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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Crime de Santa Maria.




Querem nos fazer acreditar que o Brasil de ontem não é o de hoje, nem será o mesmo amanhã.
Parece ter havido um mínimo de sentimento na apresentação do Jornal Nacional ao vivo em Santa Maria.
Nem poderia ser diferente,William Bonner, jornalista experiente, editor chefe do mais prestigiado jornal da televisão brasileira, esforçou-se para cumprir a ingrata obrigação de conseguir audiência, informar e não acusar nem condenar ninguém sem julgamento.
Ele apresentou uma vez mais o que todos nós já sabíamos desde as primeiras horas após a catástrofe.
A informação mais importante foi de que qualquer estabelecimento no mundo que atenda às normas da física, precisam ter no mínimo três ou quatro portas do tamanho da existente no local, isso sem ter os impedimentos que lá se viu, como seguranças impedindo a passagem e grades para organização das filas que se transformaram em verdadeiras barreiras.
Todos os que concorreram para que a casa funcionasse sem esse requisito primordial já deveriam estar preventivamente presos.
A todos os demais, que de qualquer forma concorreram para o desastre, aplique-se uma das mais importante premissas do Direito, de que a ninguém é permitido alegar a ignorância da lei.
Querem nos fazer acreditar que amanhã será diferente de ontem?
Prendam! Julguem! Condenem! Façam com que cumpram integralmente as penas.
Isso será fantástico!

245 ? Quantos mesmo?



A presumível acusação mútua de culpabilidade pela tragédia de Santa Maria chegou na costumeira indignação de primeira hora do brasileiro.
Se não é comigo ou com gente muito próxima, a indignação perde forças rapidamente, dando lugar aos afazeres diários onde a perda da vida dos outros é fato menor do que a nossa próxima ida ao teatro.
The show must go on....A vida continua....
Um palmo longe do meu cu, qualquer cu é bom.
Nem bem apagaram o incêndio da boate e já encenam assar a pizza.

245 ou mais.



Em poucos dias a tragédia de Santa Maria sairá da mídia, em poucas semanas da nossa memória e em alguns anos até da ficha criminal dos culpados.
Como sempre, os mortos vão acabar sendo inculpados pela própria má sorte e a punição vai ficar só para seus pais, irmãos e amigos.
Está bem claro para mim que a culpa é do delegado que andou dando as entrevistas, da presidenta que voltou do Chile porque não tinha nada mais interessante por lá, dos fiscais que deveriam ter lacrado a boate e de todo o nosso sistema político corrupto, que permitiu que o local funcionasse sem condições, com ou sem alvará, porque não é porque venceu que foi bom. Nunca foi bom porque não contempla as reais necessidades de segurança de um local desse tipo e para esse uso.
Houve um e só ganhador. A mídia indecente que se aproveitou descaradamente da tragédia para ganhar uns pontos no IBOPE.
Programas foram interrompidos, alguns, como o Globo Esporte da Globo, sumariamente cancelados, em nome de uma repetição ridícula, de suposições infames, perguntas cretinas, repórteres despreparados, entrevistados ávidos por aparecer diante das câmeras e uma clara vontade de sensacionalismo barato, travestido de jornalismo.
Não poderia poupar os gananciosos donos dessa e da maioria das boates do país. 
Donos de baladas, trios elétricos, casas de show e congêneres, travestidos de empresários são na verdade bandidos, do tipo mafioso, que vendem bebidas baratas a peso de ouro, algumas até mesmo falsificadas. 
Esses “empresários”, vivem de lucros rápidos e exorbitantes, por conta da sabida ganância das autoridades, que em cascata foram as principais causadoras das duzentas e quarenta e cinco, ou mais mortes.
Isso é tristemente fantástico.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.





