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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

RESPOSTA A BARBARA GANCIA...

BARBARA GANCIA (escreveu na Folha de São Paulo em 12/12/2008)

O que as maduras querem?

Que tipo de troca terá existido entre a atriz Susana Vieira e esse pobre rapaz de vida desperdiçada?



CAFAJESTE, TOSCO , aproveitador, truculento, drogado, imoral... De uns meses para cá, Marcelo Silva, 38, ex-marido de Susana Vieira, 66, encontrado morto em um apart-hotel da Barra da Tijuca na manhã de ontem, vinha sendo chamado de tudo um pouco.
Recentemente, em seu programa matutino, a apresentadora Ana Maria Braga chegou a sugerir que a melhor coisa que ele poderia fazer seria "desaparecer da face da terra".
Ex-policial militar com histórico de agressão física contra mulheres e internação por dependência de drogas, Marcelo não parecia muito preocupado com sua reputação.
Ao sair de mala e cuia da casa de Susana, no mês passado, ele declarou: "Hoje sou um homem aliviado. O que adianta comer picanha argentina num restaurante chique e não digerir a comida? Hoje, eu como alcatra num restaurante barato e tenho uma boa digestão".
Não sou do tipo que transforma capetas em santos só porque eles passaram desta para melhor. Mas, quer saber? Marcelo Silva, que Deus o tenha, com todas as suas fraquezas e limitações, não é o principal problema desta triste novela.
Vamos e venhamos: o que Susana Vieira e outras mulheres maduras como ela procuram? O que a atriz estava querendo quando se casou com um rapagão enxuto, dependente de drogas e 28 anos mais jovem do que ela? Amor eterno? Estabilidade conjugal? Um bezerrinho para chamar de seu?
A metáfora sobre a alcatra e a picanha utilizada por Marcelo Silva pode não ser digna de constar do livro de etiqueta de Marcelino de Carvalho, mas pulula de franqueza.
Ou será que existe algum homem sarado na faixa dos trintinha que prefira uma picanha de 66 anos a uma alcatra de 27 -a idade da amante de Marcelo que acabou se tornando o pivô da separação?
Com o advento do botox e das várias técnicas de recauchutagem (e de reposição hormonal) hoje disponíveis para quem se recusa a envelhecer com dignidade, a mulherada passou a acreditar que bastou ter dinheiro e o telefone de um bom dermatologista para adiar o inevitável.
Mas um dia a casa cai. E se não cai, ficam todas com a cara das senhorinhas daquele filme "Mulheres Perfeitas" ("The Stepford Wives", 2004), que parecem saídas da mesma cadeia de montagem.
Freud já não perguntava o que as mulheres querem? Pois, tudo ao mesmo tempo é que não dá para ser. Ou bem a endinheirada poderosa se contenta com prazeres pontuais da carne ou opta pelo companheirismo (e conseqüente enfado) que um relacionamento maduro é capaz de proporcionar.
Veja: não estou tecendo julgamento, longe de mim, mas a curiosidade me corrói as paredes internas do estômago. Sempre que vejo esses casais em que um dos cônjuges é bem mais velho do que o outro, eu me pergunto: sobre o que será que eles conversam? O que será que a Ana Maria Braga cavaqueia com seu mais recente marido? Que tipo de troca terá existido entre Susana Vieira e esse pobre rapaz de vida desperdiçada? Sobre que assuntos o Olacyr de Moraes confabula com suas jovens amigas? Se alguém souber a resposta, por favor me diga.

barbara@uol.com.br

www.barbaragancia.com.br
Para Barbara
de Marinho Guzman


A curiosidade de Barbara Gancia a respeito do que as maduras querem.

De vez em quando leio as crônicas da Barbara Gancia. Gosto do jeito que ela escreve e também gosto de muitas das suas colocações a respeito das coisas da vida, da sua experiência e das experiências de vida das outras pessoas, que ela conta.
Também não gosto de muita coisa que ela escreve.
Em “O que as maduras querem?” publicada dia 12/12/2008 na Folha de São Paulo,
Bárbara conseguiu enfiar o dedo no machucado, uma vez que o assunto está longe de virar ferida.
O relacionamento de um homem e uma mulher é tema para qualquer assunto. Presente, passado ou futuro, gênios e loucos já escreveram sobre amor, casamento e convivência de homens e mulheres.
O que dizer então do relacionamento de homens e mulheres com diferenças de 20, 30 e até 40 anos?
Ora, misture isso a personalidades da mídia, salários estratosféricos, cafetões, amor bandido e senhoras de idade... da Globo.
Ponha uma pitada de tragédia com a morte de um dos personagens, nesse caso o vilão e o prato estará aos moldes dos quitutes da Ana Maria Braga, feito para um banquete de palpiteiros como eu, querendo tirar vantagem do assunto, como a Bárbara Gancia.
Embora ela coloque o assunto como curiosidade pessoal, não deixou de tomar partido do escândalo, das manchetes e da possibilidade de abordar um assunto que não ter fim.
Não sei e não conheço ninguém que possa atender ao pedido da Bárbara e ajudá-la a entender esse caso e muitíssimos outros.
Talvez uma palavra ajude, paixão... e aí, quem souber explicar o que quer dizer paixão que arrisque...
Bem, mas eu que tenho sessenta anos, vivendo a oito anos com uma mulher de trinta, posso assegurar à Barbara que além de sexo sensacional, um casal com essa diferença de idade, meia dúzia de diplomas universitários, muitas viagens pelos melhores lugares do mundo e outras experiências muito boas pode ter mais assunto para conversar e discutir do que as mazelas com que se preocupa a Bárbara nesse artigo, como a putaria que existe na Globo, com os salários estratosféricos, merecidos ou não e com bandidos da polícia.
E o que dizer de trazer o Olacyr de Moraes para essa história? Como diria não sei quem, não sei onde, “se cada um se preocupasse com a sua própria trepada o desempenho seria certamente melhor.”
Será que a Bárbara está preocupada com as confabulações do Olacyr e suas beldades, com o desempenho sexual dele ou estaria desgostosa porque o setentão não se dignaria de bater papo com uma intelectual chata, disposta a discutir relações humanas ao invés de uma bela trepada?
Bem essa da Barbara serviu mesmo para que a gente constate que serão tantas as variáveis no relacionamento de pessoas com grande diferença de idade que qualquer análise vai chegar à conclusão de que podem existir centenas ou milhares de variações no que diz respeito aos motivos de cada um, que a colocação da Barbara Gancia só serve mesmo para mostrar que a sociedade moderna, especialmente as que têm acesso à mídia, estão mais preocupadas com as fofocas do que com a solução dos problemas das idosas pobres, das belas prostitutas exploradas por cafetões bandidos, sejam policiais ou não.
Gostei do tema da Barbara Gancia, afinal, atingiu o objetivo.
Pena que não possa ajudá-la com as respostas que ela precisa. Só a Ana Maria Braga, a Suzana Vieira e o Olacyr de Moraes podem dar e sinceramente essa não foi a melhor maneira de colocar o assunto.

marinhoguzman@uol.com.br

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