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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Por que os médicos nunca nos atendem na hora?

Quando você tem consulta marcada com seu médico, faz bem em preparar o espírito para passar um bom tempo lendo revistas velhas, enquanto aguarda para ser atendido. E seu médico sabe disso, mas dificilmente lhe atenderá na hora, porque ele ganha dinheiro lhe fazendo esperar. Não é acidental que todos eles disponham de uma área a que chamam, não sem ironia, de sala de espera.
A razão para isso é econômica. Como as consultas têm duração variável, o médico não tem como saber antecipadamente quanto tempo gastará com cada paciente. Para que o paciente não precisasse esperar, o médico teria de agendar consultas espaçadas, reservando tempo suficiente em cada uma para que pudesse tratar com calma mesmo dos casos mais demorados. A conseqüência disso seria que o médico passaria a esperar pelo paciente, realizando menos consultas diárias e, claro, recebendo menos honorários.
Uma alternativa seria aumentar o preço da consulta, o que não se faz porque a) vários dos pacientes “particulares” procurariam outro médico e b) os planos de saúde não pagariam o custo mais alto pelo atendimento de seus segurados.
Outra alternativa, que o médico adota para maximizar sua renda, é reduzir ao mínimo possível seu tempo ocioso, usando a duração média das consultas como intervalo padrão entre os agendamentos, em lugar de usar a maior duração esperada e ter certeza de que atenderá a todos na hora marcada.
Em suma: o médico ganha mais dinheiro gastando o nosso tempo para economizar o dele!

ESTATÍSTICA DO DIA Estudo revela que depois de fazerem amor, 10% dos homens voltam-se para o lado direito, 10% para o lado esquerdo e os outros 80% voltam para Casa!”


ESTATÍSTICA DO DIA

Estudo revela que depois de fazerem amor, 10% dos homens voltam-se para o lado direito, 10% para o lado esquerdo e os outros 80% voltam   para Casa!”

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DENÚNCIAS NA INTERNET – Blogs incomodam e causam discussão polêmica.Diante de todas essas constatações e opiniões contundentes de tantos especialistas no assunto, não adianta esperpernear, reclamar. As redes sociais (em especial os blogs) chegaram para ficar, como a última e definitiva força sustentadora (ainda mais poderosa que a legislação) da liberdade de expressão, de imprensa e de pensamento, por mais medíocre que ele seja



Não aceitar as redes sociais como ambiente de discussão é o mesmo que ser contra a livre expressão
O surgimento das redes sociais (Orkut, Myspace, blogs, Facebook, Twitter, dentre outros, além dos mais recentes Ning e Google Friend Connect) pode ser considerado um marco na história da humanidade, assim como foi o da própria internet
 Hoje, não se consegue mais imaginar o mundo sem internet e, consequentemente, sem as redes sociais, que permitem, acima de tudo, a discussão de assuntos relevantes da maneira mais democrática possível. O Egito é o exemplo atual do caos sem conexão, em estar offline.
O blog se destaca no mundo inteiro e vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Segundo Beto Tercette, no texto “O surgimento dos blogs e sua importância”, os blogs passaram de simples diários virtuais, onde as pessoas postavam informações constantes sobre suas vidas, para ferramentas indispensáveis para quem deseja construir uma boa reputação na internet. “São importantíssimos para você que gosta de escrever e acredita que seu conteúdo possa ser relevante para a comunidade que lê sobre o seu assunto”, afirma.
O uso político das redes sociais no Brasil, no entanto, vem sendo questionado, desde quando começou a incomodar, principalmente a quem tem muito a esconder, principalmente os políticos com processos na Justiça, acusados de vários crimes, principalmente os eleitorais. No ano passado, choveu de ações nos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra jornalistas que denunciavam os crimes eleitorais em seus blogs e no Twitter. O FatoReal é um exemplo disso.
Criado no início de 2008 para servir de ferramenta de compartilhamento de idéias e pensamentos a respeito de variados assuntos, o FatoReal alcançou seu pico de audiência durante as eleições do ano passado, chagando à marca de 2.547 acessos no dia 28 de outubro, tendo mantido uma média diária de 2.000 acessos durante toda o processo eleitoral.
Os processos na Justiça Eleitoral também se avolumaram, à medida em que o blog publicava mais denúncias de cometimento de crimes eleitorais no Estado de Roraima. Somente nos meses de setembro de outubro, o blog publicou 150 textos denunciando crimes eleitorais. Entretanto, a cada texto publicado e a cada ação na Justiça, mais crescia a audiência do blog.
Mas a perseguição ainda não cessou. O espírito censurador ainda paira sobre Roraima. Veja o que disse nesta quarta-feira (2) o secretário de Estado da Comunicação de Roraima, Rui Figueiredo, no Facebook: “Criou-se uma onda de blogs oportunistas impressionante. Sem futuro, haja vista a falta de credibilidade de quem os assina. São figuras que usam o espaço na internet para defender os seus interesses e para fazer ataques muitas vezes pessoais a políticos com mandato. A crítica é válida, mas deve ser feita de forma ética.”
Não é de se estranhar tal posição de Rui Figueiredo, embora enquanto assessor direto de um chefe de Estado ele precisasse ser mais ponderado, mais cauteloso no que defende, para não ser confundido entre aqueles que tentam cercear a liberdade de expressão e estão a anos-luz da realidade atual, enclausurados ainda na era em que jornalistas eram presos e torturados devido suas posições contrárias aos detentores do poder.
Quando se diz (ou se escreve) algo impensado, especialmente em uma rede social, a resposta é imediata. Sâmara Noronha Ismael entrou na discussão. “Liberdade de expressão, concordo em parte, uma vez que os jornais geralmente são partidários. Eu não tenho preferências políticas, ainda mais ai em Boa Vista. Mas, sendo sincera, quem não gosta de falar mal de político? Eu adoro.”
O jornalista e advogado J. R. Rodrigues, uma das vítimas das tentativas de cercear a imprensa em Roraima, saiu em defesa dos blogs. “Em alguns casos os blogs são as únicas coisas verdadeiras, as únicas formas de divulgar algo, de criticar algo, principalmente em casos como Roraima, onde a mídia é amordaçada para mais ou para menos. Talvez o lugar do mundo onde a mídia seja mais mal utilizada. A imprensa de Roraima, com raras exceções, nunca poderia ser chamada de imprensa. São palanques eletrônicos que servem aos interesses de seus donos ou dos donos de seus donos”, disse.
Para J. R., a cultura da bajução não é privilégio apenas do Brasil. “O caos que esta reinando em alguns países, como Jordânia, Egito e Tunísia se dá, dentre outros motivos, porque a imprensa não funciona como imprensa e sim como centro oficial bem pago de bajulação. Em outros casos, típicos de Roraima, a imprensa é usada para os donos dos meios e os donos dos donos atacarem seus opositores, exatamente como ocorre em regimes totalitários. Mas não há regime totalitário que não sucumba à força do povo quando este quer”, afirmou.
Ainda na opinião de J. R., com uma imprensa censurada perde toda a sociedade. “A imprensa de Roraima foi um lindo sonho. Hoje não passa de um pesadelo. Mas isso depende do papel de cada um. Com um governo repressor, perseguidor, a imprensa mingua e a sociedade perde. Com liberdade as coisas se consertam. Hoje o grito de socorro esta entalado. Não fossem alguns blogs, moraríamos NUMA FALSA SUÉCIA”, disse.
Reconhecimento público e a evolução inquestionável

