateleira de loja, de tão arrumadinha. Quando o fiscal da Receita Federalabriu as malas de compras, ficou entusiasmadíssimo! Parecia ter visto um baú de tesouros. Eu estava tão segura de que não seria parada, que não me preocupei em misturar as roupas novas com as usadas e retirar as compras das embalagens. E, embora não tivéssemos ultrapassado a cota permitida, perdemos bastante tempo comprovando este fato. Então, nunca cometam este erro primário!
Além disso, não adianta esconder os eletrônicos no meio das roupas já que o raio x pega tudo! Então, se trouxer eletrônicos, cujo valor ultrapassa os US$ 500,00, a melhor opção é pagar o imposto. Assim, não se corre o risco de pagar a multa, em caso de fiscalização.
Mais uma dica! De acordo com as regras da Receita Federal, cada passageiro pode trazer uma máquina fotográfica, de qualquer modelo e valor, sem que a cota de US$ 500,00 seja utilizada. No entanto, para que estes equipamentos estejam isentos do pagamento de imposto e não sejam computadas nos US$ 500,00, os mesmos devem – obrigatoriamente – esta em uso. Não podem estar dentro da caixa. No dia em que fomos parados, estávamos em quatro pessoas e trazíamos três máquinas fotográficas. O meu marido é fotógrafo e trazíamos a máquina dele, a minha, e uma que daríamos de presente de aniversário para a nossa filha mais velha. Ou seja, não havia irregularidade alguma com as nossas compras. Mas, mesmo assim, só não fomos tributados porque o meu marido lembrou que as máquinas não poderiam ser trazidas dentro das caixas, fechadas, sem uso e copiou diversas fotos para todos os cartões de memória. Ou seja, ao ligar todas as máquinas, o agente da Receita Federal confirmou  que elas estavam em uso.
Na semana passada, eu li um artigo muito bacana publicado pela Revista Exame (http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/4-dicas-para-nao-se-dar-mal-na-alfandega-em-viagens?page=1). São dicas simples que podem ajudar os turistas mais desavisados.
Objetos de uso pessoal são isentos de tributação, mas não exagereNa hora de avaliar o que será ou não considerado como bem de uso pessoal, vale usar o bom senso. Para alguns produtos existem limites quantitativos sobre o que entra sem tributação ou não, como bebidas, cujo limite de isenção de 12 litros do exterior mais 24 garrafas do free shop (a lista completa com os limites fica no site da Receita Federal). Mas outros, como os cosméticos, são definidos de acordo com o que os fiscais consideram compatível com o uso pessoal.
Não é difícil imaginar, por exemplo, que 24 cremes iguais da Victoria´s Secrets podem ter sido comprados para revenda e que 5 calcinhas usadas certamente não serão relacionadas a fins comerciais. E para os fiscais, naturalmente, a dedução é ainda mais óbvia.
Entre os produtos que são considerados isentos, quando estão em quantidade compatível com o uso pessoal, estão: livros, periódicos, vestuário, produtos de higiene, calçados, óculos, aparelhos necessários para uso profissional pessoal e relógio, máquina fotográfica e telefone celular usados. Os demais produtos são tributados se o valor deles somado exceder a cota de tributação de 500 dólares.
Desde que a declaração de Saída Temporária de Bens foi extinta, se a Receita considerar que um produto eletrônico foi comprado no exterior, o dono deve apresentar a nota fiscal do objeto ou deve comprovar sua nacionalização, o que pode ser feito pela apresentação do selo da Anatel ou o número de patrimônio do produto, ou ainda pela demonstração de que o produto já tem algum tempo de vida útil. “O viajante pode mostrar que o iPad é usado mostrando arquivos antigos, por exemplo”, diz Oliveira. Se a Receita não considerar válidas as comprovações e confiscar o objeto, então o dono deve buscar meios de comprovação e voltar ao aeroporto depois para resgatar o bem.
Cara lavada não livra da fiscalização; se a compra exceder a cota de isenção, declare:Engana-se quem acredita na velha história de que os fiscais aduaneiros barram apenas quem tem cara de “muambeiro”. “O sujeito acha que por trazer duas malas separadas não vai ser barrado, mas hoje eles fiscalizam até quem anda com bolsa a tiracolo. A Receita está aparelhadíssima e mais rigorosa, não é mais como no passado”, explica o tributarista Júlio Oliveira.