ARTIGO 1.º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
ARTIGO 2.º
  • Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
ARTIGO 3.º
  • Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
ARTIGO 4.º
  • Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
ARTIGO 5.º
  • Ninguém será submetido à tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
ARTIGO 6.º
  • Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento em todos os lugares da sua personalidade jurídica.
ARTIGO 7.º
  • Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
ARTIGO 8.º
  • Toda a pessoa tem direito a recurso efetivo para as jurisdições nacionais competentes contra os atos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
ARTIGO 9.º
  • Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.
ARTIGO 10.º
  • Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.
ARTIGO 11.º
  • Toda a pessoa acusada de um ato delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
  • Ninguém será condenado por ações ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato delituoso foi cometido.
ARTIGO 12.º
  • Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.
ARTIGO 13.º
  • Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
  • Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.
ARTIGO 14.º
  • Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
  • Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
ARTIGO 15.º
  • Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
  • Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
ARTIGO 16.º
  • A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
  • O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
  • A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.
ARTIGO 17.º
  • Toda a pessoa, individual ou coletivamente, tem direito à propriedade.
  • Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.
ARTIGO 18.º
  • Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
ARTIGO 19.º
  • Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
ARTIGO 20.º
  • Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
  • Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
ARTIGO 21.º
  • Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direção dos negócios públicos do seu país, quer diretamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
  • Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
  • A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos; e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.
ARTIGO 22.º
  • Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
ARTIGO 23.º
  • Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego.
  • Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
  • Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de proteção social.
  • Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses.
ARTIGO 24.º
  • Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas.
ARTIGO 25.º
  • Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, 
     principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
  • A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimonio, gozam da mesma proteção social.
ARTIGO 26.º
  • Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado;  acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
  • A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
  • Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o gênero de educação a dar aos filhos.
ARTIGO 27.º
  • Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
  • Todos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.
ARTIGO 28.º
  • Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efetivo os direitos e as liberdades enunciados na presente Declaração.
ARTIGO 29.º
  • O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
  • No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
  • Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios
    das Nações Unidas.
ARTIGO 30.º
  • Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a destruir  os direitos e liberdades aqui enunciados.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O melhor do pior.


Guarujá seria, para um amigo, a melhor cidade ruim para se morar.
Concordo. Não há melhor lugar onde eu pudesse morar que não Guarujá que me adotou há 22 anos.
Em que pese todo lixo urbano e humano da cidade, olhar esse marzão lindo faz esquecer desse marasmo que os incompetentes administradores, eleitos pelos eleitores idiotas lançaram a cidade desde que cheguei.
Amiga minha montou esse ano uma loja no Guarujá e já aprendeu a reclamar da fraca temporada. É verdade, não será mais possível ganhar na temporada o dinheiro necessário para manter aberta uma loja  o ano todo.
Expliquei para a minha amiga que só tem uma coisa pior do que ter uma loja no Guarujá.
Não ter nenhuma loja.
E assim vamos, os prefeitos mentindo que trabalham, nós mentindo que acreditamos, até que a cidade se torne realmente a pior cidade do estado para se morar e ser comerciante seja pior do que morrer de fome.
Isso é fantasticamente ridículo. Mas é!

domingo, 13 de janeiro de 2013

As coisas ficam bem diferentes, quando você percebe, finalmente, que tem muito mais passado que poderá ter de futuro.

As quatro estações do ano




É no outono da vida que a gente lembra, que já se foram a primavera e o verão e que o inverno se aproxima.
Das possíveis comparações, já passamos pelas cores alegres e fortes, já deixamos as temperaturas amenas, já erramos e tivemos as nossas chances de aprender para acertar.
Agora partimos para um certo recolhimento, as feições se tornam mais sérias, mesmo que a gente não queira e tente disfarçá-las.
Cada estação tem as suas belezas, mas é importante que a gente esteja vestido de acordo e esteja sempre preparado para uma retirada rápida e estratégica.
Quando o jovem erra a gente perdoa e diz que foi um engano. Quando um velho erra a gente diz que repetir os erros é burrice.
E, a qualquer tempo, para um coração gelado pode aparecer um casaco antigo, esquecido em algum canto da memória.

sábado, 12 de janeiro de 2013

BBB...