Em agosto do ano passado, o TSE se posicionou de forma bastante contundente quando à importância dos blogs no contexto político, ao manter decisão do ministro Henrique Neves, que rejeitou pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para aplicar multa por propaganda eleitoral antecipada contra o autor de um blog favorável ao presidente Lula, José Augusto Aguiar Duarte, e a Google Brasil Internet, provedora da página. “[As informações postadas no blog] representam a livre expressão do pensamento e a liberdade de imprensa, garantidas pela Constituição Federal”, disse o ministro na ocasião.
O mesmo entendimento do TSE também foi mantido no TRE-RR quanto à importância dos blogs na discussão política.”(…) É cediço que nossa Carta Magna no art. 5º, incisos IX e XIV guarda o princípio da liberdade de informação e opinião. Ainda, que a internet é hoje o principal meio de propagação e manifestação de pensamento. (…) Aquele que exerce o poder, pela própria natureza de suas funções está sujeito à criticas, pode-se considerar como um dos ônus do cargo exercido”, disse a juíza auxiliar eleitoral Tânia Vasconcelos, em 13 de setembro de 2010, ao julgar improcedente a Representação Eleitral (RP) nº 1396-18, movida pelo governador Anchieta Júnior, o PSDB e a coligação União por Roraima contra o FatoReal e seu idealizador.
Nas mãos de jornalistas experientes, as redes sociais se tornaram uma verdadeira ameaça para esses políticos, que não admitem perder seus postos e lutam com todas as suas armas (leia-se as máquinas públicas governamentais) para combater em uma luta perdida. Não tem mais volta. As redes sociais deixaram de ser virtuais e hoje são mais do que reais: fazem parte da vida política e cultural da população mundial. Quem não tem Facebook, ou Twitter hoje é considerado uma pessoa alienada, off, escluída do processo evolutivo, fora do contexto social mundial.
Na contramão dos políticos (e seus assessores e puxa-sacos) do contra, os mais “descolados” aproveitaram essa febre das redes sociais para promover seu nome e fazer uma campanha mais abrangente nas últimas eleições, saindo da mesmice dos comícios, bandeiradas nos cruzamentos de grandes avenidas e visitas domiciliares.
Para o jornalista e especialista em marketing político, Gaudêncio Torquato, as redes sociais podem mudar a cultura de participação dos brasileiros no processo político. “Agora, existe a opinião pública virtual, que é muito influenciada pelo que circula na internet. Nunca se viu tanta propagação de mensagens de interesse político na internet: se acontece um escândalo, uma votação polêmica em Brasília, imediatamente as pessoas começam a se manifestar nos blogs e twitters”, observa.
Outro defensor das ferramentas da internet como ferramenta jornalística é o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) que, em recente comentário em matéria no FatoReal, disse ser válido o uso de todos os meios para fazer chegar até as autoridades competentes as denúncias sobre corrupção. “Temos que colocar na internet, pelos diversos meios, todas as denúncias contra a corrupção e solicitar providências do MPF, PF, TCE e da Justiça, além da imprensa. Não podemos deixar que eles ganhem tempo, façam seus crimes caírem no esquecimento e, no final, não sejam punidos”, enfatizou.
O uso cada vez mais constante dos blogs por jornalistas e políticos é o tema do artigo “Blogs de política, blogs de políticos e a influência na cobertura jornalística”, de Juliano Borges, doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).
“Os blogs trazem modificações importantes no que diz respeito ao grau de autonomia e de interação entre os campos da política e do jornalismo. Por um lado, eles oferecem ao jornalista a possibilidade de maior liberdade editorial, funcionando, no interior do campo, como meio de autonomização capaz de permitir notícias, comentários, análises, críticas e furos jornalísticos marcados por alto grau de individuação. (…) Por outro lado, no entanto, o funcionamento horizontal da rede garante o mesmo instrumento de comunicação a outros atores, inclusive fora do jornalismo, podendo anular, em parte, o efeito distintivo proporcionado pelos blogs aos ‘profissionais da comunicação’”, afirma.
Segundo o site br.br101.org, um estudo preliminar divulgado recentemente pelo Pew Internet & American Life Project, em parceria com a Buzzmetrics, dá uma abordagem interessante sobre a influências dos blogs políticos (A-list) nas eleições 2004 nos EUA. A pesquisa compara o buzz (um monte de gente falando da mesma coisa) gerado pelos blogs com fóruns, chats, a mídia tradicional e as mensagens oficiais de democratas e republicanos.
“A blogosfera é, claramente, uma grande adição para o discurso nacional. Mas precisamos ser cautelosos no que diz respeito ao poder de determinada blogueiros políticos. Esse poder aumenta e diminui consoante o tipo de informação disponível, o comportamento de outras vozes do público e a tendência de formas e formatos de internet a evoluir de uma forma muito curto espaço de tempo”, disse o Dr. Michael Cornfield, consultor sênior de pesquisa do Pew Internet & American Life Project.
Hoje, no mundo, são mais de 147 milhões de blogs e mais de 52 mil foram criados nas últimas 24 horas, segundo o BlogPulse. Daniel Sayon informa, em seu artigo “A Evolução das Redes Sociais e a Publicidade”, que uma pesquisa realizada através do instituo de pesquisa IBOPE/NETRATINGS o “impacto” da publicidade em redes sociais é 500 vezes maior do que em outras mídias, o que demanda cautela na hora de elaborar  a campanha, pois uma rede social é acima de tudo um fator influenciador e seus membros são formadores de opinião. “Não sabemos o futuro da sociedade, mas o futuro da comunicação, sem dúvida esta nas redes sociais!”, assegura.
“O estudo da Pew e BuzzMetrics multi-canal sobre esse período marcante na política americana é o primeiro de seu tipo, e está ajudando a construir um novo quadro para a compreensão do zumbido e seu impacto sobre a sociedade subjacente”, disse Jonathan Carson, presidente e CEO da BuzzMetrics. “Com a fragmentação social e de mídia, bem como o rápido crescimento das redes digitais, devemos nos perguntar qual o impacto que está sendo feita em instituições sociais como a política, mídia e nossa agenda nacional. Esperamos que nossos resultados irão alimentar o debate e gerar uma análise mais aprofundada para compreender melhor esses fenômenos recém-observável. ”

