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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Minha mãe.



Um texto não precisa exaurir uma ideia, assim como uma iguaria não precisa matar a fome.
A morte é o fim e pode ser também o começo, a religião não foi feita para ser entendida, devemos aprender a ler os sinais do Criador para acreditar que não estamos aqui por acaso.
Depois disso, dá para escrever essas linhas sem a preocupação de que mais de noventa anos de vida possam ser resumidos em algumas palavras.
Minha mãe partiu!
Apesar do triste e doloroso último ano, ela não tinha nenhuma doença e não queria morrer. O brilho nos olhos durou até o último suspiro e espero que ela já tenha encontrado aqueles a quem amou e de quem teve as melhores lembranças.
Muitos vivem, alguns deixam um legado e a saudade é personalíssima, podendo ser dolorosa para uns e gostosa para outros.
O legado deixado pela minha mãe vive dentro de mim como sempre viveu. Sou capaz de lembrar-me dela desde os meus cinco anos de idade, me acompanhando nas lições do colégio, com muito rigor e com doçura.
Lembro-me dela por toda a vida deixando de lado a sua para acompanhar a minha. Lembro-me do seu desespero quando na rebeldia dos meus vinte anos, ameacei deixar a escola e ela me convenceu a continuar.
Lembro-me da mãe guerreira que cuidou da casa sozinha e ainda trabalhou, dando aulas particulares de piano na casa dos alunos, poupando-os do trajeto que ela fazia sem reclamar.
Lembro-me da sua alegria de encontrar um novo companheiro, com quem viajou todo o mundo por várias vezes e de quem falava sempre com muito carinho em vida e depois que ele partiu.
Lembro agora e sempre lembrarei, que a parte boa de quem sou veio dela.
Não estou triste. Com a convicção que ela tinha que ao partir reencontraria seus queridos, breve estaremos juntos novamente.

2 comentários:

Kimie Oku disse...

Marinho Guzman, li um texto seu sobre Antonio Perez e achei muito interessante. Andei escrevendo sobre pessoas que ajudaram a construir Mirandópolis, e sobre a Comercial Perez, que marcou época na era do café. Criamos (um amigo e eu) um blog para contar a História de Mirandópolis através de fotos (fotoshistoricasmirandopolis.blogspot.com). Tudo isso para montar um acervo sobre a brava gente que construiu essa pequena cidade. Pedi para a sra. Ednea Pérez Godino autorização para publicar o texto no Diário de Fato, jornal local e ela através do Waldir me encaminhou a você. O texto é seu? Você teria mais fotos do senhor Antonio Perez?
Você autorizaria a publicação no jornal e no meu blog (cronicasdekimie.blogspot.com)? Qualquer que seja sua decisão acatarei com respeito.kimie oku

Marinho Guzman disse...

Antonio Perez foi meu avô e pelo texto vc viu meu apreço por esse imigrante que ajudou de fato não consegui identificar seu e-mail para postar a autorização mas será sem dúvida uma honra.Marinho Guzman

Miss Guarujá-Biquinis Guarujá

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