Uma amiga do coração segue a corrente de uma parcela considerável da população brasileira que assiste o BBB, gosta e defende com unhas, dentes e algumas palavras mais fortes, esse desfile de exaltação ao culto  que cada um faz o que quer e quem não gosta do programa é só mudar de canal.
Tenho deixado de expressar a minha opinião a respeito do programa porque pode parecer falso moralismo atacar o comportamento de algumas pessoas que devem estar lá mostrando o que acham que tem de melhor.
Não vi sequer uma cena desse BBB que leva o número treze,  devo ter cedido à curiosidade de dar uma espiada em alguns momentos dos doze anteriores, quando a mídia colocou na minha cabeça que algo de novo poderia acontecer em termos de comunicação de massa.
Observado por esse prisma, comunicação de massas, não dá para ignorar esse fenômeno de audiência, que certamente quer dizer sucesso de público e tendência irrefutável pelo nivelamento da televisão por baixo, pelo mais baixo que se possa avaliar os telespectadores.
Alguns chegam a dizer que a maioria gosta desse tipo de programa , que inclui umas versões ainda piores em outros canais. Refuto veementemente, porque nunca fui consultado e o universo de telespectadores da televisão brasileira é muito maior do que o medido por qualquer instituto de verificação.Todos tendenciosos.
Certíssima minha amiga que defende o programa e aceita o comportamento dos participantes como normal.
Errado estou eu, que não sou nenhum moralista, muito pelo contrário, mas que gosto de ver cada coisa em seu lugar e que entendo, que esse tipo de exposição descontrolado, do que há de pior no caráter de algumas pessoas, seja elevado à condição de sucesso heroico que certamente desvia os mais jovens da conduta ética, dos estudos e do trabalho normal das pessoas normais que querem fazer sucesso de maneira moral.
O que se vê como “exemplo” nesse programa é a exploração da ideia de que os fins justificam os meios.
Gostar de mulher bonita e gostosa é uma coisa, a gente gosta de uma imagem, de uma foto, de uma pose e até da interpretação de uma situação imaginária.
A exposição da promiscuidade, da falta de caráter, do sucesso do grotesco, por um programa que está longe de ser real, é muita sacanagem, é enganar o povo dizendo que todo mundo é assim.
Isso não é verdade, nem é fantástico.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A vida é uma festa.




E como toda festa boa deve ser programada, organizada e ter os convidados certos.
Parafraseando livremente o poeta, quem passou pela vida em brancas nuvens e em plácido descanso adormeceu, quem nunca experimentou o êxtase interior, não aprontou, bebeu e se arrebentou, vegetou!
Foi um espectro de homem, não foi homem. Só passou pela vida, não viveu.
Quem não conheceu o inferno aqui na terra, também não sabe como pode ser o paraíso dos amores loucos, das bebedeiras insanas, das tristezas de amores, do paraíso dos beijos. Dos intensos, dos roubados, dos furtivos, dos apaixonados, dos frios e calculistas e das beijocas em geral.
A vida é sim uma festa, daquelas que vão ser lembradas pelo sucesso retumbante ou pelo fracasso.
A festa continua. O show não pode parar. Aos que participaram das minhas festas, aquele abraço.
Sigo, sem ressaca, curtindo as lembranças, as fotos e porque não, as grandes gafes.
Quando reencontro um amigo ou amiga dos velhos tempos, parece que a festa foi ontem e que ainda pode ter mais uma música, antes que o som pare, as luzes sejam desligadas, os amigos se despeçam e as portas se fechem.
Não se assuste! Nós vamos continuar essa festa. No andar de cima, a festa vai continuar!

Publiquei esse texto em 21 de janeiro de 2008. Incrível, continua atual!




AQUI NÃO!!!!

O que se viu nessa temporada de 2.008 no Guarujá, além das costumeiras queixas "demais", foi gente “de menos”.

Não posso falar que foi a metade, nem ninguém vai falar que foi o dobro. Ninguém contou! Como a lua, o que não cresce, diminui.

Eu não tenho obrigação de fazer pesquisas, contar gente, nem elaborar estatísticas.

O governo sim! Mas governante está preocupado só com a arrecadação, para não dizer que os maus governantes têm de continuamente apagar os incêndios que a oposição semeia.