Diante de todas essas constatações e opiniões contundentes de tantos especialistas no assunto, não adianta esperpernear, reclamar. As redes sociais (em especial os blogs) chegaram para ficar, como a última e definitiva força  sustentadora (ainda mais poderosa que a legislação) da liberdade de expressão, de imprensa e de pensamento, por mais medíocre que ele seja.
WIRISMAR RAMOS – da Redação (e-mail: wirismar@gmail.com)

Vencer a inveja e a maldade

É prudente desprezar a inveja, mas a indiferença não vale o mesmo que a gentileza. 

Não há aplausos suficientes para quem fala bem daquele que fala mal.

 Não há vingança mais nobre que vencer a inveja com méritos e qualidades. Cada sucesso aumenta o tormento do invejoso. Para o rival a glória do outro é um inferno. 

Este é o maior castigo: fazer da sua felicidade um veneno para o adversário.

O invejoso não morre uma vez só, mas tantas quanto o invejado for aplaudido.
A eternidade da fama de um compete com a dor do outro: os dois são imortais, aquele nas suas glórias e este nas suas penas.
O clarim da fama soa para anunciar a imortalidade de um e divulga a morte do outro, condenando-o à forca da inveja.


Baltasar Gracián

Monique Perez é uma das garotas Chiquita Bacana-Biquinis Guarujá


Nossa Loja Virtual www.biquinis.tv

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A palavra entusiasmo vem do grego e significa ter um DEUS dentro de si. Os gregos eram panteístas, isto é, acreditavam em vários deuses.

