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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Antigamente a gente tomava cuba libre...


Boates passaram a ser chamadas de baladas e eu nem percebi, porque esse é o tipo de lugar, quando você entende como funciona, já chegou a hora de fazer coisa melhor.
Mas a época à qual me refiro, idos de mil novecentos e sessenta e quatro,
para nós era o máximo.
Aos dezessete anos não havia nada melhor e mais emocionante, principalmente porque era proibido.
A boate aqui era O Jogral, na Rua Augusta, onde fomos festejar os dezoito anos do amigo Luiz César Pannain.
Não tenham dúvidas que era um lugar mal frequentado e isso incluía cantores, atores e atrizes,(famosos,iniciantes,frustrados e decadentes), bêbados de todas as categorias, jovens afim de uma trepada rápida e velhos procurando putas novas.
Putas e mais putas, para atender todas as preferências e isso talvez fosse o melhor, o que a gente procurava.
A maioria de nós era imberbe e o Luiz Cezar era uma exceção com a sua barba e bigode bem cuidados que lhe davam uma aparência de mais velho e isso fazia diferença com as mais novas.
Note que nós íamos só, não tínhamos garotas para levar porque naquele tempo as namoradas nem saiam sozinhas à noite.
A bebida da moda era a cuba libre, Coca-Cola com rum e hoje eu não tomaria essa beberragem nem que me pagassem muito dinheiro mas na época a gente tomava, pagava e ainda tinha muita sorte se conseguisse gelo suficiente para diluir a porcaria tornando-a palatável, porque sem gelo qualquer purgante seria certamente melhor.
Entramos no Jogral com carteiras de estudante falsas junto com o equivalente a uns vinte reais para o porteiro.
Quem deveria fiscalizar era o Juizado de Menores e a gente identificava facilmente o cara pelo paletó surrado, bem apertado, mangas muito curtas e pela gravata fina e amassada que provavelmente passava mais tempo no bolso do que no pescoço não combinando nada com a calça jeans.
Invariavelmente o cara estava entretido com alguma puta designada pelo dono para distraí-lo e sempre havia um copo de bebida disfarçado por perto.
Anos depois, na década de oitenta, tentaram moralizar essa fiscalização e o Vito Arouca foi voluntário. Contam algumas garotas que ele era inflexível, não permitindo a entrada de menores. Alguns afirmam que ele, quando eram garotas, as levava para casa (para a dele).
Mas voltando à comemoração dos dezoito anos do Pannain, nós eramos uns seis moleques deslumbrados tentando impressionar as meninas que certamente tinha mais horas de sexo do que nós de conversa, e dá-lhe cuba-libre.
Lá pelas tantas vejo um movimento estranho, as garotas abandonando rapidamente a mesa e o Luiz Cezar com a cabeça apoiada na parede.
Vou encurtar o episódio que acabou com a festa, espantou meia boate e dá um fim cômico-melancólico nessa crônica da saudosa juventude.
O Luiz Cezar vomitou na moça!!! Ontem mesmo quando relembramos o episódio ele disse que não foi na moça, que ele havia vomitado atrás da poltrona e foi o cheiro que espantou todo mundo.
Mas há depoimentos em contrário...

Cuba libre nunca mais!




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