É por isso que é recomendável que a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) seja feita sempre que as compras não consideradas de uso pessoal excederem a cota de isenção tributária, que é de 500 dólares para passageiros que chegarem no país por via aérea ou marítima e de 300 dólares para os viajantes que ingressarem por via terrestre ou fluvial. A DBA pode ser obtida com as companhias de transporte durante a viagem ou retirada nos postos da Receita Federal depois do desembarque.
É cobrada uma alíquota de 50% sobre o valor que ultrapassar a isenção. Os valores excedentes devem ser comprovados com as notas fiscais das compras. Um viajante que comprou um notebook no valor de 1.000 dólares, por exemplo, ao fazer a declaração pagaria um imposto de 250 dólares.
Se a declaração não for feita em casos que são obrigatórios, a multa aplicada é de 50% sobre o valor excedente. Ou seja, se a bagagem for examinada e a Receita encontrar um notebook comprado na viagem, no valor de 1.000 dólares, que não foi declarado, do valor total de 1.000 dólares, devem ser pagos os 250 reais de imposto (50% sobre o valor que excede a cota) mais 250 dólares de multa.
A omissão na declaração de bens que sejam avaliados como tendo fins comerciais podem resultar ainda na confiscação pela Receita, além de poder até mesmo constituir crime.
Com mais de 10.000 reais em mãos, é preciso declarar o valor: O viajante que estiver saindo ou entrando no país com valor superior a 10.000 reais em dinheiro, cheques ou travelerschecks deve preencher a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) e a Declaração Eletrônica de Porte de Valores (e-DPV), que é preenchida no próprio site da Receita. 
Se na entrada no Brasil o montante que superar os 10.000 reais estiver em moeda estrangeira, o viajante deve apresentar na fiscalização aduaneira o comprovante de aquisição da moeda estrangeira da instituição financeira que realizou a operação de câmbio.
A falta de apresentação da e-DPV e do comprovante pode levar à retenção ou à perda total dos valores que excederem o limite de 10.000 reais, além de implicar até mesmo em sanções criminais.
O Free Shop pode não ser tão free assim:Todo viajante tem o direito de adquirir mercadorias até o valor total de 500 dólares com isenção de tributos nas lojas francas (duty free shops) dos portos e aeroportos, após o desembarque no Brasil e antes de sua apresentação à fiscalização aduaneira. No entanto, a regra inclui também algumas restrições. 
As compras em free shops devem respeitar limites de quantidade. Alguns podem até ser bem razoáveis, como no caso das bebidas: o comprador pode comprar até 24 garrafas. Produtos como relógio, máquinas, brinquedos, jogos ou eletrônicos podem ser comprados no máximo em três unidades. A lista completa com as limitações de quantidade podem ser encontradas também nosite da Receita. 
E tudo o que for comprado em lojas francas de outros países, entra dentro das regras para produtos comprados no exterior, portanto devem ser contabilizados dentro da cota de isenção de 500 dólares. 
Recentemente (Setembro de 2014), foram divulgadas algumas notícias sobre o fato de que aReceita Federal tem planos para fechar ainda mais o cerco em viagens internacionais. De acordo com estas informações, a Receita Federal está implantando um novo sistema para facilitar a cobrança de tributos dos passageiros que fazem viagens pro exterior para fazer compras. Segundo a matéria, “a ideia é que, na chegada de cada voo, os fiscais da aduana já tenham em mãos não apenas o nome de cada passageiro, mas também a profissão, lugares que visitou nos últimos meses e quantas vezes”. Aí eles conseguem ter chances maiores de identificar passageiros que fizeram compras acima do limite permitido, de 500 dólares por pessoa com produtos que estão na bagagem. Ainda não cheguei a uma conclusão se tal medida beneficiará pessoas como nós, que viajam apenas a passeio e fazem compras para a família. De qualquer forma, há que se tratar de mais uma invasão de privacidade, já que o Fisco vai solicitar informações que fogem de sua competência. Mas vamos esperar para ver!
Bom, depois de tanta informação, só me resta desejar a vocês boas compras e boa sorte ao voltar para casa!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