  • A pessoa ENTUSIASMADA era aquela possuída por um dos deuses e por causa disso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse ENTUSIASMADO por Ceres (Deusa da Agricultura) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita e assim por diante. Segundo os gregos, só as pessoas ENTUSIASMADAS eram capazes de vencer desafios do cotidiano.
  • Era preciso, portanto, ENTUSIASMAR-SE. Assim, o ENTUSIASMO é diferente do otimismo. Otimismo significa acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez, até torcer para que dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo.
  • No mundo de hoje, é preciso SER ENTUSIASMADO.
  • A pessoa entusiasmada é aquela que ACREDITA NA SUA CAPACIDADE DE TRANSFORMAR AS COISAS, DE FAZER DAR CERTO.
  • Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade.
  • E só há uma maneira para ser entusiasmado.
  • É AGIR ENTUSIASTICAMENTE
  • Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma, pois sempre teremos razões para não nos entusiasmarmos.
  • Não é o sucesso que traz o entusiasmo,
  • É O ENTUSIASMO QUE TRAZ O SUCESSO.
  • Conheço pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma.
  • O ENTUSIASMO É QUE TRAZ A NOVA VISÃO DA VIDA.
  • Nesta semana que termina/inicia, gostaria de perguntar a você, como vai o seu entusiasmo. Como vai o seu entusiasmo pelo Brasil, pela sua empresa, pelo seu emprego, pela sua família, pelos seus filhos, pelo sucesso de seus amigos?
  • Se você é daqueles que acha impossível entusiasmar-se com as condições atuais, acredite – jamais sairá dessa situação. É preciso acreditar em você. Acreditar na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade.
  • Deixe de lado todo o seu negativismo. Deixe de lado o ceticismo. Abandone a descrença e seja entusiasmado pela sua vida e principalmente entusiasmado com você.
  • VOCÊ VERÁ A DIFERENÇA.

Texto da internet sem identificação de autoria

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Redes sociais como ferramenta de protesto

Arma de mudança? 

  1. Muita gente vem incensando as mídias sociais como elementos revolucionários fundamentais nas rebeliões que vêm ocorrendo no norte da África. Claro que o uso de Twitter e Facebook ajuda nas mobilizações e na divulgação das reivindicações de grupos rebeldes, mas também parece evidente que o papel deles vem sendo exagerado por alguns setores.
  2. Entrando neste debate, trago para você um texto de MARKO PAPICSEAN NOONAN, especialistas da STRATFOR, consultoria voltada para a área de política internacional e segurança. O trabalho é publicado com autorização expressa daquela empresa. O texto discute os usos das mídias sociais, o combate que governos e instituições fazem ao uso delas e sua importância (ou falta de) para o surgimento de lideranças.

  3. "Depois de completamente bloqueada por dois dias, a internet foi restaurada no Egito na semana passada. Autoridades egípcias desconectaram o último provedor de internet (ISP, na sigla em inglês) ainda em operação em 31 de janeiro em meio a crescentes protestos ao redor do país. Os outros quatro provedores do Egito _Link Egypt, Vodafone/Raya, Telecom Egypt e Etisalat Misr_ foram bloqueados em 27 de janeiro, enquanto a crise se alastrava. Analistas imediatamente reconheceram que se tratava de uma resposta à potencialidade organizacional dos sites de mídias sociais, cujo acesso público o Cairo não foi capaz de bloquear inteiramente.
  4. O papel das mídias sociais em protestos e revoluções tem atraído a atenção da mídia nos últimos anos. O consenso atual é o de que as redes sociais são capazes de facilitar a mudança de um regime. E um pressuposto subjacente é o de que as mídias sociais dificultam a manutenção de um regime autoritário _mesmo em autocracias endurecidas como a do Irã e a de Mianmar_ e que poderiam dar início a uma nova onda de democratização ao redor do mundo. Em uma entrevista de 27 de janeiro, disponível no YouTube, o presidente dos EUA, Barack Obama, chegou a incluir as redes sociais entre as liberdades universais como a liberdade de expressão.
  5. As mídias sociais sozinhas, no entanto, não instigam revoluções. E não são mais responsáveis pelas recentes manifestações na Tunísia e no Egito do que as fitas cassetes dos discursos do Aiatolá Ruholla Khomeini foram para a revolução de 1979 no Irã. As mídias sociais são ferramentas que permitem a grupos revolucionários baixar os custos de participação, organização, recrutamento e treinamento.
  6. Mas, como qualquer ferramenta, elas têm pontos fracos e pontos fortes. Além disso, sua eficiência depende de como os líderes as usam e da acessibilidade que as pessoas que sabem como usá-las têm a elas."

