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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ney H. o clandestino


Tenho lido que vivemos anos muito loucos.
Para mim os anos loucos foram os do finalzinho da década de 60, as décadas de 70 e 80.
A Rua Augusta era nessa época o lugar mais badalado e era para lá que todo mundo ia, era de lá todo mundo saía para “acontecer”.
A glória da rua era na  verdade, muito mais antiga    que isso e nós aproveitávamos aquela fama.
Todos os nossos pequenos crimes foram cometidos nessa época em nome da juventude, da revolta dos pleibóisinhos e da liberalização e da modernidade que chegou aqui um pouco mais tarde do que nos Estados Unidos e na Europa.
Foi nessa época que surgiram no Brasil as motos japonesas de grande cilindrada às quais nós, da classe média, podíamos ter acesso. É dessa turma, e dessa rua que surgiu essa história.
Não dá para fazer agora um tratado da época mas a chegada e popularização dos cruzeiros marítimos foi por aí.
Deve ter sido por volta de 1.975 que o navio Eugenio C estava atracado em Santos e ia a  Salvador no Carnaval.
É provável que tenha sido o Mendel B. quem organizou, se é que se podia organizar um bando de uns 40 motoqueiros daquele naipe para fazer a tal viagem.
Só para essa viagem posso escrever muitas outras crônicas. Assim espero.
Três ou quatro fatos marcaram mais a minha memória:
1.   O Ney H. foi de clandestino;
2.   Tive que ficar uns dois dias escondido na cabine porque ofendi o Capitão;
3.   O Mendel alugou um ônibus para irmos ao Hipopótamus de Salvador de onde nós todos saímos sem pagar a conta;
4.   Desde a saída do navio a turma afixava uma faixa com o número das nossas cabines e um convite às garotas para que fossem conhecê-las.
Pois é o Ney foi e conseguiu voltar como clandestino. Esgueirando-se da tripulação, comendo e dormindo cada dia numa das cabines, vivendo uma das suas muitas aventuras memoráveis, o Ney perpetrou esse pequeno crime e nós outros tantos, entre furtar todas as bebidas dos bares e invadir várias vezes os banheiros femininos.
Naquela época as cabines mais baratas não tinham banheiros privativos. Por obra do destino, justamente nelas viajava um grupo de jovens argentinas que nos chamavam de “brasilianos macacos” e nós em troca pregávamos-lhes as nossas inquietas bananas.
O Ney sempre foi mesmo um figuraça. Alguns anos depois soube que ele foi de carona com um amigo buscar um helicóptero em Miami. O aparelho caiu mas o Ney saiu ileso. Voltou para contar a história e continua por aí. De vez em quando aparece no meu Facebook e eu lembro da sua aventura como clandestino numa memorável aventura daquela turma, naquela época.

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