9...8...7...6...


Viver é uma contagem regressiva para o inexorável fim.
Pessimistas, otimistas e realistas têm como denominador comum esse encontro fatal e estar preparado pode significar para o pessimista uma chance de viver mais e melhor, para o otimista uma desagradável surpresa e para o realista uma coisa esperada.
Além do resultado comum há para todos a ignorância do que virá e se virá algo mais ou não depois.

5...4...3...2...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Carnaval.



Não lembro, a não ser pelas fotos, como foram meus carnavais na infância em São Paulo na Rua Pamplona, nem no Clube Palmeiras onde  me levaram e  tinha também o corso pela Avenida Atlântica em Santos onde meu pai tirava as portas traseiras do Chevrolet 1.956 para que pudéssemos entrar e sair rapidamente quando o cordão  andava.
Lembro pelas fotos, mas vejo que não adiantou ter sido fantasiado de Zorro, Arlequim ou de Superman porque meus heróis sempre foram e são mais reais, mais pé no chão, mais gente de verdade.
Na juventude, época dos dezoito aos vinte e poucos anos, ensaiei tímidos passos carnavalescos nos salões, do Tênis Clube de Vera Cruz e mais tarde no de Marília, Sempre empurrado pela molecada para ficar o mais perto possível das garotas de shorts e bustiê, pegar na mão de alguma ou colocar o braço nos seus ombros. Isso era o máximo da ousadia.
Tudo isso era feito meio  entorpecido pelo rum com Coca-Cola ou pelo wisky Old Eight que o barman despejava sobre pedras de gelo sujas, arrancadas de  barras depositadas no chão de qualquer maneira, como era usual na época. Não raro havia séria revolta estomacal na molecada, até mais de uma vez por noite.
Quando eu tinha meus trinta anos meu espírito carnavalesco esteve ainda mais recolhido na época da festa do povo e houve um tempo que eu justificava dizendo que a minha vida era um verdadeiro Carnaval  o ano inteiro.
Nesses dias de Carnaval eu montava na minha Honda  Setegalo e depois na Honda Gold Wing 1.000cc e fosse no Itararé em São Vicente ou no Castelinho  em Ipanema, meu Carnaval e de muitos motoqueiros era paquerar, colocar uma garota na garupa da moto e “arrastar” para o apê... 
Não me lembro de ter ido uma única noite num salão mas há uma lembrança generalizada de grandes noitadas.
Em toda e qualquer época para mim os desfiles das escolas de samba poderiam ser mudos e eu surdo, porque a maioria das letras não passam de um amontoado de palavras que algum inculto recolhe nuns livros e tentam, num arremedo nem sempre harmonioso, contar com suor e purpurina a  história feita de com sangue, suor e lágrimas.
Mais ainda, no Carnaval pobres de todo o gênero,  gastam boa parte do orçamento  numa fantasia tosca, para viver numas poucas horas de euforia e um ano inteiro, como diz a letra do Chico, desengano...

Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não
Quarta-feira sempre desce o pano

Esse ano meu Carnaval não vai  ser muito diferente dos últimos. Ler um pouco, escrever um pouco e refletir muito porque logo chegará a quarta-feira... e qualquer hora, desce o pano!

Miss Guarujá-Biquinis Guarujá

Miss Guarujá-Biquinis Guarujá
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