  7. Alcance da mensagem
  8.  
  9. "Tanto a Tunísia quanto o Egito têm assistido ao aumento do uso de redes sociais como o Facebook e o Twitter com a finalidade de auxiliar na organização, na comunicação e, sobretudo, no início de campanhas e ações de revolta civil nas ruas. O Movimento Verde iraniano em 2009 foi seguido de perto pela mídia ocidental por meio do YouTube e do Twitter, e este último ainda emprestou à revolução da Moldávia de 2009 o seu nome, a Revolução do Twitter.
  10. Analistas internacionais _e particularmente a mídia_ estão mesmerizados pela habilidade de rastrear eventos e cobrir diversas localidades, perspectivas e demografias em tempo real. Mas uma revolução é muito mais do que vemos e ouvimos na internet: toda revolução requer organização, financiamento e apelo às massas. As mídias sociais, sem dúvida, oferecem vantagens na rápida e ampla disseminação de mensagens, mas também são vulneráveis a táticas anti protesto do governo (leia mais sobre isso abaixo). E, embora a eficiência das ferramentas dependa da qualidade da liderança de um movimento, ser dependente de mídias sociais pode, na verdade, impedir o desenvolvimento de uma boa liderança.
  11. O segredo de qualquer movimento de protesto é inspirar e motivar indivíduos a sair do conforto de seus lares rumo ao caos das ruas para enfrentar o governo. As mídias sociais permitem aos organizadores reunir pessoas com ideais parecidos em um mesmo movimento a um custo muito baixo, mas não levam necessariamente essas pessoas a agir. Em vez de participarem de reuniões, seminários e comícios, pessoas descomprometidas podem se unir a um grupo do Facebook ou seguir o feed de notícias do Twitter em casa, o que lhes confere alguma medida de anonimato (embora as autoridades possam facilmente rastrear um endereço de IP), mas não necessariamente as motiva a estar fisicamente nas ruas e oferecer energia a uma revolução. No final do dia, para um movimento de protesto movido por meio de mídias sociais obter sucesso, é preciso transformar membros de redes sociais em ações existentes nas ruas.
  12. A internet permite que um grupo revolucionário espalhe amplamente não apenas a sua mensagem ideológica mas também o seu programa de treinamento e o seu plano operacional. Isso pode ser feito por e-mail, mas as mídias sociais ampliam a exposição e aceleram o crescimento de um grupo conforme redes de amigos e de seguidores compartilham a informação instantaneamente.
  13. Vídeos do YouTube que expliquem os princípios e as táticas de um movimento permitem aos líderes transmitir informações importantes a seguidores distantes sem que seja preciso eles se deslocarem. (Em termos econômicos, isso é mais seguro e eficiente para os movimentos que se esforçam para conseguir financiamento e permanecer no anonimato, mas o nível do treinamento que podem oferecer é limitado. Algumas coisas são difíceis de aprender por vídeo, o que leva os organizadores de protestos a enfrentar os mesmos problemas que as bases jihadistas, que dependem amplamente da internet para se comunicar.) As mídias sociais também tornam mais ágeis o levante e o alastramento de ações, como um incêndio. Em vez de organizar campanhas em torno de datas fixas, movimentos de protesto podem alcançar centenas de milhares de adeptos com uma única publicação no Facebook ou um único feed de notícias no Twitter, lançando em segundos um chamado massivo à ação.
  14. Com custos de organização e comunicação mais baixos, um movimento acaba dependendo menos de fundos externos, o que lhe dá a sensação de ser um movimento puramente nativo (sem financiadores estrangeiros) e de grande apelo. De acordo com a página de eventos do Facebook, o Movimento 6 de Abril no Egito teve cerca de 89.250 pessoas reivindicando participação em um protesto de 28 de janeiro quando, na realidade, um número bem menor de manifestantes estava presente, segundo estimativas da Stratfor. O Movimento 6 de Abril é composto por uma minoria de egípcios _ os que têm acesso à internet_, que a OpenNet Initiative estimou em agosto de 2009 ser equivalente a 15,4% da população. Embora esse número seja maior que o dos que acessam a internet na maioria dos países africanos, é menor que o dos que o fazem na maioria dos países do Oriente Médio. Taxas de inserção da internet em países como o Irã e o Qatar estão em torno de 35%, o que representa ainda uma minoria da população. Consequentemente, um movimento revolucionário bem-sucedido precisa atrair a classe média, a classe trabalhadora, os aposentados e os segmentos rurais da população, grupos que, provavelmente, não têm acesso à internet na maioria dos países em desenvolvimento. Caso contrário, um movimento poderia rapidamente se achar incapaz de controlar forças revolucionárias que ele mesmo impulsionou ou ser acusado por um regime de representar o movimento de uma facção sem representatividade. Esse pode ter sido o mesmo problema que manifestantes iranianos vivenciaram em 2009.
  15. Organizadores de protestos devem não apenas expandir suas bases para além dos usuários de internet mas também ser capazes de atuar em brechas do governo. Após o bloqueio da internet no Egito, manifestantes conseguiram distribuir panfletos táticos impressos e usar aparelhos de fax e telefones fixos para se comunicarem. Criatividade e liderança rapidamente se tornam mais importantes do que mídias sociais quando o governo começa a usar táticas anti protesto, que são bem desenvolvidas mesmo nos países mais fechados." 
  16. Armas da repressão
  17. Como qualquer outra ferramenta, as mídias sociais têm seus empecilhos. Baixar o custo de comunicação também implica diminuir a segurança operacional. Mensagens do Facebook podem estar abertas para todos verem, e mesmo mensagens privadas podem ser visualizadas por autoridades por meio de um mandado de busca em países mais abertos ou por meio de pressão exercida sobre empresas de mídia social em países mais fechados. Na verdade, mídias sociais podem rapidamente se transformar em um instrumento de coleta de informações valiosas. A dependência de mídias sociais pode também ser explorada por um regime disposto a bloquear em um país o acesso simultaneamente à internet e às redes de mensagens de texto domésticas, como ocorreu no Egito.
