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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mais uma das minhas incríveis histórias dos anos 80.



Uma das grandes sacadas da comunicação de massas foram os jornais semanais de bairro.
O jornal de bairro, ou jornalismo local, é aquele que contempla uma pequena região, abordando comércios, serviços e moradores de um ou alguns bairros, assuntos que não seriam abordados pela grande mídia por falta de interesse geral.
Ronaldo Cortes não inventou o jornal de bairro mas teve a sensacional ideia de fazer vários jornais de bairro com uma base comum. Dessa maneira ele tinha algumas páginas abordando assuntos de interesse de muitos bairros, assuntos de interesse geral e de interesse estritamente local, de uma maneira suficientemente econômica que viabilizasse vários jornais de bairro com uma estrutura pequena, econômica, atraente e rentável.
Falando assim parece que o meu falecido amigo Ronaldo Côrtes foi inteligente. Não, ele foi muito mais que isso. Ele foi genial!
Eram quase duas dezenas de jornais de bairro e locais.
Uma época ele distribuiu um jornal de nome Jornal da Baixada e eu tive o prazer de colaborar com ele na redação e na distribuição do Jornal no Guarujá.
Apaixonante, trabalhosa e muito difícil a tarefa foi inviabilizada no Guarujá pela política tacanha, de um prefeito medíocre, como tantos outros que o sucederam por aqui.
Mas a incrível história que aconteceu comigo e com o Ronaldo Côrtes foi em São Vicente.
Uma das festas mais badaladas da baixada santista era a festa do Havaí no Ilha Porchat Clube de São Vicente.
Odárcio Ducci, um Paranaense de família muito rica, havia cursado faculdade de direito comigo em São Paulo, mais precisamente no Mackenzie e depois de terminar o curso originalmente de cinco anos, em oito ou nove, não desejando retornar à cidade natal, foi ficando no luxuoso apartamento da família em São Vicente.
Empreendedor, inteligente, ótimo orador, muito dinheiro no bolso e nada para fazer, ele foi eleito presidente do clube e elevou o nome do Ilha Porchat a um dos mais conhecidos, transformando os títulos de sócio em objeto do desejo de todo mundo.
Trinta anos depois, o Odárcio ainda é presidente do Ilha Porchat Clube.
Numa das edições da badalada festa, Ronaldo me convidou para ir com ele. Morávamos em São Paulo e a sua inseparável companheira, a esposa Helena Côrtes não poderia ir por algum motivo relevante. Eu como colunista do jornal, fotógrafo de tantos outros e amigão de todas as horas e de muitas viagens, fui escalado e aceitei como um presente.
Na hora marcada embarquei na impecável Mercedes Bens do Ronaldo. Munido das minhas inseparáveis Nikon F2AS e de uma garrafa de Ballantines 12 anos, de um pequeno isopor com gelo e da ressaca da noite anterior. Estava pronto para o que desse e viesse.
Eu pretendia curar a ressaca com as primeiras três ou quatro doses de uísque, antes de chegar à festa. Acontece que num determinado ponto da curta viagem, havia uma grande pedra no meio da estrada e com a neblina, o Ronaldo atropelou a tal pedra, arrancando parte do escapamento da Mercedes.
Entre conseguirmos arrancar a parte que impedia o carro de andar e prosseguirmos, passou-se uma hora de estresse, preocupação, raiva e uísque.
O Ronaldo tomou uma ou duas doses, mas eu precisei de três para acabar com a ressaca, mais duas para criar coragem de entrar debaixo do carro e umas cinco para esquentar depois do frio que passei.
Ao chegarmos ao clube tive que tomar banho e trocar de camisa, para substituir a minha bem estropiada. Eu já começava uma nova ressaca!
Ronaldo foi fazer o que tinha que ser feito, sorrindo e cumprimentando todo mundo. Liberou-me das fotos dizendo que já tinha combinado e o fotógrafo do clube iria fornecer tantas fotos quantas ele precisasse para a cobertura do jornal.
Fui dar uma volta, babei um pouco olhando as lindas mulheres com suas sensuais fantasias de havaianas, mas estava cansado e meio bêbado e fui deitar numa das confortáveis cadeiras em volta da piscina.
Preocupado em não ter roubada a máquina fotográfica, praticamente deitei em cima dela, não sem antes tirar os sapatos (novinhos em folha, ainda meio apertados, comprados no Spinelli da Rua Augusta).
Acordei às sete horas da manhã com o sol nascendo e o pessoal da limpeza arrastando cadeiras e recolhendo o lixo.
Procurei meus sapatos e não estavam ali. Haviam sido roubados. Fui procurar o Ronaldo mas não havia mais ninguém na festa.
Triste constatação. Fui largado no Ilha Porchat sem sapatos. Duro foi explicar para o cara do taxi porque eu estava só de meias, com a cara e a roupas amassadas. Tive que pagar a corrida para São Paulo antecipadamente e em dinheiro.
Quando cheguei em casa o alvoroço já estava formado. Todo mundo me procurando. Fiquei sabendo que o Ronaldo havia me procurado muito antes de sair da festa, mas que algum engraçadinho havia lhe dito que eu teria saído com o Chiquinho Ceni e quatro havaianas lindas.
Com cara de safado, ele me disse que tinha ficado puto de ter sido largado para voltar só para São Paulo, mas teria ficado feliz que eu tivesse me dado bem com a mulherada.
Ainda bem que a minha Nikon F2AS nesse dia escapou de ser roubada. Ela não teria sempre essa mesma sorte.
Saudades, muitas saudades do Ronaldo Côrtes!

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