Uns sérios, outros menos sérios. Mas todas graves denúncias, que levam a escândalos de todos os tipos.

Não é preciso ser oposição (eu não sou) para dizer que, mercê da incompetência das nossas sucessivas administrações, o Guarujá está cada vez mais feio. Mais feio e mais cheio de pobres. Aviso a todos que o problema não é não gostar ou não de pobre, o problema é que eu, nem ninguém, gosta de ser pobre.

Minto, político gosta de pobre, porque pobre está sempre precisando de favor e esmola e pronto para vender barato seu voto desqualificado.

Mas o Guarujá está ficando pobre.

Os comerciantes do Guarujá estão ficando pobres.
E comerciante do Guarujá é pior que pobre. Nem favor ou socorro sabe pedir.
Ricas estão ficando as grandes redes como as Casas Bahia, os Supermercados da Rede Pão de Açúcar, as redes de farmácia.
Esses ganham o dinheiro aqui e levam de helicóptero e jatinho o lucro para Trancoso.

Não há mais açougues, padarias, papelarias e outros pequenos comércios que sustentaram as famílias que fizeram o Guarujá.

Li recentemente mais um desabafo dos poucos que chegam à imprensa, de um comerciante que ainda tem um fio de voz para reclamar da concorrência desleal dos shoppings de verão e da vergonha que é o loteamento das praias e das praças.

Dizia ele que a Associação Comercial do Guarujá deveria lutar pelos comerciantes radicados na cidade. Para quem não sabe, Guarujá tem uma Associação Comercial, mas desafio que ela mostre as reclamações que faz aos poderes constituídos a favor de seus associados.

O título “Aqui não!” é ideia antiga de que os problemas sociais devem, sim, ser discutidos.

Mas não na avenida da praia, não expondo os pobres de todas as demais cidades desfilando na outrora Pérola, na passarela da cidade.

Todas as reivindicações de comerciantes, turistas, veranistas e moradores são respondidos com desculpas de problemas crônicos da nossa economia e problemas sociais.

Esses problemas estão levando nossa cidade a ser a passarela dos pobres, sem teto e abandonados.
Pelo amor de Deus! Na avenida da praia?

Aqui não!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O prestígio de um lugar é como a lua. Quando não cresce, necessariamente diminui.