  18. A habilidade dos governos de monitorar e neutralizar as mídias sociais desenvolveu-se juntamente com a capacidade de seus serviços de inteligência. Para obter uma licença de funcionamento em qualquer país, sites de redes sociais precisam chegar a algum tipo de acordo com os governos locais. Em muitos países, isso envolve o acesso aos dados e à localização dos usuários e às informações sobre as redes sociais. Os perfis do Facebook, por exemplo, podem ser uma bênção para os funcionários de inteligência do governo, que podem usar as atualizações e as fotos a fim de localizar e fiscalizar as atividades de movimentos e identificar conexões entre vários usuários, entre os quais podem estar alguns suspeitos. (O Facebook recebeu financiamento da In-Q-Tel, empresa de investimentos da CIA, e muitos serviços de inteligência ocidentais destinam verba para o desenvolvimento de tecnologias capazes de garimpar informações ainda mais detalhadas sobre usuários da internet.)
  19. O dilema enfrentado por líderes de manifestações ao usar as mídias sociais é o de precisarem se expor a fim de disseminar suas mensagens às massas (há, porém, maneiras de mascarar endereços de IP e evitar o monitoramento de governos, usando, por exemplo, servidores proxy). Seguir todas as pessoas que visitam a página de uma organização de protesto pode estar além da capacidade de muitos serviços de segurança, dependendo da popularidade de um site, mas um meio de comunicação desenvolvido para alcançar as massas está aberto a todos. No Egito, quase 40 líderes do Movimento 6 de Abril foram presos no início das manifestações, e isso aconteceu possivelmente em virtude da identificação e da localização deles por meio do rastreamento de suas atividades na internet, particularmente pelas suas várias páginas do Facebook.
  20. Uma das primeiras organizadoras do Movimento 6 de Abril tornou-se conhecida no Egito como a "menina do Facebook" após ter sido presa no Cairo em 6 de abril de 2008. O movimento foi originalmente organizado para apoiar um protesto de trabalhadores realizado naquele dia em Mahalla, e a organizadora Esraa Abdel Fattah Ahmed Rashid acreditou que o Facebook fosse um meio conveniente para, na segurança do seu lar, organizar manifestações. A sua saída da prisão foi transmitida pela TV no Egito como um evento de forte comoção _foram mostradas imagens dela e da mãe abraçadas e aos prantos. Rashid foi, então, expulsa do grupo e não tem mais acesso à senha da página do Facebook do Movimento 6 de Abril. Outro organizador a chamou de "covarde", afirmando que ela não teria organizado o protesto se soubesse que seria presa. A história de Rashid é um bom exemplo dos desafios postos a quem usa as mídias sociais como uma ferramenta para mobilizar protestos. É fácil "gostar" de algo ou de alguém no Facebook, mas é muito mais difícil organizar um protesto nas ruas, onde alguns manifestantes serão possivelmente presos, feridos ou mortos.
  21. Além de monitorar sites de movimentos, governos também podem bloqueá-los. Isso tem sido comum no Irã e na China em tempos de manifestações sociais. Mas bloquear o acesso a um site específico não é capaz de impedir que usuários com conhecimento de tecnologia usem redes virtuais privadas ou outras tecnologias para acessar endereços de IP liberados fora do país e, assim, acessar sites proibidos. Em resposta a esse problema, a China bloqueou o acesso à internet em toda a região autônoma de Xinjiang, local das revoltas uigures em julho de 2009. Mais recentemente, o Egito seguiu a mesma tática no país inteiro. Como muitos países, o Egito tem contrato com provedores que permitem ao governo bloquear a internet ou, quando os provedores são de propriedade estatal, dificultar a vida de movimentos que têm a sua base na internet.
  22. Os regimes também podem usar as mídias sociais com suas próprias finalidades. Uma tática anti protesto é espalhar informações erradas, seja para assustar os manifestantes, seja para atraí-los para um local em que a polícia anti manifestação está à espreita. Ainda não testemunhamos esse tipo de tática de "emboscada", mas o seu uso é inevitável na era do anonimato na internet. Agências do governo em muitos países são especialistas em revirar a internet em busca de pedófilos e aspirantes a terrorista. (É claro que esse tipo de tática pode ser usado por ambos os lados. Durante os protestos iranianos em 2009, muitos apoiadores estrangeiros do Movimento Verde espalharam informações erradas pelo Twitter a fim de enganar analistas internacionais.)
  23. A forma mais efetiva de o governo usar as mídias sociais é monitorar diretamente a comunicação na internet entre organizadores de protestos e seus seguidores ou inserir informações no grupo, neutralizando a ação de manifestantes sempre que forem encontrar-se. As autoridades que monitoram manifestações nos encontros da Organização Mundial do Comércio e do G8, assim como nas convenções nacionais do Partido Democrata e do Partido Republicano nos EUA, têm feito isso com sucesso. Durante os últimos dois anos no Egito, o Movimento 6 de Abril tem encontrado a polícia pronta e à espera deles em todos os locais de protesto. Foi somente nas últimas semanas, com o crescimento do apoio popular, que o movimento se transformou em um grande desafio para os serviços de segurança.
  24. Um dos maiores desafios para os serviços de segurança é ajustar-se às rápidas mudanças da internet. No Irã, o regime rapidamente bloqueou o Facebook, mas não notou a potencialidade do Twitter. Se as mídias sociais têm sido uma ameaça clara aos governos, a atualização e o aprimoramento contínuos dos planos para desestruturar novas tecnologias de internet se tornam cada vez mais vitais para os serviços de segurança.
  25.  
  26. Lideranças emergentes
  27. "Não há como negar que as mídias sociais representam uma ferramenta importante para que os movimentos de protesto mobilizem efetivamente seus adeptos e transmitam suas mensagens. Como mencionado acima, a eficiência da ferramenta depende, no entanto, dos seus usuários, e o excesso de confiança pode se transformar em grave prejuízo.
  28. Essas ferramentas podem afetar a evolução das lideranças. Para liderar um movimento de protesto eficazmente, os líderes de uma organização precisam se arriscar fora do ciberespaço e aprender o que significa enfrentar o poderio de contraespionagem de um regime em outros lugares, para além do mundo virtual. Ao realizar seminários e entrar em contato direto com as pessoas, os líderes de um movimento aprendem estratégias diferentes que funcionam melhor em estratos sociais diferentes, além de aprenderem a cativar públicos maiores. Essencialmente, os líderes de um movimento que exploram o uso de mídias sociais devem correr os mesmos riscos daqueles que não contam com esse tipo de mecanismo de rede. A conveniência e o anonimato parcial das mídias sociais podem levar um líder a perder a motivação de sair às ruas e fazer as coisas acontecerem.
