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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Os que vão e os que ficam.

Ninguém fica velho antes do tempo e ninguém deveria morrer antes dessa hora.
Ficar velho é algo que não se ensina porque não dá para aprender. 

E nesse caso, os conselhos valem pouco, porque de verdade, para pouco servem.
Quem faz como os outros dizem, faz o dos outros, não o seu próprio.
É nessa caminhada sem volta, onde é possível olhar para trás mas impossível refazer qualquer coisa, ou fazer o que deixou de ser feito que mora o arrependimento.
Alguns se arrependem muito, uns poucos não se arrependem de nada e a maioria vive demais os últimos anos com essas lembranças imutáveis.
Quem parte leva tudo dele consigo, deixa um pouco de lembrança, e aquilo que um dia possa ter sido seu tesouro de nada valerá porque só há uma certeza, do pó viemos e ao pó retornaremos.

domingo, 17 de julho de 2016

Férias de mim

Não sei como, mas sei bem porque, estou precisando claramente tirar férias de mim.
É….uns dias longe….fora da rotina diária….se possível sem falar ou pensar nas coisas que vivo todos os dias ininterruptamente a tantos anos, tão iguais ou parecidas a cada dia, nessas últimas 3.500 semanas.
Não pense que eu estou ficando louco pois já estou faz tempo.
A vida é assim, depois de umas horas a gente deita, dorme e descansa, depois de uns dias de trabalho a gente tem um fim de semana, de vez em quando a gente até tira férias, sai de parte da rotina, viaja, vê e conhece gente, coisas e lugares novos, mas estamos atrelados a pensamentos que teimam em ir e vir conosco, dia e noite a todos os lugares.
Se a gente pudesse tirar férias da gente por algum tempo, viveríamos uns dias sendo outra pessoa e ainda que não se pudesse escolher quem, esses dias serviriam para que a gente visse como somos felizes nas nossas vidas, em sermos quem nós somos, ou quão miserável é a existência para quem não é dono do próprio destino.
Estou precisando de férias….férias de mim.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Você muda, mas a tatuagem não.

Muitas garotas estão aderindo à moda da tatuagem.
Acho legal, esteticamente a maioria agrada e a qualidade dos profissionais tem melhorado consideravelmente. 
Quem é ruim não consegue clientela boa, apesar de estragar umas peles e deixar amargas recordações nas incautas.
Tirando umas imagens de péssimo gosto, a última moda é gravar frases. É aí que reside o perigo! De erros de grafia e concordância, a um gosto literário duvidoso, certas mensagens ocupam um espaço que poderia ser bem melhor aproveitado se não tivessem nada.
No passado marinheiros usavam muito a frase “Amor só de mãe” e 
as prostitutas voluntariamente ou não estampavam o nome dos seus cafetões.

Você muda, mas a tatuagem não.

domingo, 10 de julho de 2016

Estou perdendo a faculdade de indignar-me.

O som alto num quiosque da Enseada às sete horas da manhã dá para ser ouvido no meu apartamento na Praia de Pitangueiras.
Uns jovens e outros nem tanto, balançam visivelmente embriagados os corpos, as latas de cerveja e copos de bebida mais forte ao som estridente e de má qualidade que profere frases de apologia às drogas e ao crime.
Antigamente eu me indignava pela cidade, pela degradação que apresentávamos aos cidadãos e visitantes, pela falta de educação do povo.
Hoje não mais.
Incomodado busco meu quarto, protegido por janelas à prova de ruídos, ligo a televisão e em poucos minutos estou novamente dormindo, imune à agressão ao meu direito e à minha cidadania, deixando para quem ainda não esteja empedernido, a árdua tarefa da qual não sou mais capaz.
Exercitar a indignação.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

A hora certa...

Às vezes a gente é pego, quase sempre de surpresa, no lugar errado e na hora errada, mas é certo, já estivemos todos no lugar certo, na hora certa.
E já que é brutal a diferença nas consequências, costumo me perguntar várias vezes, se estou no lugar certo, já que a hora é agora e não dá para mudar e cheguei à conclusão, que está muito difícil mudar de lugar a qualquer hora e que a variável possível, quase sempre, é estar com as pessoas certas, todas as horas, em qualquer lugar.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Facebook, o passado diante dos nossos olhos.