Só posso falar do Guarujá a partir de 1.970, ano em que comecei a frequentar a cidade como turista de um dia, já que o apartamento da família era em Santos.
Tenho amigos que conheceram a cidade bem antes disso e a alegria daquelas lembranças contrasta com a tristeza de ver a cidade no estado em que se encontra. Alegrias e tristezas maiores que as minhas.
A única ligação da Ilha de Santo Amaro era a balsa e fazendo aquele trajeto sacolejante, de ida e volta, em cima de uma Honda 750 cc. eu me sentia um desbravador.
Andávamos sempre em pequenos grupos de quatro ou cinco, acompanhados de garotas que pretendiam demonstrar sua parte de rebeldia acompanhando os raros e tresloucados motociclistas.
Os motoqueiros eram tão poucos e quase sempres as mais bonitas já tinham namorado com quase todos.
Com exíguos biquínis de cortininha, aqueles que podiam ficar maiores ou menores, de acordo com a ocasião, elas quase sempre prometiam mais do que acabavam dando.
Em ambos os lados a Avenida Adhemar de Barros existiam grandes terrenos vazios e ao chegar à Praia de Pitangueiras a gente tinha a impressão de que se ali não fosse o paraíso era o mais próximo que se poderia chegar.
Mas não parávamos em Pitangueiras porque ali era grande a vigilância dos pais sobre as garotas que pegavam praia em frente aos seus prédios.Seus biquínis eram pequenos mas a vigilância dos pais era feroz.
Nosso destino era a Praia de Pernambuco. 
Lá, as garotas santistas mais ousadas fugiam das areias escuras da praia de Itararé, José Menino e Gonzaga e depois de duas ou três caipirinhas especiais do Hotel Jequiti elas estavam sempre dispostas a montar nas motos sem discutir qual seria o destino.Ninguém falava em poluição, praia imprópria ou camisinha. 
Nessa época pré-aids o que contava eram as pílulas anticoncepcionais e o risco de uma visita a uma das clínicas clandestinas de aborto que todo mundo conhecia, sendo a mais famosa delas na Rua João Moura em São Paulo, propriedade de um médico perito criminal da polícia. Guarujá era um sonho para nós. 
Ninguém tinha apartamento por aqui, nós nos contentávamos em passar o dia e voltar a Santos para as noitadas no Clube da Orla, no Ilha Porchat, no Juá ou simplesmente trocando de garotas sempre que possível.
Nessa época o Hotel Casa Grande era o lugar mais badalado para se hospedar. Quando eu desejava impressionar alguma garota mais difícil, convidá-la para o fim de semana no Casa Grande era a última tentativa, a palavra-chave, a certeza de não errar.
Quarenta anos se passaram e o glamour que todos nós conhecemos transformou-se num amontoado de lixo em cada porta, um bando de moleques pedindo esmolas em cada esquina, praias impróprias e favelas.
Muitas favelas e muita bandidagem. 
Tomaram conta de tal maneira da cidade que fizeram dos prédios verdadeiras gaiolas com grades. 
As grandes casas da Enseada e do jardim Virgínia colocaram muros altos nas suas portas o que não impediu que perdessem muito do seu valor, porque para entrar ou sair desses muros, não há sistema de segurança que impeça roubos e mortes.
Em um ou outro condomínio fechado há a aparência de segurança.
A peso de ouro empresas privadas prometem o que nem sempre conseguem garantir.
Ainda é possível ver de vez em quando, carros lindos e caros, motos potentes, e gente bonita.
Alguns ainda mantém a esperança de que a cidade possa se recuperar de quarenta anos de maus tratos e voltar a ter glamour.
Eu não.

O Hotel Casa Grande, o Shopping de Verão e o final melancólico das coisa que não são tratadas com a devida seriedade.



Quem passar pelo Shopping do Hotel Casa Grande poderá ver os estragos que a má fama do Guarujá fez e a cara de derrotados dos que arriscaram a apostar que um belo passado resistisse às más administrações que transformaram a cidade em cemitério de empreendimentos.
O fracasso do Shopping do Casa Grande será um dos muitos da temporada.
Aberto por volta de 1.999 sob o comando de João Dória Jr. o Shopping de verão levou milhares de pessoas para visitar e comprar artigos de qualidade a preços considerados accessíveis, por quem está acostumado a comprar artigos de qualidade e de grifes famosas.
João Dória abandonou o empreendimento dois ou três anos depois e dedicou-se a coisas sérias, de qualidade, com gente que está acostumada a apostar e fazer sucesso sendo sério, condição fundamental para o futuro de qualquer empreendimento.
Ano após ano o número de visitantes diminuiu drasticamente e eu duvidava que eles conseguissem alugar todos os espaços esse ano.
Acertei, há várias lojas fechadas emprestando uma aparência ainda mais lúgubre ao local.
Nos últimos três dias tive o cuidado de ir até lá para constatar que a chuva que inunda as ruas da cidade já afogou os lojistas incautos que se arriscaram a montar lojas e esperar polpudo faturamento, para poder pagar um aluguel que deve estar próximo dos quarenta mil reais pela temporada de quarenta e poucos dias que pretende ficar aberto.
O Shopping do Hotel Casa Grande foi criado para ser assunto que justificasse a mídia em torno de marcas famosas. João fez uma mídia monumental em torno do fato, levou nomes conhecidíssimos dos famosos de todas as áreas e todo mundo ganhou muito com isso, especialmente o Guarujá.
Hoje não há mais marcas famosas no Shopping do Casa Grande e seu movimento está muito aquém do esperado, certamente muito menor do que o famigerado Russi, o Village, a Rua Argentina que vendem artigos de qualidade menor e procedências duvidáveis.
Isso não quer dizer que esses shoppings consigam atingir seus objetivos e falarei disso antes do término da temporada.
Já faz alguns anos que a “inteligência” do Guarujá deixou de alardear o sucesso das temporadas. Agora se preocupa em não deixar que as notícias muito ruins apareçam na imprensa local.