  29. Além disso, uma liderança pautada na realidade física é a que constrói e se fixa em um plano de ação estabelecido. O problema é que as mídias sociais, ao estarem disponíveis a um número maior de adeptos, subvertem a liderança de um movimento. Isso significa que um chamado à ação pode se alastrar como uma labareda em chamas antes de o movimento estar bem preparado, sendo capaz de pôr em risco a sua sobrevivência. Em vários aspectos, o Movimento Verde iraniano é um exemplo perfeito disso. O chamado à ação levou às ruas durante os protestos um grupo majoritariamente formado por estudantes que se autos selecionaram. O regime reprimiu as ações duramente, acreditando que o movimento não fosse suficientemente grande a ponto de lhe representar uma ameaça real.
  30. Uma liderança muito dependente de mídias sociais pode isolar-se de movimentos políticos alternativos com os quais é capaz de compartilhar o mesmo objetivo de mudança de um regime. Esse é especialmente o caso quando outros movimentos não são "movimentos jovens" e, portanto, não tão aficionados por tecnologia. Isso pode criar sérios problemas uma vez que a revolução tenha sucesso e um governo interino precise ser criado. O movimento sérvio Otpor (Resistência) teve sucesso na revolução democrática sérvia de 2000 precisamente porque conseguiu unir uma oposição desigual formada por forças pró-Ocidente e nacionalistas. Mas, para facilitar o desenvolvimento desse tipo de coalizão, os líderes têm de se afastar de computadores e celulares e entrar em fábricas, plantações de arroz e outros lugares com grande número de pessoas, nos quais normalmente não gostariam de estar. Isso é algo difícil de fazer durante uma revolução, quando tudo está em curso e a insegurança pública é grande, especialmente em relação àqueles que afirmam estar liderando uma revolução.
  31. Mesmo quando tem um plano claro, um líder aficionado por mídia pode não ter sucesso. Por exemplo, Thaksin Shinawatra, ex-primeiro-ministro da Tailândia e magnata das telecomunicações, usou seu poderio para realizar conferências de vídeo em estádios lotados e lançar duas ondas massivas de protesto envolvendo cerca de 100 mil apoiadores contra o governo tailandês em abril de 2009 e em abril e maio de 2010. Mesmo assim, ele não conseguiu tomar o poder e continua a ser uma voz desencarnada, capaz de balançar o barco, mas incapaz de assumir o seu leme.
  32. O bloqueio à internet não diminuiu o número de manifestantes egípcios nas ruas. De fato, os protestos apenas cresceram conforme sites e a internet eram bloqueados. Se há condições propícias para uma revolução acontecer, as mídias sociais não parecem ser capazes de mudar isso. A simples presença de um grupo na internet não o torna mais popular ou ameaçador. Há grupos no Facebook, vídeos no YouTube e publicações no Twitter sobre os mais diversos assuntos, mas isso não os torna populares. Uma publicação de um usuário skinhead neonazista feita do porão da casa da mãe dele em Illinois não começará uma revolução _independentemente da quantidade de posts ou do conteúdo do que foi expresso. O clima deve ser propício para uma revolução, decorrente de problemas como inflação, deflação, escassez de alimentos, corrupção e opressão. E a população precisa estar disposta a se mobilizar. Por serem um novo meio de comunicação com vantagens e desvantagens, as mídias sociais não são capazes de criar movimentos de protesto. Elas somente permitem aos membros desses grupos comunicar-se mais facilmente.
  33. Outras tecnologias, como o rádio de ondas curtas, que também podem ser usadas para a comunicação e a mobilização, estão disponíveis para manifestantes e revolucionários há muitos anos, assim como a internet, que é a base do desenvolvimento tecnológico, capaz de permitir que a comunicação ocorra de forma rápida e ampla. A popularidade das mídias sociais, um entre os vários benefícios da internet, pode ser usada pela mídia internacional como meio de observar acontecimentos a distância. Podemos assistir agora ao desenvolvimento de um protesto em tempo real, sem precisarmos esperar até que todas as notícias sejam organizadas e impressas no jornal do dia seguinte ou transmitidas durante os noticiários noturnos. A percepção ocidental costuma ser facilmente influenciada por manifestantes fluentes em inglês e aficionados por internet, que podem representar apenas uma pequena parcela da população de um país. Isso é ainda mais significativo em países autoritários em que a mídia ocidental não tem outra opção senão recorrer ao Twitter e ao YouTube para informar sobre uma conjuntura perigosa, aumentando assim a importância concedida às mídias sociais.
  34. No Oriente Médio, onde a penetração da internet está abaixo de 35% (com exceção de Israel), se um movimento crescesse a ponto de causar mudanças, as adesões ocorreriam por boca a boca, não por redes sociais. Ainda assim, o aumento de conectividade da internet cria novos desafios para líderes de Estado, que têm provado ser mais do que capazes de controlar formas mais antigas de comunicação. Esse não é um desafio insuperável, como mostrou a China, mas, mesmo no caso da China, há uma inquietação cada vez maior sobre a capacidade dos usuários de internet de burlar mecanismos de controle e divulgar informações proibidas.
  35. As mídias sociais representam apenas uma ferramenta entre muitas que um grupo de oposição pode usar. Movimentos de protesto são raramente bem-sucedidos se liderados do porão da casa de alguém por meio de uma arena virtual. Os líderes precisam ter carisma e vivência de rua, como líderes de qualquer organização. Um grupo revolucionário não pode depender de seus líderes mais aficionados em internet para promover uma revolução bem-sucedida mais do que uma empresa pode depender do seu departamento de informática para vender seus produtos. Isso faz parte da estratégia geral, mas não pode ser a única estratégia."
  36. Texto publicado com autorização da Stratfor
  37. Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS
  38. Veja a publicação original da Fôlha
  39.  
  40. http://circuitointegrado.folha.blog.uol.com.br/arch2011-02-06_2011-02-12.html