Às vezes me pergunto por onde andariam as mulheres que passaram pela minha vida.
O tempo passou e até mesmo o que eu achava que poderia ter sido um grande amor, definitivamente acabou.
Das rápidas aventuras a gente pode lembrar a adrenalina, combustível insubstituível na juventude. Alguns encontros e desencontros a gente esqueceu como se nunca houvessem existido e para as bebedeiras vale a famosa frase:
– Se eu não lembro não fiz! 
Muitos e muitas preferirão não lembrar de ter acordado num lugar estranho, numa cama estranha, com alguém muito estranho.
No Facebook a gente reencontra algumas mulheres que desejamos, conhecemos, namoramos ou “ficamos”, como diriam os mais novos.
Não sei se é nostalgia mas pode haver algum carinho nesses encontros e lembranças virtuais, e inevitáveis decepções.
Afinal, aventura, amor e paixão se confundem, porque não poderíamos nos confundir?
Algumas desavenças foram minimizadas pelo tempo, pela memória ou pelos dois, e os grandes dramas hoje não passam mais do que páginas viradas, capítulos encerrados, de um romance onde o mocinho e mocinha não acabam juntos.
Os grandes amores terminaram mas jamais serão completamente esquecidos e muitas arestas não foram nem serão aparadas, nem apagadas pois a memória, que deu uma trégua, tem lapsos de lembranças que teimam em mostrar que o tempo pode curar, mas também pode deixar cicatrizes.
Temos a possibilidade de ver como o outro vive, aquele que poderia ter sido o marido ou mulher, com quem poderíamos estar vivendo. Teria sido igual ou diferente?
Álbuns, fotos, amigos, curtidas e compartilhamentos.
Você pode xeretar à vontade, anonimamente ou pedir amizade a quem um dia chamou de amor e ela pode educadamente dar, ignorá-lo, ou solenemente bloqueá-lo.
E você também pode sentir uma ponta de inveja ou um pouco de pena, regozijar-se das vitórias do outro, quiça sentir que a pessoa merecia melhor destino, ou simplesmente imaginar como, por sua vez, será observado.
E isso tudo no plano da imaginação, porque a realidade é uma só, a vida seguiu seu curso e dificilmente haverá uma segunda chance para antigos sentimentos.
Mas isso nem o Facebook, nem ninguém pode garantir.

domingo, 3 de julho de 2016

Inspiração também tem crise.


Trafego numa maré de falta total de inspiração.
Antes a leitura do jornal ou da falecida VEJA, de um comercial qualquer de TV, ou uma simples frase afloravam a inspiração em ligação direta com meus comunicativos dedos.
Hoje nada!
As notícias políticas mudaram para as páginas policiais e têm mais comentaristas do que “comadres em salão de beleza da periferia”. As notícias do futebol pouco me interessam, uma vez que o meu São Paulo Futebol Clube perde mais do que ganha
O espaço restante é tomado pelos chamados crimes hediondos, já que na impossibilidade de conter a criminalidade,”inspirados” aumentaram as penas proporcionalmente à diminuição das vagas nas cadeias.
É tempo das tornozeleiras eletrônicas, já em falta, uma vez que são importadas, e há temor que as nacionais já venham com a senha para o bandido torná-la inoperante.

E assim caminha o domingo, eu sem inspiração e a televisão cheia de idiotas “inspirados”.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A vida é um grande aprendizado.



Nos primeiros anos tudo é novo e não é muito fácil aceitar princípios concebidos por gente mais velha como os pais, e até de gente que nunca se ouviu falar.
Não há prioridades, há imediatidades, que pouco levam em conta as consequências.
O mais importante é viver intensamente o tempo que passa lerdo na época das aulas e voa nos fins de semana, férias e feriados.
Para os jovens a noite nunca é escura, no máximo tem sombras e elas dão realce, mais cor e mais temperatura a certos mistérios que parecem encantados.
Pouco importa o que possa esconder alguns perigos, o que importa é viver a aventura da vez.
Mais velhos, a gente começa a perceber que as responsabilidades ocupam mais e mais o nosso tempo.
Trabalho, casamento, filhos, algumas doenças, os pais que envelhecem.
É a gente aprendendo que a vida pode ser doce, mas também tem o seu lado amargo.
A gente envelhece mais e aprende mais, percebe que aprendeu por todo o tempo mas ainda é surpreendido por descobertas incríveis, como sorrir e sofrer pelos filhos e pelos filhos dos filhos, sentir pelos amigos que nos deixam, pelo companheiro ou companheira que parte.
Nessa hora a gente ainda aprende que a vida termina sempre desastrosamente com a morte.

Mas a jornada segue para quem fica, aprendemos a controlar a saudade para seguir em frente, aprendendo com os outros que passaram pelo que passamos e deixaram escrito, que dessa partiremos para uma melhor.

domingo, 19 de junho de 2016

Perdão


A gente se engana, se engana muito, mas não se engana sempre e o futuro se encarrega de consertar algumas situações dúbias, apagar mentiras e dar castigos, deixando claro que o perdão repõe, já que não recompõe, cada coisa no seu lugar.
Jamais neguei ter errado, jamais me enganei colocando a minha culpa em outras pessoas, não culpei quem por ignorância, raiva e má criação tentou me fazer mal ou subverter a verdade para fugir à própria parcela de culpa.
Assumo meus erros e acho que já paguei por eles o que deveria ter pago. Nem mais nem menos.
E por ter tido boa formação e saber reconhecer meus defeitos que se tornaram erros, por ter pago por eles o que a vida me cobrou, sinto-me perdoado pelo que fiz e por não ter pago pelo que tentaram me impingir.
Quem quer que depois de quase quarenta anos tente me fazer sentir culpado pelos seus próprios erros e pela situação que atravessa nos dias de hoje não merece crédito nem remorso, só esquecimento e claro, perdão.

Passado

O passado e os mortos precisam ser enterrados ou incinerados, as lembranças boas devem ser preservadas e as más jamais mencionadas.
A chama da ira não ilumina os caminhos, mas pode queimar as mãos.

Miss Guarujá-Biquinis Guarujá

Miss Guarujá-Biquinis Guarujá
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