Isso é Fantástico!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pudor




Pudor é uma reação emocional pela qual uma pessoa tende a proteger a sua intimidade e a sentir vergonha do que possa invadi-la ou comprometê-la.
Sinônimo de recato, pudicícia, o constrangimento e o mal estar que essa vergonha suscita está intimamente ligado ao padrão cultural em que tal reação se cristaliza.
Dessa maneira, o pudor é subjetivo e sua evidencia pode ser avaliada pelo meio onde o indivíduo vive, pelas suas atitudes sociais no relacionamento com as pessoas e pelas atitudes e riscos que corre ao se expor ou não.
É possível dizer que os indivíduos tenham diversidade de pudor de acordo com a criação e de acordo com o lugar e situação em que se encontram.
O traje usado nas regiões mais quentes costuma ser mais exíguo, tendendo a expor mais o corpo e diminuir o pudor das pessoas pela exposição.
Tenho notado nas fotos publicadas na internet, especialmente no Facebook onde transito mais, que as roupas usadas pela maioria das garotas nas baladas é bem mais curta e decotada do que as que elas usam no dia a dia para trabalhar ou mesmo para ir ás compras.
Seria possível distinguir o pudor pela exposição do corpo em lugares diversos como a praia ou a igreja? Acredito que sim. O uso de cada tipo de roupa está intimamente ligado ao local onde ela é usada e é difícil falar  em falta de pudor pelo uso de biquínis e sungas nas praias.
E o que dizer quando as fotos tiradas nas praias e nas baladas ou mesmo em trabalhos que exigem o uso de tais roupas, são utilizadas por terceiros de maneira imprópria, que delas se apropriam, postando textos pejorativos, mentirosos e constrangedores?
Uma coisa deve ser dita. O crime está no uso indevido das imagens e não pode ser imputado a quem produziu e as utilizou legitimamente no tempo e no espaço. 
Isso quer dizer, que as imagens publicadas e veiculadas na internet por meio de autorização ou contrato ficam de domínio público para visualização nos veículos que foram publicadas, não sendo exigível do contratante que retire das peças publicitárias originais, nem que seja responsabilizado pelo uso indevido ou criminoso por terceiros ainda que findo o prazo do contrato.
E mais, o pudor ainda que subjetivo, deve ser analisado sempre à luz do comportamento das pessoas, sendo difícil creditar pudor de quem não tem ou não teve pudor. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

E se nós tivermos mesmo, que pagar os nossos pecados?



Blá...blá...blá... todo dia e toda hora a gente fica escutando, e se não escuta lembra, que não devemos guardar rancor, mágoa, raiva e outros sentimentos considerados menores, nos nossos corações, porque isso só faz mal para nós mesmos.
Concordo mas discordo.
Como não sentir raiva, para não dizer ódio de algumas pessoas que insistem em ser ridiculamente grotescas, incivilizada, mal educadas, porcas e adjetivos outros que me remetem ao arrependimento de ter vontade de matá-los a pauladas.
Em alguns dias parece que as pessoas colocam tudo que há de ruim dentro delas à exposição pública e para agredir física e moralmente nós, eu, você, que temos a infelicidade de sermos obrigados a aceitar, compulsoriamente, no convívio, pessoas que buzinam freneticamente, atiram lixo pela janela dos carros, colocam o som tão alto que fica até difícil identificar a musica e com latas de cerveja na mão olham para a sua cara como se você fosse um alienígena atropelado atrapalhando seus caminhos.
Para afastar rapidamente esses pensamentos e consequentemente escrever pouco, fico pensando se um dia nós vamos mesmo ter que pagar os nossos pecados.
Se isso acontecer, certamente não serei obrigado a frequentar o mesmo inferno que esses filhos da puta.

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