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Surpresa?


Tarde demais para esquecer

Eu lembro. 
Eu pensava reencontrá-la um dia e como numa novela você diria...
Há quanto tempo... e eu responderia:
-Uns trinta e cinco anos!
E hoje já se passaram mais de trinta e cinco anos. Trinta e cinco anos de uma lembrança, que é só uma lembrança, nada mais do que uma forte lembrança.
Tarde demais para esquecer?
Que força é essa que dura tanto quanto uma vida?
Tarde demais para aprender.

O maior prazer de uma mulher inteligente é bancar a idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

O maior prazer de uma mulher inteligente é bancar a idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Legal! Bem pensado.
Aí eu lembrei de quantas vezes deparei com mulheres que me deixaram literalmente de boca aberta,com água na boca,quase sem fala...
É assim. Certas mulheres tem o dom de hipnotizar homens sem precisar sequer  um olhar.
Atire a primeira pedra quem nunca ficou paralisado na presença de uma dessas divas.
Acho que a melhor coisa a fazer num caso desses é “cair fora” pois o resultado dessa paralisia é prenúncio de um turbilhão de sentimentos, que podem deixar qualquer homem inteligente um verdadeiro idiota.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Jéssica Couto e Stefany Queiroz em biquínis da Chiquita Bacana www.biquinis.tv


















ANÚNCIO PARA ARRUMAR NAMORADA



Um jornal cearense recebeu esse pedido de publicação de anúncio e, achando-o engraçado, pediu autorização para colocá-lo em local de destaque, sem qualquer acréscimo de custo. Eles não esperavam resposta, mas ela veio. E da mesma forma que o anúncio original, recebeu destaque no jornal...




ANÚNCIO PARA ARRUMAR NAMORADA

Matéria publicada em um jornal de circulação diária do Estado do Ceará


(Leia também a resposta da pretendente).


Homem descasado procura...

Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'adoro tar com você' e outras pérolas gramaticais.

Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.
Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água.
Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno.
Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.

Por motivos óbvios, a boca e os lábios, devem ter consistência macia, não confundir com beiço.
A barriga, se existir, muito pequena e discreta, e não um ponto de referência.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.

A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.

Enviar cartas com foto recente, de corpo inteiro, frente e costas, da PRETENDENTE, para a redação deste jornal, para o codinome:
'CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE'.



Resposta da Pretendente, publicada dias após, no mesmo periódico Cearense :


Prezado HOMEM DESCASADO...
Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade, porque 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que infelizmente contraria uma de suas exigências!

Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28, e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'...!

Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada.
E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama.
Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto ? ?
Boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'.
A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão.
Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual, não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'!

No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente.
Em relação ao carro, tornam-se desnecessário s os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa ... meu amor!!!


ass: A COBRA

Junior Lima sobre Sabrina Sato: “O que mais gosto dela é a autenticidade”


O cantor cumprimentou pessoalmente a apresentadora pelo aniversário de 30 anos
SONIA VIEIRA
 Orlando Oliveira/AgNews
Junior Lima elogiou Sabrina Sato em festa
Junior Lima cumprimentou pessoalmente Sabrina Sato, que celebrou seu aniversário de 30 anos na madrugada de sexta-feira (4), em São Paulo. Na ocasião, ele se mostrou carinhoso com a amiga e colocou a conversa em dia com outros amigos presentes.
Obs. A foto é só ilustração...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BIG BROTHER BRASIL - Texto atribuído a Luiz Fernando Veríssimo



Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
 
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
 
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.



Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

Miss Guarujá-Biquinis Guarujá

Miss Guarujá-Biquinis Guarujá
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