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sábado, 12 de maio de 2012

Meu avô, minha mãe e a minha mão.

Ruth a minha mãe!




O meu avô.

Quando falava do caráter e da criação das pessoas, meu avô, Antonio  Perez, dizia:- Cinco irmãos, cada um diferente do outro, como os cinco dedos que eu tenho na minha mão.
E espalmava a mão calejada, com os dedos tortos,  pela vida nada fácil de imigrante espanhol analfabeto, cujo primeiro trabalho foi ser carvoeiro.
Calcado em esforço inimaginável hoje em dia, de imigrante pobre, analfabeto e que desembarcou sozinho no Porto de Santos já nem sei em que ano, ele venceu.
E vencer significou criar muito e muitos, e deixar essa lembrança que tenho agora.
Se o meu avô criou muitos múltiplos de cinco, cada um diferente do outro, a história se encarregou de dizer quem aproveitou mais ou menos as suas lições de vida.
Alguns como eu que conviveram bastante, certamente aprenderam mais.
Nem todos aproveitaram as lições.
Mas assim como os cinco dedos da mão são diferentes, irmãos  não tem nem a mesma aparência, nem o mesmo caráter.
E o meu caráter foi moldado pelo imigrante espanhol pobre e analfabeto mas doutor em viver, conviver e sobreviver honestamente.

A minha mãe.

Minha mãe tem hoje noventa e um anos.
Ela me criou com amor e chinelo. O chinelo ficava muito mais nos seus pés do que na minha bunda, porque ela sempre foi inteligente, paciente e amorosa.
Tenho quase certeza de que eu apanhei mais do que meu irmão porque eu era o mais velho e tenho certeza de que ela me preparava para a vida como não conseguiu fazer por muito tempo porque já naquela época as coisas mudaram e as crianças passaram a ter os direitos que acabaram com a possibilidade de serem criados e não mal criados.
Minha mãe foi a segunda fonte e a mais importante na minha criação, me transformando no homem que sou ou pelo menos na parte boa do homem que sou.
Viva, vivíssima minha mãe tem hoje 91 anos.
Bem ou mal eu festejei cada dia das mães, com um pensamento só. Minha mãe foi e é a melhor mãe que alguém possa ter tido. Não há reparo. Não há senão. Não há o que foi feito, o que deveria ter sido feito ou o que não foi feito.
Fica aqui a minha homenagem à minha mãe. Não a que eu gostaria de fazer ou a que ela merece.
Só a que eu posso fazer.

A minha mão

Cada vez que olho para a minha família eu lembro dos cinco dedos que o meu avô falava. Cinco pessoas tão diferentes, como os cinco dedos de uma mão.
Mas ainda a minha mão.

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